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Rebeca Borges, Author at sunday slices https://autoral.sundayslices.com/author/rebecaborges/ Fotografia de comida, por Thamires Santiago Tue, 15 Jan 2019 15:05:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Menu pra semana https://autoral.sundayslices.com/menu-pra-semana/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=menu-pra-semana Tue, 15 Jan 2019 11:49:33 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4595 Planejar! Planejar sempre! Esta tem sido a regra aqui em casa quando o assunto é a cozinha. E que bom é organizar a nossa saúde alimentar. O cotidiano fica mais…

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Planejar! Planejar sempre! Esta tem sido a regra aqui em casa quando o assunto é a cozinha. E que bom é organizar a nossa saúde alimentar. O cotidiano fica mais leve, mais fácil e rápido e nossa comida fica deliciosa e nutritiva! Não sei você, mas eu adoro organizar listas de tarefas e depois ir executando e limpando a lista, a sensação de missão cumprida é super divertida! Uma ajuda ótima no planejamento do cotidiano são os livros. Existem vários que abordam o assunto e trazem boas ideias, seja de planejamento ou de receitas rápidas e fáceis. E foi considerando isso que o livro “Menu para a semana” chegou aqui em casa já fazendo um super sucesso. Amanda Hessil e Merrill Stubbs são referência quando o assunto é comida. Elas são editoras do FOOD52, uma comunidade online gastronômica que traz o pensar e a alegria pra cozinha, com receitas, vídeos, ideias e produtos que enfatizam a importância da comida de verdade e de se cozinhar com alegria.

Este livro foi todo preparado para agilizar compras, armazenamento e execução na cozinha, e ainda, de acordo com a estação do ano! Dessa forma, além da economia na feira ao adquirir os produtos exatos da semana, você também passa a ter uma atuação mais sustentável e orgânica sabendo o que é de época e está bom de ir pra mesa. Sensacional, não é?! Folheando o livro me deparei com diversos preparos diferentes, novos formatos e muita ideia boa e simples de implementar no planejamento semanal. Você pode deixar de lado a maioria das receitas do livro, mas só de aprender a planejar melhor ele já vale o investimento! E no meio dessas receitas novas todas, me deparei com uma que encheu os olhos de curiosidade: “Jook”. Esta receita veio de uma das primeiras colaboradoras do portal e é basicamente um mingau de arroz. Eu que A-D-O- R-O um mingau e estou sempre ás voltas inovando com meu mingau de aveia, corri pra testar e ver a reação do marido, que considera o arroz a oitava maravilha do mundo.

Versátil, deliciosa, nutritiva e MUITO confortável! Esta versão da Merrill que leva gengibre e raiz forte traz versatilidade no corre da semana e é um super coringa se algo inesperado acontece e o jantar não fica pronto a tempo. A dica é: Faça logo no dia de preparo. Aqui em casa é o sábado, após a feira. A cozinha borbulha com cortes, panelas, travessas e todo o preparo que alimentar uma família demanda. Então, enquanto vou picando e organizando tudo, o arroz fica ali, quietinho se transformando em mingau, e quando pronto, coloco na geladeira e deixo pra decidir a cobertura quando for comer!

“Se você cozinha, sua família vai jantar reunida.

Se você cozinha, você terá naturalmente um lar mais sustentável.

Se você cozinha, você dará um exemplo a seus filhos por toda a vida.

Se você cozinha, você compreenderá melhor o que vai para a panela e comerá com mais saúde.

Se você cozinha, sua casa terá um lugar de destaque em sua vida.

Se você cozinha, você faz outras pessoas felizes.

Se você cozinha, as pessoas se lembrarão de você.

Amanda e Merrill”

Jook

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Serve: 4 Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • 12 xíc. de água (cerca de 2,8 litros)
  • 2 xíc. (370 g) de arroz basmati ou jasmim
  • 1 pedaço grande de gengibre descascado (5cm)
  • 2 rodelas pequenas de raiz forte (como nem sempre é fácil achar, este item se
  • torna opcional, aí só carregar um pouco mais no gengibre ou utilizar açafrão da
  • terra)
  • 900g de ossos crus de frango ou porco (opcional)
  • 1 colher de chá de sal

PREPARO

  1. Junte todos os ingredientes em uma panela grande. Coloque para ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar sem tampa por cerca de 90 minutos. Mexa de vez em quando, adicionando mais água se necessário. Deve ficar parecendo um mingau.
  2. Remova e descarte os ossos, a raiz forte e o gengibre. Deixe esfriar e guarde na geladeira por até 5 dias.
  3. O Jook estará pronto quando o arroz estiver cozido a ponto de quase se desfazer, mas a consistência final quem decide é você.
  4. No dia que for comer, esquente por cerca de 10 minutos, e caso ache necessário adicione mais água.
  5. Na hora de servir, use a imaginação para a cobertura! Cebolas caramelizadas, tomate confit, espinafre, ovo estalado, carne desfiada… Escolha o que te faz feliz!

 

NOTAS

Ao invés de água, use aquele belo caldo de legumes e torne seu prato ainda mais nutritivo!

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Gatherings – Flora Shedden https://autoral.sundayslices.com/gatherings-flora-shedden/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=gatherings-flora-shedden https://autoral.sundayslices.com/gatherings-flora-shedden/#comments Mon, 03 Dec 2018 15:39:46 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4177 “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”, já dizia Vinicius de Moraes, e a tal arte do encontro sempre me fascinou, aliás, acho que…

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“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”, já dizia Vinicius de Moraes, e a tal arte do encontro sempre me fascinou, aliás, acho que sou ainda mais fã da arte do desencontro e dos emaranhados que ela proporciona. Todos os dias encontramos novas oportunidades, basta nos desencontrarmos da correria e perceber a beleza destes momentos.

