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Verena Kacinskis, Author at sunday slices https://autoral.sundayslices.com/author/verenak/ Fotografia de comida, por Thamires Santiago Mon, 26 Nov 2018 11:27:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Ode às Cenouras https://autoral.sundayslices.com/ode-as-cenouras/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ode-as-cenouras Mon, 26 Nov 2018 11:00:46 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4061 Uma das minhas ideias para esta coluna é falar sobre a versatilidade dos ingredientes, porque um mesmo vegetal pode ser usado de muitas formas diferentes, e eu acho isso o…

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Uma das minhas ideias para esta coluna é falar sobre a versatilidade dos ingredientes, porque um mesmo vegetal pode ser usado de muitas formas diferentes, e eu acho isso o máximo!

Então, eu estou me perguntando: será possível escrever um texto inteiro sobre cenouras? Descobriremos!

Para mim, uma forma muito legal de descobrir o potencial guardado dos legumes é observar sua textura, sabor, cor e imaginar o que eu posso inventar para valorizar essas características. Assim, um maço de cenouras fresquinhas é matéria-prima para muitos pratos diferentes, o que simplifica minhas compras (e a minha cabeça, na verdade!) e me estimula a usar a criatividade.

Textura

Como as cenouras são crocantes quando estão cruas, cortá-las em palitos para comer com uma pastinha salgada, como humus ou “queijinhos” de castanhas, fica uma delícia! Apesar de outros vegetais, como pepino, brócolis e couve-flor também combinarem com as mesmas pastinhas, a cenoura tem uma crocância que é só dela, e eu adoro valorizá-la por isso!

Outra vantagem de sua textura é o fato de podermos ralar a cenoura para comê-la na salada ou com um prato bem quentinho de arroz. E além disso, eu uso a cenoura ralada na mistura de hambúrgueres e almôndegas vegetais. Além de agregar nutrientes, se usada na medida certa ela ajuda a manter a forma dos bolinhos na hora de assa-los.

Sabor

Quando eu era pequena, me lembro de comer cenouras preparadas principalmente de duas formas: raladas (bem fininhas) na salada, e bem cozidas com carne de panela. Mas a cenoura cozida, para o meu paladar de criança, tinha um sabor esquisito que eu não sabia nomear. Por isso, eu selecionava cuidadosamente os legumes que vinham junto com a carne para o meu prato, maximizando o aproveitamento das batatas e minimizando o risco de mastigar uma cenoura “estranha”. Depois de muitos anos, já vegana, entendi o que acontecia: meu paladar esperava por um sabor salgado, como o das batatas, mas encontrava um sabor adocicado, justamente uma das coisas que eu mais adoro hoje em dia nas cenouras.

Graças a essa característica, as cenouras ficam deliciosas em forma de creme (como esta receita da Thamires) e, meu favorito, em forma de purê. Imagina um prato montado com arroz branco, shitakes refogados com cebola e shoyu (para ficarem salgadinhos) e um purê de cenoura bem cremoso. É uma festa de sabores e texturas dentro da boca.

Cor

E para terminar, também costumo usar as cenouras para dar mais cor a uma refeição. Um prato de arroz, hambúrguer de lentilhas e couve refogada fica mais interessante se eu jogar lasquinhas de cenoura crua em cima do arroz, por exemplo. Muitas vezes a escolha é puramente estética, mas é isso que eu acho mais legal: usar ingredientes para brincar com o visual do prato, como fazemos com giz de cera e cartolina quando somos crianças.

Desenvolver essa relação com os ingredientes não só continua me estimulando a ir para a cozinha todos os dias, como me faz valorizar cada pedacinho de alimento que eu coloco na panela e, depois, no prato.

E é assim que se escreve um post inteiro falando sobre uma raiz!

Fotos: Thamires Santiago

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Simplificando a cozinha vegana – Pt 2 https://autoral.sundayslices.com/simplificando-a-cozinha-vegana-pt-2/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=simplificando-a-cozinha-vegana-pt-2 Mon, 10 Sep 2018 13:00:18 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3773 Minha segunda dica para simplificar a cozinha vegana não tem nada a ver com o que a gente faz na cozinha e sim com o que fazemos fora dela. Como…

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Minha segunda dica para simplificar a cozinha vegana não tem nada a ver com o que a gente faz na cozinha e sim com o que fazemos fora dela.

