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Renata Checha, Author at sunday slices https://autoral.sundayslices.com/author/renatachecha/ Fotografia de comida, por Thamires Santiago Mon, 22 Oct 2018 16:23:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Comida e o Edge Effect https://autoral.sundayslices.com/comida-e-o-edge-effect/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=comida-e-o-edge-effect Mon, 22 Oct 2018 16:20:50 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3979 Dia desses, ouvindo um podcast de psicologia que gosto muito, chamado Hidden Brain, o autor trouxe o conceito de “Edge Effect”, ou o que em português seria “Efeito de Bordas”.…

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Dia desses, ouvindo um podcast de psicologia que gosto muito, chamado Hidden Brain, o autor trouxe o conceito de “Edge Effect”, ou o que em português seria “Efeito de Bordas”. É uma teoria da Ecologia, e se você ler esse texto até o fim vai saber o que ele tem a ver com comida. Pois bem, esse fenômeno da Ecologia consiste nos efeitos da fusão de biomas diferentes, que é capaz de gerar uma faixa única de biodiversidade. Achei o conceito que consta na Wikipedia em português um bocado raso, por isso me abstenho de citar a fonte do conceito.

Pra citar um exemplo, consideremos o Brasil, país extenso territorialmente, e que tem pelo menos 3 ou 4 biomas diferentes (Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga etc). Nas bordas desses biomas, onde um começa e o outro termina, é que acontece o edge effect. Quem já viajou de ônibus de uma região pra outra consegue observar isso (uma das coisas que eu mais gostava de ir de ônibus de Goiânia pra São Paulo era observar a transição da vegetação).

Existem tipos diversos desse efeito, mas vamos nos ater às consequências dele, que podem ser inúmeras, boas ou ruins. Existem situações em que o solo se torna pobre, e a fauna fica ameaçada, porque não são capazes de se adaptar a essa faixa de transição. Mas também pode acontecer de ali habitarem espécies únicas, resilientes, capazes não apenas de viver em ambientes diferentes, como também de contribuir para o desenvolvimento dos biomas envolvidos.

E é aí que mora a mágica de traçar os paralelos: no episódio que mencionei no primeiro parágrafo isso é levado para a cultura, e vislumbramos como o enlace de tradições diferentes pode resultar em música inusitada e rica. E me veio esse plim-plim: com comida não poderia ser semelhante? Muitos viajam o mundo em busca de sabores e tradições de países diversos, e é fundamental que isso se preserve. E quando as coisas se misturam? Há muito se fala na culinária fusion, para a qual muitos torcem o nariz, mas que eu acho muito bacana como experiência. Certa vez fui a um restaurante japonês em Goiânia que tinha esse conceito de fusion, e um dos sushis era com pequi. Que delícia!

A fusão pode ser uma maneira bacana de introduzir alimentos novos, preparos diferentes e impensados na nossa rotina. Quer um exemplo? Abacate em comida salgada. Muita gente acha esquisito, mas nos EUA e México é o senso comum. Que tal começar com um guacamole? É fácil, gostoso e uma mão na roda. Quando você vê, já está fazendo toast de abacate e ovo. Pra terminar, transpor o conceito de edge effect para outras áreas de conhecimento pode ser sempre uma lição de tolerância e diversidade cultural. Para alguns, isso é pobre, e muros são necessários para barrar a fusão e proteger povo e cultura. Eu prefiro acreditar que conhecer mais é sempre mais rico. 😉

 

Fontes:

Definição de Edge Effect (Wikipedia, em inglês): https://en.wikipedia.org/wiki/Edge_effects

Podcast The Edge Effect, Hidden Brain (em inglês): https://www.npr.org/2018/07/02/625426015/the-edge-effect

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Comer é um ato político https://autoral.sundayslices.com/comer-e-um-ato-politico/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=comer-e-um-ato-politico Wed, 27 Jun 2018 13:00:03 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3411 Desculpem aos que esperavam um texto de estreia mais técnico, explicando qual é a função do ovo numa receita de bolo. Claro que isso é ciência e certamente será abordado…

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Desculpem aos que esperavam um texto de estreia mais técnico, explicando qual é a função do ovo numa receita de bolo. Claro que isso é ciência e certamente será abordado aqui futuramente, mas eu, sendo de humanas, não poderia deixar de falar dessa relação tão intrínseca que é a da comida e a da política. Você já deve ter lido por aí que comer é um ato político, e certamente, com alguma curiosidade, já tentou entender o porquê dessa afirmação. Acredito que os últimos acontecimentos, envolvendo a greve dos caminhoneiros, trouxe isso à tona: desabastecimento, mídia em polvorosa, desinformados de todos os tipos.