E por gostar tanto deste movimento do universo que quando vi o livro “Gatherings” na estante da livraria, corri para folhear e me apaixonar. (Gatherings do inglês significa encontros). As lindas fotos foram o primeiro atrativo, em seguida a forma como o livro é dividido, os nomes dos capítulos eram tão aconchegantes: “manhãs rápidas ou vagarosas”, “comida para nos lançarmos juntos”, “drinks e outras delícias para celebrar”, assim começam alguns dos capítulos que nos levam a querer organizar pequenos e grandes encontros toda semana para colocar em prática as receitas do livro rosado.

Assim como eu, Flora Shedden é uma cozinheira do cotidiano, uma pessoa apaixonada pela cozinha e pelas pessoas que a cercam, que buscou levar suas principais receitas de casa para o livro. Era como se eu lesse a mim mesma, no livro que ainda não escrevi. E quando o assunto é comida, eu gosto de abraçar a tudo e a todos, conhecer formatos novos ou básicos, receitas clássicas ou inovadoras, de grandes chefs de cuisine ou de grandes cozinheiras do dia-a-dia. 

A receita que escolhi foi a do Risoto de Aspargos. Para algumas pessoas pode ser já batido e nada inovador, para mim é um lugar de conforto sem fim. Eu faço bons risotos! Morro de orgulho deles! Já passei a virada de meia noite em festa de ano novo na beira do fogão, mexendo sem parar os belos grãos de arbóreo – e prometi nunca mais fazer isso de novo – é uma constante da minha cozinha, confortável de fazer e de comer. 

Quando o livro chegou aqui em casa, abri e caiu na página 92, e havia ali uma bela foto de aspargos verdinhos. Era a minha deixa! Separei uma garrafa de um Chadornay bem gostoso e geladinho, preparei a comida e reuni a família para saborear!

Caso você ainda não tenha feito um risoto na vida, tudo bem! Cuide de seguir os detalhes importantes que fica fácil:

. Para se fazer um risoto, o arroz utilizado deve ser o arbóreo ou carnaroli. Ao contrário dos outros arrozes que devem ser lavados ou demolhados antes de se usar, este arroz vai seco para a panela, pois são exatamente os amidos dele que queremos para dar aquela consistência e cremosidade tão apreciada (não, risoto não é arroz com creme de leite!)

. Um bom vinho branco sim!! Uma regra que aprendi anos atrás é: sempre que for usar vinho pra cozinhar, use um vinho que goste de beber. Primeiro porque não usamos tudo e o restante segue para a taça, depois porque cozinhar é ato de amor e carinho, e nossa comida merece ingredientes gostosos, né?!

. O caldo merece atenção! Já fiz risoto usando o tal caldo industrial, quadradinho, e fica bom, mas nem tanto, fora que ele é cheio de glutamato, coisa que aboli da minha cozinha há anos. Então, a dica preciosa aqui é: invista no caldo caseiro! AQUI você descobre como é fácil de fazer e uma super economia para sua vida!

. Certa vez vi o Jamie Oliver dando a dica de deixar o risoto quieto na panela por uns 10 minutos antes de servir, para que os sabores aparecessem mais. Testei e curti! Mas só vale mesmo quando se usa uma caçarola grande e funda.

. Queijo é bom, mas não é essencial. Dá perfeitamente para se fazer um belo risoto sem queijo, mas se você não abre mão, invista em um ótimo parmesão ou queijo bem curado e rale na hora. O sabor de um bom queijo ralado na hora é outro!!!

Risoto de aspargos

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Serve: 4 Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal
  • 2 cebolas picadas finamente
  • 250 g de arroz arbóreo
  • 125 ml de vinho branco
  • 2 cabeças de alho bem picadinho
  • 700 ml de caldo de legumes
  • 300 g de aspargos cortados
  • 25g de queijo parmesão ralado na hora
  • Um punhado de folhas de menta ou hortelã picadinhas
  • Sal e pimenta a gosto

PREPARO

  1. Numa caçarola grande coloque o azeite e a manteiga em fogo médio;
  2. Adicione as cebolas e o arroz e mexa por cerca de 5 minutos, até que as
    cebolas fiquem transparentes e o arroz comece a mudar de cor;
  3. Adicione o vinho e o alho, reduza o fogo para médio baixo e mexa por cerca de 3 minutos;
  4. Agora vá alimentando o risoto com o caldo de legumes, utilizado uma concha;
  5. Vá mexendo sem parar e adicione mais caldo à medida que o anterior tiver sido completamente absorvido, quanto mais se mexe, e mais se adiciona caldo aos poucos, mais cremoso fica seu risoto;
  6. Quando já tiver adicionado cerca de ¾ do caldo, coloque os aspargos picados e continue o processo;
  7. Quando todo o caldo tiver sido adicionado ou o risoto estiver cozido, desligue e tire a panela do fogo;
  8. Adicione o parmesão e a menta ou hortelã e mexa para misturar. Coloque o sal e pimenta e sirva!

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Refeição em família – Ferran Adriá https://autoral.sundayslices.com/refeicao-em-familia-ferran-adria/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=refeicao-em-familia-ferran-adria Fri, 29 Jun 2018 13:00:01 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3416 Este livro é o mais novo da estante, mas veio correndo ganhar destaque por aqui. Quando o vi no sebo, achei o preço bem em conta, e considerando ser o…

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Este livro é o mais novo da estante, mas veio correndo ganhar destaque por aqui. Quando o vi no sebo, achei o preço bem em conta, e considerando ser o Adriá, não pensei muito e já embalei de presente para mim mesma. O autor deste livro é um dos mais conceituados e premiados chefs do mundo, percursor da gastronomia molecular e considerado por muitos um gênio. Ter na estante um livro dele então, fez saltar os olhos desta que vos escreve. O livro é ideal para quem não gosta/tem receio/nunca entrou na cozinha, pois ele explica minimamente os detalhes de cada prato, traz indicações de preparações básicas e clássicas, e ainda tem as receitas em fotos, para garantir que o leitor acerte sempre! Sensacional, não é? Mas tem mais: Ele traz as refeições já pensadas, o planejamento de tudo, até do tempo a ser gasto na cozinha. Para quem curte planejar o menu semanal, como eu, é mais um deleite aos olhos!