Como a alimentação baseada em plantas é muito diferente da alimentação com a qual a maioria de nós foi criada, é comum as pessoas sentirem necessidade de estudar e pesquisar sobre nutrição quando decidem parar de comer produtos derivados de animais. Assim que eu e o Fábio deixamos o sushi de salmão e a omelete para trás, virei a louca da investigação. Conhecer os livros, blogs e vídeos que me apresentaram todos os ingredientes e substituições que hoje são tão naturais no meu dia-a-dia, se tornou um exercício bem gostoso.

Mas colada com a diversão costuma aparecer uma super ansiedade sobre o “comer direito” que, em última instânciadiz respeito à nossa neurose moderna da perfeição. Junto com informações super legais como “use a chia hidratada para dar liga para a almôndega de lentilhas”, outras tantas pegam carona, como os movimentos do zero óleo, zero açúcar, zero sal, zero glúten, low carb, raw etc. Não que tenha algo errado com esses movimentos, mas eles não são pré-requisitos e nem fazem parte da culinária vegetariana.

No meio de tantas ideias, acabamos ficando sobrecarregadas e perdemos o foco inicial, que era aprender a fazer bolo sem usar ovo e se divertir no processo. Mais ou menos dois anos depois de virar vegana, eu tive algo que hoje tem um nome: ortorexia. Fiquei tão focada nas regras do que seria uma alimentação “limpa” (essa palavra é cheia de peso!) e saudável, que perdi o contato leve e tranquilo que eu tive com a comida durante a minha vida inteira. Eu não estava fazendo nenhum tipo de dieta, mas estava vivendo uma alimentação cheia de regras, do mesmo jeito.

Não acho, de forma alguma, que colher e acumular dados seja danoso. O problema não são as informações, mas sim o que fazemos com elas, né? Portanto, se você estiver sentindo que a cozinha vegana é complicada e restritiva, talvez seja por causa das regras a mais que vêm coladas nas receitinhas deliciosas que podemos fazer com as plantinhas que nascem da terra. Nesse caso, eu sugiro que você respire fundo e veja se todas essas regras fazem sentido para você. Alimentação vegana não é a mesma coisa que alimentação restritiva, tá?

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Simplificando a cozinha vegana – Pt 1 https://autoral.sundayslices.com/simplificando-a-cozinha-vegana-parte-1/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=simplificando-a-cozinha-vegana-parte-1 Mon, 06 Aug 2018 12:23:46 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3579 No mês passado, eu estava em Porto Alegre dando uma aula e saí para almoçar com três amigas. Fomos no Urban Farmcy – um lugar vegetariano delicioso – e passamos…

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No mês passado, eu estava em Porto Alegre dando uma aula e saí para almoçar com três amigas. Fomos no Urban Farmcy – um lugar vegetariano delicioso – e passamos a tarde toda lá, emendando almoço com café, com sobremesa, com jantar. Diante daquele cardápio de dar água na boca, totalmente criado com plantinhas, a conversa, naturalmente, foi parar no assunto “preparando comida vegana em casa”, que é uma das coisas que eu mais gosto de conversar!

Pensando bem, quando converso com pessoas que se interessam e me fazem perguntas sobre a alimentação à base de plantas, o que elas realmente querem saber é como se virar na cozinha usando somente produtos de origem vegetal. A maioria de nós tem como referência os pratos montados com carnes e frangos e peixes, né? Por isso, montar um prato vegano parece algo bastante intimidante. “Por onde eu começo?” é o que elas querem saber.

Foi por isso que eu decidi começar esta série de posts e tentar mostrar um pouco o que eu aprendi ao longo destes anos. E adivinha o que eu tenho para dizer? “Na verdade, cozinhar vegano é muito simples”.

A primeira coisa que eu quero dizer para vocês é que, no prato vegetariano, os acompanhamentos são o prato principal. Consegue imaginar? Em vez de comer peixe assado acompanhado de arroz e legumes, você come arroz e legumes e cogumelos e verduras e salada, todos na mesma hierarquia, todos acompanhando e sendo acompanhados.