A verdade é que a alimentação faz parte de nós, inicialmente como fator de sobrevivência, e com a evolução das sociedades, adquirindo status social e cultural. Nossos momentos políticos sempre ditaram nossa relação com a comida. O brasileiro em particular, tem uma relação um tanto traumática com a escassez. Basta se lembrar da era Collor e da hiperinflação. Estar atento às variações do mercado financeiro, que impactavam diretamente ao abastecimento dos supermercados, era primordial para ter comida na mesa. Foi a era da compra do mês, e no início da década de 90, os hipermercados prosperaram em solo nacional.

Veio o Plano Real e trouxe consigo estabilidade para o mercado. Vieram os governos do PT, e suas políticas assistencialistas, que possibilitaram desenvolvimento a uma região abandonada por gestões anteriores. O aumento do poder de compra da população – à parte com as discussões de efetividade ou não das políticas econômicas – permitiu que o brasileiro, pela primeira vez, pudesse sair do arroz com feijão, literalmente. O padrão de consumo alimentício se diversificou. A cultura da gourmetização aflorou. A classe média pôde enviar seus filhos para estudar no exterior, e estes voltaram “viajados”, promovendo inserções e fusões em nossa cultura, gastronomicamente também.

A sociedade se dividiu entre os novos ricos esbanjadores, para quem o desperdício de comida passou a significar status. Por outro lado, uma massa crítica pautada por ecologismos, sedenta por transformação social, promoveu um novo olhar sobre a cultura alimentícia: surge a cultura do orgânico, do natural, do feito em casa. “Veganize-se!”, bradam. Todos os movimentos, frutos de ciclos da cultura e sociedade.

No fim das contas, o que nossa história política mais recente revela, e que não é uma historinha tão bonita de se contar e que comer bem passou de rotina a privilégio de poucos. As ocorrências recentes, que nos fizeram relembrar por uns dias a década de 90, e que devem tornar a acontecer, nos mostram que simplificar é preciso. Simplificar a linguagem, simplificar os preparos, o ego dos cozinheiros e o da classe média e seus pratos refinados postados no Instagram. Não adianta falar de orgânicos e continuar mantendo-os inacessíveis à maior parte da população. Por mais bonitinho que o discurso seja, 15 minutos de prosa com um produtor local revela as mazelas do mercado que não chega a nós. Ou voltaremos à época de arroz e feijão, somente. Talvez algum farináceo enriquecido para complementar.

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Quem somos nós – Renata Checha https://autoral.sundayslices.com/quem-somos-nos-renata-checha/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=quem-somos-nos-renata-checha Mon, 23 Apr 2018 11:56:45 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=2886 Eu amo cozinhar, me relaxa, me conecta com a minha família e me causa um prazer imenso. Não sou nada modesta: adoro a minha comida e não enjoo dela nunca.…

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Eu amo cozinhar, me relaxa, me conecta com a minha família e me causa um prazer imenso. Não sou nada modesta: adoro a minha comida e não enjoo dela nunca. Só que eu não sou do rolê da gourmetização não. Claro, gosto de experimentar e das coisas boas, mas detesto frescura.

Comida para mim é de verdade, com a louça toda empilhada na pia e a galera olhando com aquela cara de desânimo. É com aquele fio de cabelo que cai mesmo e ninguém tá nem aí, porque confia em quem fez, empurra para o cantinho do prato e fica tudo bem. É parar receita no meio para acudir menino chorando, e todo mundo comendo o bolo solado sem reclamar depois.

E principalmente: cozinha para mim é comportamento, é relação de poder e de consumo, é química, física, biologia e sociologia. Sempre fui metida a cientista, meu jogo favorito de criança era um mini laboratório de química, para fazer experiências.

A vida me levou para ciências humanas, que a gente tem o hábito de dissociar da imagem do cientista no laboratório, mas que é uma área cheia de possibilidades de investigação. Fiz mestrado e daqui uns anos quero doutorado, porque amo estudar.

No mercado, virei planner publicitária, e meu trabalho consiste em boa parte, na investigação e pesquisa de públicos, mercados, tendências de consumo. Até meus hobbies e minha rotina são metódicos: sou a louca dos planners, da rotina organizada (uso GTD há 8 anos), e faço scrapbook para me distrair.

Claro que, na cozinha, a ciência me acompanharia: sempre tive curiosidade de entender as químicas que acontecem em cada receita, e fui pesquisar sobre isso: li livros e fiz até um curso de Ciência e Culinária. O mais legal foi poder aplicar esse conhecimento e ver que minhas receitas passaram a dar bem menos errado.

As investigações não ficam apenas nos processos. Gosto muito da Sociologia da Alimentação, e de entender como os processos de consumo, de capital e de – quem diria – alienação, passam pela comida nossa do dia-a-dia.

Como boa crente no fato de que conhecimento traz liberdade pra gente, vamos explorar nos textos mensais aqui no blog todas essas nuances da alimentação, dos processos às nossas relações pessoais e sentimentais com a comida.

E eu espero que todos vocês me acompanhem nessa jornada!

 

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