Bom, mas como (quase) tudo na vida, nada é perfeito, e a medida que ia me envolvendo com o livro, percebi alguns detalhes que incomodaram. Não sei se foi a edição brasileira que adquiri ou o próprio livro, mas o índice não bate com a realidade das páginas e aí você tem que criar formas de encontrar sua receita, o que não é difícil pois ele as numera por menus. Para os vegetarianos e veganos, o lado ruim é que em seus menus sugeridos (entrada + principal + sobremesa), o chef não abre mão de proteína animal no prato principal, o que não atrapalha em nada também, pois a maioria das entradas já é quase um prato principal em si! E a última ressalva que encontrei em tão lindo livro, é que a receita de carbonara dele leva creme de leite!

Ok, avisos dados, voltemos a adorar e nos divertir com esta ótima criação editorial para o mundo das comidas deliciosas!

As primeiras páginas são todas dedicadas aos equipamentos legais de se ter em casa, instruções detalhadas para o ovo perfeito e muitas outras dicas incríveis que fazem qualquer pessoa se tornar um às da cozinha. Depois ele traz os menus já pensados, para cada dia, e demonstra o tempo e ingredientes necessários para a preparação, e aí tem as fotos! As fotos do passo a passo de cada execução são apaixonantes, hehe. Principalmente porque, com o livro ali aberto ao seu lado, enquanto você cozinha, consegue perceber se errou ou não, se está tudo indo bem. E foi assim que fiz, acertando logo de primeira, uma receita de minha infância: flan de coco!

Toda família tem suas tradições gastronômicas e na minha, com certeza, elas não faltam! Uma delas é a mousse de coco com calda de ameixa da tia Marilene! Huummm, memória afetiva vai longe só de escrever! Mas, com a retirada de leite e derivados de minha vida, ficou para trás a sobremesa favorita dos encontros familiares. Ao longo dos anos, até tentei encontrar uma receita ou outra, mas sem sucesso. E aí veio o livro do Adriá me mostrando este flan, que não leva laticínios e saí correndo para testar! Ficou deliciosamente bom, mesmo que um pouco diferente do da minha tia, pois a calda sugerida no livro é de caramelo e não de ameixa. E o que fez ficar essa delícia toda foram as fotos! Foi vendo as fotos que percebi que meu flan não estava tão denso quanto deveria estar. Como uso leite de coco natural, que faço em casa, uso as duas partes do leite, a gordura e a parte mais líquida. E claro, é preciso ter em mente que quando estamos vendo receitas estrangeiras temos que considerar a origem dos ingredientes, leite de coco na Europa é quase todo industrializado e bem denso, o caseiro é mais líquido e não atinge o mesmo ponto, já que a maioria dos industrializados possui emulsificantes. Adicionei então um pouco de óleo de coco (justamente pra emulsificar a mistura) e tapioca para criar a densidade faltante, e pronto, flan lindo e gostoso! Teste em casa e conte para gente qual foi o tipo de leite de coco que usou!

Flan de coco

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Serve: 6 Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • Para o caramelo:
  • 2 colheres de chá de água
  • 30g de açúcar
  • Para o Flan:
  • 2 ovos
  • 250g de leite de coco ou o creme do leite de coco (caso utilize o leite de coco
  • caseiro, use o creme que fica superior ao liquido e adicione uma colher de chá
  • de tapioca e 2 colheres de chá de óleo de coco)
  • 15g de coco ralado ou o bagaço do leite caseiro
  • 25g de açúcar

PREPARO

  1. Pré-aqueça o forno a 180°c;
  2. Coloque a água e o açúcar em uma panela e leve ao fogo baixo. Mexa até dissolver o açúcar – aumente o fogo e ferva até obter um caramelo escuro;
  3. Coloque o caramelo em uma forma e leve à geladeira para firmar;
  4. Quebre os ovos em uma tigela grande e bata bem até que fiquem espumosos;
  5. Misture o leite de coco, o coco ralado e o açúcar em outra tigela;
  6. Adicione os ovos e bata até homogeneizar;
  7. Derrame a mistura na forma previamente caramelizada;
  8. Cubra a parte de cima da forma com papel alumínio e transfira para uma
    assadeira;
  9. Derrame água fria na assadeira, de forma que metade da forma fique imersa na água;
  10. Asse por 30 minutos, sempre cuidando para que a água não ferva;
  11. Deixe o flan esfriar ainda na assadeira, e depois leve a geladeira por 2 horas;
    Desenforme com cuidado e sirva a seguir.

Fotos: Thamires Santiago

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Lima – cozinha peruana contemporânea https://autoral.sundayslices.com/lima-cozinha-peruana-contemporanea/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=lima-cozinha-peruana-contemporanea https://autoral.sundayslices.com/lima-cozinha-peruana-contemporanea/#comments Fri, 08 Jun 2018 17:46:53 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3260 Peru! Ah, o Peru…. Toda vez que alguma pessoa me diz que terá este país como destino nas próximas férias, meu coração já palpita de alegria e já começo a…

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Peru! Ah, o Peru…. Toda vez que alguma pessoa me diz que terá este país como destino nas próximas férias, meu coração já palpita de alegria e já começo a tagarelar com dicas e casos de quando fomos para lá. E já se vão cinco anos dessa viagem incrível, mas ainda parece que foi ontem. As percepções gastronômicas que a visita ao país me trouxe, mudaram bastante minhas ações na cozinha, e trago com muito carinho as experiências vividas por lá. Uma das experiências mais gostosas que vivemos foi no Restaurante Central, dos chefs Virgílio Martinez e Pía León. Quando estivemos lá, o restaurante ainda não tinha levado diversos prêmios e notoriedade, mas não foi surpresa alguma ler algum tempo depois, a sua eleição de melhor da América Latina. Além do Central, o casal de chefs possui casas em Londres e recentemente abriram um centro de estudos perto de Cusco. Além de uma comida surpreendente e inovadora, o restaurante investe em sustentabilidade, e a pesquisa de sabores locais ali é regra. Ao final de nosso jantar, fomos levados para um tour que conhecemos toda a produção e formas de atuação sustentável do local. Ser orgânico, ser local, reutilizar, inovar e elevar suas raízes, tudo isso você encontra ali!

Bom, toda essa recordação de uma experiência incrível é para introduzir nosso livro da vez “Lima, cozinha peruana contemporânea” escrito pelo Virgílio Martinez. Quando vi este livro na estante da livraria, o abracei como se fosse um amigo querido e trouxe para casa dando pulos de alegria! E a cada página virada: um aprendizado, uma ideia, um suspiro de saudades de tão rico país! O livro foi publicado em 2015, na Grã-Bretanha, e ganhou sua versão brasileira em 2016 pela Publifolha. O foco do livro, que tem o mesmo nome do restaurante Londrino, é a experiência peruana que os chefs levam ao velho continente. E pelo mundo afora, o que se pensa é em Ceviche, porque é disso que o povo gosta, hehehe! Mas calma, nem tanto assim! O livro tem sim um capítulo quase todo dedicado a mais famosa iguaria peruana, porém não abre mão de mostrar ao público em geral, tudo aquilo que o país andino tem de lindo. São sete capítulos de receitas incríveis que vão do petisco à sobremesa, passando por bebidas, ceviches, pastas de ají e quinoa, alias muitas ideias lindas com quinoa!!!

Quer aprender a fazer um leche de tigre básico, está ali! E se for vegetariano? Tudo bem, tem a versão sem caldo de peixe também! Leite de quinoa batido com frutas vermelhas, um passo a passo para um pisco sour perfeito, molhos apimentados, vários tipos de causas (prato super tradicional a base de batata), carnes apimentadas de tirar o fôlego, sorvetes incríveis e chocolates. Está tudo ali, nas 223 páginas coloridas de Lima. Um livro para ter na estante da cozinha, ler e aprender com amor, e quem sabe não te incentivar a planejar logo uma visita à Lima para ir ao Central, não é? Vale uma esticada em Cusco (afinal, Machu Picchu, né) e conhecer o Mil também, o novo local de pesquisa e desenvolvimento de Virgílio e Pía. Mas afinal, diante tantas possibilidades incríveis, de receitas maravilhosas, qual vamos trazer para vocês? Chocolate crudo y muña! A última receita do livro, a primeira que abri e fiz, e que já rendeu tantos elogios e comilanças por aqui. Para variar, não segui a receita original do livro, apenas porque ainda não consegui achar uma boa manteiga de cacau no mercado, mas se você achar, por favor, a utilize! Aliás, bons ingredientes fazem toda diferença nessa receita e fica a dica de investir bem neles!

“O que nos une à mesa é, acima de tudo, nosso desejo de compartilhar momentos felizes. E como nossa cozinha é parte de nossa cultura, muitos aspectos de nossa identidade se refletem no modo como cozinhamos.”

Fotos: Thamires Santiago

Chocolate cru com hortelã

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Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • 115g de manteiga de cacau - eu usei manteiga de coco, já na versão com pedacinhos e na versão lisa, as duas ficam ótimas, e vai depender do seu relacionamento com o coco
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco
  • 3 colheres de sopa de açúcar demerara
  • 2 colheres de sopa de mel cru (vale usar melado e fazer uma versão vegana)
  • 1 colher de sopa de cacau em pó de boa qualidade
  • Folhas de 1 pequeno maço de hortelã ou menta
  • Papel manteiga

PREPARO

  1. Prepara um banho maria colocando uma tigela refratária sobre uma panela grande com água quente;
  2. Adicione a manteiga de cacau, o óleo de coco, o açúcar e o mel à tigela e aguarde até derreterem, tomando cuidado para que não aqueçam demais, o que destruiria alguns dos ingredientes – o ideal é manter a temperatura abaixo de 43°;
  3. Quando todos os ingredientes estiverem derretidos, adicione o cacau e mexa bem com um fouet;
  4. Coloque a tigela sobre uma panela com água fria, com cuidado para que não entre água na tigela;
  5. Continue batendo sem parar com o fouet até que comece a engrossar – o mel e o óleo de coco tendem a se separar, então é importante continuar batendo até que a mistura esfrie;
  6. Despeje a mistura de chocolate em uma assadeira rasa forrada com papel manteiga;
  7. Polvilhe a hortelã ou menta picada por cima;
  8. Leve ao freezer por alguns minutos e em seguida transfira para a geladeira por pelo menos uma hora;

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Agrotóxicos, porque é tão importante se engajar https://autoral.sundayslices.com/agrotoxicos-porque-e-tao-importante-se-engajar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=agrotoxicos-porque-e-tao-importante-se-engajar Fri, 25 May 2018 14:20:47 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3215 Bela Gil, Paola Carosella, Helena Rizzo, Bel Coelho. Se você conhece estes nomes, sabe que são chefs incríveis que vem revolucionando nossa forma de lidar com os alimentos por meio…

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Bela Gil, Paola Carosella, Helena Rizzo, Bel Coelho. Se você conhece estes nomes, sabe que são chefs incríveis que vem revolucionando nossa forma de lidar com os alimentos por meio de suas atuações na cozinha, seja na TV ou
nas redes sociais. E recentemente, quem as acompanha, percebeu que algo a mais as une: o apoio ao veto do Projeto de Lei 6299/2002 que visa, dentre outros itens, a liberação de mais agrotóxicos na alimentação do brasileiro, alteração do nome “agrotóxico” para “defensivo fitossanitário” e diversos outros itens que irão deixar livre o caminho do veneno ao arroz com feijão nosso de cada dia. Não somente as chefs, como milhares de brasileiros tem se engajado na luta contra o aumento da liberação de venenos na agricultura. Foi lançada a campanha “chega de agrotóxicos” que busca apoio para aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos e veto ao projeto 6299/2002.

Mas afinal, o que significa todo esse barulho? De acordo com o site da campanha, “O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo (…) e segundo pesquisa IBOPE, 81% dos brasileiros considera que a quantidade de agrotóxicos aplicada nas lavouras é “alta” ou “muito alta”. Dessa forma, aprovar uma lei que permita ainda mais veneno em nosso prato, realmente não faz nenhum sentido. A chef Paola Carosella, que inclusive compareceu à Brasília para expor a importância da não aprovação do projeto perante deputados, comentou em seu Instagram:

Preste atenção: o que está em jogo com este PL e muitos mais venenos dos que já tem na nossa comida. Ninguém aqui agora está questionando se o agronegócio é ou não bom para o pais, ninguém aqui apresentou um projeto para os agrotóxicos acabarem amanhã. Se manifestar contra este Pl e se manifestar contra mais venenos dos mais de 200 que já são utilizados, contra retirar o poder de veto na aprovação de um novo agrotóxico da @anvisa_br e do ministério do meio ambiente e deixar o veto APENAS no Ministério de Agricultura. É ser contra do uso de venenos considerados cancerígenos e causantes de má formação fetal. Ninguém aqui é contra o Brasil contra o progresso contra comida acessível e de qualidade para todos. Aliás o oposto. Mas não vamos perder o foco na votação deste PL. Eu concordo que a lei dos agrotóxicos precisa ser discutido e modernizado, mas não da forma como este PL está relatado. Entenda. Ser contra o PL 6299/02 não é ser contra agrotóxicos ou apenas a favor de orgânicos! É ser contra MAIS veneno do que já temos hoje.

A plataforma “chega de agrotóxicos” lista alguns motivos para o movimento:

1. São a causa de diversos problemas de saúde, e a
exposição a longo prazo pode causar doenças crônicas
como o câncer;
2. Atingem diretamente os camponeses e camponesas que
produzem nossa comida;
3. Contaminam os cursos d’água, reservatórios e aquíferos;
4. Matam a vida do solo e provocam a ‘espiral química’, isto é:
quanto mais agrotóxico se usa, mais agrotóxico é
necessário usar;
5. Ameaçam diretamente a soberania alimentar, tornando
nossa agricultura dependente das empresas transnacionais
que dominam este mercado;
6. Só em 2015, as empresas faturaram R$32 bilhões com a
venda de agrotóxicos, enquanto o Brasil investiu apenas
R$3,8 bilhões em alimentação escolar; e
7. A ONU afirmou que os agrotóxicos são responsáveis por
200 mil mortes por intoxicação aguda a cada ano, e aponta
que mais de 90% das mortes ocorreram em países em
desenvolvimento. Além disso, coloca como mito a ideia de
que pesticidas são vitais para garantir a segurança
alimentar.

Diversas organizações governamentais e civis se uniram também ao movimento, trazendo dados concretos e importantes que traduzem o perigo que seria levar ainda mais químicos à alimentação do brasileiro. E para garantir que os venenos não encontrem novo caminho, foi desenvolvido o PL 6670/16 – Política Nacional Redução Agrotóxicos, que foi uma sugestão da Abrasco – Associação Brasileira de Saúde Coletiva. O site da câmara dos deputados informa que:

A política nacional proposta pretende monitorar o uso de agrotóxicos no país e estimular o uso de sistemas de produção orgânicos e de base agroecológica. Também seriam privilegiadas técnicas de manejo sustentável para o controle dos problemas fitossanitários. O texto determina ainda a proibição do uso de agrotóxicos nas proximidades de moradias, escolas, recursos hídricos, áreas ambientalmente protegidas e áreas de produção agrícola orgânica ou agroecológica. E procura tornar mais transparente o uso de organismos geneticamente modificados.

Bom, deu para compreender o porquê essas pessoas incríveis se uniram para pedir em nosso feed uma assinatura, né?! Nós, aqui do Sunday Slices, já assinamos e continuamos juntas na busca por uma alimentação mais viva, mais real, que aproxime famílias, que trate com carinho e respeito o produtor e traga somente boa saúde em nossa mesa!

Participe da enquete da Câmara e dê a sua opinião: clique aqui.

Mais informações sobre a PL6670/16: clique aqui.

Mais informações sobre a comissão que discute a PL 6670/16: clique aqui.

Foto: Thamires Santiago

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Raw Food Detox https://autoral.sundayslices.com/raw-food-detox/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=raw-food-detox Wed, 23 May 2018 11:51:50 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3207 Muitos dos meus livros foram garimpados em viagens por aí. Aliás, viajar para descobrir novos sabores, culturas, lugares e pessoas é uma grande paixão de nossa família, por isso, muitas…

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Muitos dos meus livros foram garimpados em viagens por aí. Aliás, viajar para descobrir novos sabores, culturas, lugares e pessoas é uma grande paixão de nossa família, por isso, muitas vezes nossa comida do cotidiano reflete temperos distantes. É a saudade em forma de aroma! O livro desta coluna veio de uma viagem a Buenos Aires, e está longe de falar sobre Parrilla, pelo contrário, traz os benefícios do crudismo em receitas super bacanas, que me abriram novos horizontes e perspectivas. O livro é escrito por Anya Ladra, chef especializada em comida vibrante, viva e deliciosa, e é exatamente isso que ela busca levar a quem lê o livro. Uma explosão de cores e possibilidades! O segundo capitulo traz a sugestão de um programa detox, que está ali, despretensioso, sem dizer “não faça, não coma, não pense”, apenas sugere, e caso seja de seu agrado, faça! Confesso que não sou a maior fã de seguir dietas ou programas, mas achei este tão leve e colorido que resolvi tentar o de cinco dias. Cinco dias viraram 10, 10 viraram 15 e foram duas semanas que me senti no auge de energia, vitalidade e satisfação.
Meu capitulo favorito é o de sucos e vitaminas que traz dezenas de combinações de frutas e legumes, além do mais completo (e gostoso!) suco verde que já fiz. Nunca imaginei que diria que salsinha na vitamina de melão e morango seria uma ótima ideia, ou que pimenta caiena na limonada seria uma combinação tão deliciosa. Ajudou bastante o fato de que sempre gostei muito de apenas uma super vitamina no café da manhã. Desde adolescente, fazia um grande jarro toda manhã e dividia entre meu irmão e eu. Depois que casei, o hábito diminuiu um pouco, mas pelo menos duas vezes por semana, sempre foi este meu café da manhã. Trazer então essa atividade para o cotidiano, além de agilizar a vida, foi um resgate e autoconhecimento sobre o que eu realmente gosto, e como meu corpo reage a determinados alimentos e formatos. E foi este livro que me trouxe esta consciência.
 
Outra grande descoberta foi o funcho, ou erva-doce. Como o livro é inglês, muitas vezes recorri ao tradutor para saber exatamente o que significava aquele ingrediente de nome não usual, e assim, o fennel apareceu ali no capitulo de saladas. Nunca tinha comido o funcho assim, e fui procurar nos mercados. Foi uma alegria descobrir com facilidade o ingrediente e passar a usá-lo nas saladas do cotidiano. Pesquisei mais, e descobri como usar ele cru, cozido ou assado! Uma Delícia! Quando cheguei nos capítulos de entradas e pratos principais, descobri as possibilidades da comida crua para além das saladas. Mas já confesso aqui, não segui a risca não! Na cozinha do cotidiano, muitas vezes temos que adaptar a receita à nossa cozinha, e alguns utensílios podem ser caros. Então, nestes capítulos, quando o pedido era para desidratar o alimento, eu o cozinhava mesmo, até porque meu objetivo não era seguir à risca as teorias do cru. E acredito que seja exatamente aí que resida a beleza dos livros de culinária. Eles são inspiração para sua cozinha do dia-a-dia, ideias de como alterar o cardápio de sempre, trazem novas formas de usar o mesmo ingrediente, e nem sempre precisam ou devem ser obedecidos pois o seu paladar e suas preferências nem sempre serão o mesmo de quem escreveu. E assim, a receita de hoje é a tartlet de azeitonas e tomates com base de nozes. Uma receita de prato principal, que surpreende pelo sabor incrível e não é necessário seguir o crudismo, se não for sua onda. E tá tudo bem!
A receita tem tradução livre.
Fotos: Thamires Santiago

INGREDIENTES

  • 150g de nozes
  • 80g de tomates secos (eu uso o seco mesmo, que não está no azeite)
  • 3 cogumelos Portobello grandes
  • 6 colheres de sopa de azeite extra virgem
  • 150g de azeitonas pretas picadinhas (fica a dica de investir na azeitona azapa, a diferença no sabor é grande)
  • 3 tomates italianos
  • 1 cebola roxa
  • 1 colher de sopa de vinagre balsâmico
  • 1 forma média (ou 3 pequenas, a depender de seus utensílios) de fundo removível.

PREPARO

  1. Deixe as nozes da base em demolho na água por no mínimo 3 horas. Em outro recipiente, deixe o tomate seco de molho na água morna por 15 minutos.
  2. Quando prontos, escorra a água das nozes e do tomate seco e coloque num processador até que vire uma pasta. Se achar que está muito seco, adicione um pouquinho de água, mas o objetivo é que não fique molhadinha. Adicione um pouco de sal e pimenta a gosto. Transfira a massa para a forma e pressione bem com os dedos.
  3. Caso você possua um desidratador, pique os cogumelos em grossas farias horizontais, misture com 2 colheres de sopa de azeite e coloque no desidratador a 46° por pelo menos 2 horas, até que fiquem com aspecto de cogumelos salteados. Caso não possua, faça os cogumelos salteados na frigideira ao final da montagem. Para saltear, use 2 colheres de sopa de azeite e sal, e os coloque na frigideira quente, mexendo sempre. Assim que ficarem macios, estão prontos.
  4. Coloque as azeitonas pretas picadas e 2 colheres de sopa de azeite no processador até formar uma pasta grossa. Reserve. Coloque os tomates picados, a cebola e 2 colheres de sopa de azeite no processador para misturar apenas, sem deixar formar uma pasta. Transfira para uma cumbuca grande, tempere com sal e deixe descansar por 30 minutos. Após 30 minutos, escorra o liquido dos tomates e adicione o vinagre balsâmico.
  5. Retire a base de nozes da forma e preencha com camadas da azeitona, do tomate e do cogumelo.
  6. Sirva imediatamente!

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Le Pain Quotidien https://autoral.sundayslices.com/le-pain-quotidien/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=le-pain-quotidien Fri, 11 May 2018 10:26:39 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3136 A primeira vez que experimentei gaspacho foi na casa de uma das mulheres mais inspiradoras em minha vida, minha prima Ana, e a segunda vez foi em Paris. Ana influenciou…

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A primeira vez que experimentei gaspacho foi na casa de uma das mulheres mais inspiradoras em minha vida, minha prima Ana, e a segunda vez foi em Paris. Ana influenciou minha vida em diversos aspectos e meu envolvimento com a cozinha definitivamente foi um deles. Cada temporada que eu passava em sua casa no Rio de Janeiro, aprendia novos truques e hábitos culinários. Uma farra para alma e para o paladar! Quando penso em gaspacho, a memória traz Ana e Paris, lado a lado. Memória tem disso, né?! E comida é memória em forma de paladar.

Então, quando comprei o livro “Le Pain Quotidien” para presentear a Thamires em seu aniversário (dá uma olhada lá na receita de grissini aqui do SS), e vi a receita do gaspacho, fui logo comprando um para mim também e correndo para testar minha própria versão da iguaria. E claro, o livro foi muito além da sopa, e se transformou em um dos queridinhos da estante. Repleto de boas ideias baseadas no cardápio do famoso restaurante, que tem filiais pelo mundo todo (no Brasil tem três lojas em São Paulo), nele você encontra receitas deliciosas para qualquer momento do dia e ocasião.

Seus capítulos são divididos em Pães, Café da manhã, Tartines, Sopas, Saladas, Para compartilhar e Sobremesas. A demora em virar cada página é justificada pelas lindas fotos, e receitas que trazem de forma simples uma transformação com ingredientes do cotidiano. Já no capitulo de Pães, a gente entende o que aquele pão da padaria especial tem de tão diferente, quando aprendemos as várias etapas para se atingir a crocância nossa de cada dia; a vontade é de sair correndo, criar seu levain e botar a mão na massa com força para atingir aquela casquinha tão dourada! As receitas de café da manhã, se lidas à noite, com certeza irão gerar sonhos apetitosos e uma super vontade de levantar cedo e ir para cozinha; e quem sabe passar o dia lá.

Uma das coisas que mais gosto neste livro, e também no restaurante, é o compromisso com a sustentabilidade e a leveza com que inserem produtos locais no menu. A cada país que chegam, um novo ingrediente entra no cardápio ou novas receitas são incorporadas. É o caso do pão de queijo, que foi inevitável não ter quando aqui chegaram. Eles colocam a receita no livro, e a introdução de um queijo feta já demonstra como a incorporação cultural é leve e gostosa por ali. Também não ficam para trás e estão sempre inovando com ingredientes atuais, como o “pudim de coco e chia” que traz a semente reinando numa receita simples e deliciosa de sobremesa, ou ainda o bolinho de quinoa e ameixa, que mescla a iguaria peruana na fruta de sabor intenso. Mas calma, se você curte os clássicos da culinária, eles marcam presença também. O próprio gaspacho e um capítulo todo de tartines já deixa claro que as raízes tradicionais não são abandonadas, sopa de abóbora e lasanha vegetariana que o digam!

Seja para o gaspacho ou apenas para ter boas ideias cotidianas para o jantar, “Le Pain Quotidien” vai trazer sabor e memória a sua cozinha, mesmo que nunca tenha ido ao restaurante, a Paris ou conhecido a Ana!

gaspacho

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Serve: 4 Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • 1 pimentão vermelho médio ou 70g de pimenta biquinho grelhada em conserva
  • 50g de baguete sourdough cortada em pedaços pequenos (a receita fala do sourdough, mas só de ser um bom pão de fermentação natural já fica delícia)
  • 300ml de água
  • 3 tomates sem pele cortados em cubos
  • 100g de pepino descascado e cortado em cubos
  • 1/2 cebola roxa
  • 1 dente de alho
  • 1 colher de sopa de vinagre de xerex (por aqui é mais complicado de achar esse, então a escolha é sua, deixar sem ou usar vinagre de vinho tinto mesmo)
  • 4 colheres de sopa de azeite extra virgem
  • 1/2 colher de chá de molho de pimenta
  • 1 colher de chá de sal marinho
  • 1 colher de chá de cominho (eu usei orégano fresco e achei o máximo)
  • 4 cubos de gelo
  • 3 rabanetes cortados em fatias finas
  • 8 fatias de pepino cortado à Juliana
  • 1 talo de cebolinha cortado em fatias finas
  • 2 colheres de chá de azeite extra virgem
  • 1 limão siciliano partido em quatro

PREPARO

  1. Em uma tigela grande, coloque os pedaços do pão de molho na água por 1 hora;
  2. Para grelhar o pimentão, preaqueça o forno a 200°;
  3. Coloque o pimentão inteiro em uma assadeira e leve ao forno por 30 minutos, até a pele escurecer;
  4. Cubra com pano úmido e deixe esfriar um pouco;
  5. Retire a pele e as sementes e corte a polpa em tiras;
  6. Separe 70g destas tiras e reserve – caso sobre, pode conservar na geladeira por até 24h;
  7. Com o pão e pimentão prontos, junte todos os ingredientes em um recipiente e bata com um mixer de mão até formar um creme uniforme – vale liquidificador também, vai depender de seu gosto pela textura;
  8. Cubra o creme e coloque na geladeira por pelo menos 4 horas, para apurar os sabores;
  9. Na hora de servir, deixe gelar 4 pratos fundos;
  10. Mexa a sopa, despeje nos pratos e adicione 1 cubo de gelo em cada prato. Divida o rabanete, o pepino e a cebolinha entre as 4 porções, regue com azeite e sirva em seguida com as fatias de limão.

“A vida é boa em um ritmo desacelerado. Cultive legumes e verduras no quintal e dê a eles o tempo necessário para que fiquem perfeitamente maduros. Leve o tempo que for para assar seu próprio pão. Desacelere! ” Alain Coumont

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O que tem na geladeira!? https://autoral.sundayslices.com/o-que-tem-na-geladeira/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-que-tem-na-geladeira https://autoral.sundayslices.com/o-que-tem-na-geladeira/#comments Mon, 23 Apr 2018 12:41:45 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=2826 “Eu não consigo viver sem livros”, diz um imã amarelo grudado em minha geladeira. E ele não poderia estar mais correto. Meu marido e eu participamos, sem dúvida, da estatística…

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“Eu não consigo viver sem livros”, diz um imã amarelo grudado em minha geladeira. E ele não poderia estar mais correto. Meu marido e eu participamos, sem dúvida, da estatística de pessoas que compram livros para colocar na fila e ler em breve. Entrar em uma livraria e escolher nossa próxima leitura é, desde nossa adolescência, um programa super divertido. Outra grande alegria em minha vida é cozinhar! É na cozinha que a alma da casa vibra, que as sensações pulsam e os melhores papos da festa acontecem. Estar ali, no comando de cortes, chiados, tilintares e pratos vivos, e dar vida ao alimento que nos energiza, me traz alegria e conforto. É ao lado das panelas que me encontro feliz.

Nada mais natural então, do que unir essas duas paixões, e assim, meus livros de gastronomia com suas receitas mágicas e inspiradoras ficam ali, num balcão da cozinha, bem à mão, bem fácil e prontos para alegrar a movimentação do melhor lugar da casa. Quando resolvi contar, tinha ali mais de 40, a maioria adquirido por mim em viagens ou idas rotineiras à livraria e ao sebo, mas alguns chegaram a mim por meio de avós, pessoas queridas, doações ou presentes, e estes, mesmo que não sejam livros incríveis, me são muito queridos. Nesta coluna pretendo falar um pouquinho de cada um deles, do que suas páginas permitirão criar na cozinha, os sabores que poderão oferecer e as sensações que me fizeram sentir. Então, abre espaço na biblioteca, porque ideias de boas leituras e práticas receitas é o que não vai faltar!

Neste primeiro encontro, decidi falar sobre o livro que no último ano tem sido meu fiel escudeiro. Sem exagero algum afirmo: abro este livro no mínimo duas vezes na semana! Seja para inspirações ou para conferir uma receita. Ele foi escrito por uma musa da culinária brasileira e sua equipe, e aliás, que equipe! Tudo por eles publicados é de um capricho e carinho que fazem cada página virada ser uma deliciosa descoberta, e em minha casa, esse livro é o campeão da coleção. Estou falando de Rita Lobo e sua Panelinha que testam as receitas com afinco e exatidão até chegar ao melhor ponto, e nos entregam de bandeja os mapas dos melhores e mais simples tesouros gastronômicos. Esse livro do meu coração é “O que tem na geladeira”. Nele, ingredientes básicos da feira ganham diversos formatos e possibilidades, mostrando o quão fácil é sair da rotina com uma beterraba. Desde a tradicional batata inglesa, ao complicado de achar palmito fresco, o livro traz receitas básicas e inusitadas, e ótimas formas de usar (e jamais perder!) nossos alimentos.

A receita que trago deste livro não é a mais incrível ou transformadora, mas é aquela que me traz lembranças e aquece o coração: creme de milho! O creme de milho é uma instituição em minha família, que vem da minha avó materna e se tornou o carro chefe na cozinha de minha mãe. Passei grande parte da vida tendo o creme de milho como estrela do almoço de fim de semana. Porém, há cerca de 10 anos, eliminei o leite e derivados de minha dieta cotidiana, e o creme de milho de minha mãe usa e abusa do creme de leite. Fiquei sem meu prato querido. Minha mãe tentou modificar a receita, mas nada parecia igual, e eu preferia ficar sem mesmo.

Eis que surgiu este livro em minha vida, e lá estava ela, a receita do creme de milho! Bem diferente da receita de minha mãe, mas o convite a testá-la me encheu os olhos e o coração de alegria, e lá fui eu; substitui o leite animal pelo leite de coco que faço em casa toda semana, investi no milho orgânico e testei! Foi um sucesso em minhas papilas gustativas, e ouso dizer, achei melhor que o da minha mãe! Uma receita diferente da dela, mais cremosa e com maior sensação do milho, e um alento de poder novamente apreciar este prato que tanto sentia falta. Melhor ainda é a possibilidade de oferecer ao meu filho e continuar a tradição familiar.

creme de milho

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Serve: 4 Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • 4 espigas de milho verde - ou 2 xíc. de milho debulhado
  • 1 1/2 xíc. de leite de coco
  • 1/2 cebola
  • 1 col. de sopa de oleo de coco
  • sal e pimenta do reino moída na hora
  • 1 colher de chá de açafrão da terra
  • 1 punhado de cebolinha

PREPARO

  1. Lave bem as espigas de milho​ – aqui já compro sem palha e cabelos.
  2. Debulhe os milhos, colocando-os em cima de uma tábua ou assadeira e passando a faca de cima para baixo, retirando assim todos os grãos. Reserve tudo em uma vasilha.
  3. Pique fino a cebola.
  4. Bata a metade – ou 3/4 – do milho debulhado no liquidificador com o leite de coco. A quantidade de milho que você bate, depende de como gosta do creme, com mais ou menos grãos inteiros.
  5. Em uma panela no fogo médio coloque o óleo de coco, a cebola, o sal, a pimenta e refogue por cerca de 1 minuto.
  6. Acrescente os grãos de milho não batidos e refogue até os milhos ganharem uma cor mais viva e brilhante.
  7. Adicione o açafrão e a mistura do milho e leite de coco a panela, misture bem e deixe em fogo baixo cozinhando por cerca de 10 minutos ou até engrossar, mexendo de vez em quando pra não grudar.
  8. Finalize com as cebolinhas picadinhas e sirva bem quentinho!

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