O que acontece é que as carnes, em geral, têm sabores fortes e marcantes, e por isso fica um pouco difícil combiná-las entre si. Peixe e frango, por exemplo, são dois sabores completamente diferentes e pedem para ser consumidos em refeições diferentes. Mas quando a refeição inteira é montada com o que costumamos chamar de acompanhamentos, é muito mais provável que o seu prato fique saboroso mesmo que você combine tipos diferentes de vegetais.

Por exemplo, o que define se os pimentões refogadinhos com cebola e cogumelos, que eu preparo para o almoço, combinam com o grão de bico que eu cozinhei no dia anterior, é o tempero que eu uso em cada um deles. Orégano e manjericão dão um ar italiano para os pimentões. Eu misturo o grão de bico com azeitonas, tomate seco e salsinha, tempero com azeite de oliva e vinagre balsâmico, e tenho um almoço mediterrâneo. Mas se decido temperar os pimentões e cogumelos com açafrão e um pouquinho de curry, então o grão de bico vai para o processador com alho, limão e tahine até virar uma pastinha, e tenho um almoço árabe, com hummus e vegetais. Percebeu? A base é a mesma e o resultado é completamente diferente.

Foi só quando virei vegana que comecei a perceber a versatilidade desses ingredientes que, em um prato convencional, eram subestimados e tratados como meros coadjuvantes. E o que acontece quando os legumes viram os protagonistas é que, como num passe de mágica, uma castanha de caju deixa de ser apenas um snack e passa a ser a base do seu molho bechamel, da mousse de chocolate, do sorvete de baunilha. Depois de um tempo, você olha para uma panela de feijão cozido e consegue ver uma sopa, um hambúrguer e um brownie de chocolate duplo com calda de caramelo.

Por isso, essa é uma das primeiras dicas que eu dou para quem está querendo se aventurar pela culinária vegê: comece a conhecer os seus ingredientes, mesmo que bem aos pouquinhos, e vá desenvolvendo uma intimidade com as texturas, os temperos e as possibilidades. Antes de virar vegana, eu olhava para a culinária à base de vegetais e via tudo o que faltava: bolo sem ovo, queijo sem leite, sushi sem peixe. Hoje, eu vejo tudo o que entrou na minha cozinha: bolo com farinha de linhaça, queijo com macadâmia fermentada, sushi com cogumelos e avocado. Não é melhor nem pior do que antes, é só diferente. E muito, muito divertido!

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Um ritual https://autoral.sundayslices.com/um-ritual/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=um-ritual Mon, 18 Jun 2018 14:14:34 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3353 Marque as opções que mais descrevam a sua situação atual na cozinha: (    ) eu gostaria de cozinhar mais em casa mas não tenho tempo/paciência/disponibilidade (    ) não sei como fazer para…

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Marque as opções que mais descrevam a sua situação atual na cozinha:

(    ) eu gostaria de cozinhar mais em casa mas não tenho tempo/paciência/disponibilidade

(    ) não sei como fazer para evitar que as frutas/verduras/legumes estraguem na minha geladeira

(    ) eu me proponho a cozinhar em casa mas chego cansada/o e não tenho ânimo de preparar nada

(    ) minha cozinha parece um buraco negro que rouba horas preciosas do meu dia

 

Se você se identificou com pelo menos uma das opções acima, continua comigo porque este post é para você! E se você não se identifica com nenhuma das opções acima, provavelmente é porque já está colocando em prática a sua própria versão do que eu chamo de ritual.

Quando eu mudei a minha alimentação e comecei a cozinhar todos os dias em casa, percebi que o que me dava trabalho (leia-se preguiça) e acabava fazendo com que os produtos estragassem na geladeira era o processo de lavar, descascar, cortar e picar os ingredientes antes de preparar uma refeição. Aliás, admito, com um tanto de vermelhidão nas bochechas, que eu já sofria antecipadamente imaginando quantos minutos da minha noite seriam “perdidos” nesse processo. Você percebeu que eu usei aspas quando falei em perder meu tempo, né? Guarda na memória porque vou falar sobre isso em um próximo post.

Mas, voltando ao sofrimento por antecipação pelo jantar de qualquer terça-feira depois de um dia cheio, percebi que eu poderia resolver essa angústia se dedicasse um pouco do meu tempo a organizar os ingredientes no fim de semana. Percebeu que aqui falei em dedicação e não em perda do tempo, né? Tudo é uma questão de ponto de vista! Foi assim que nasceu um processo que eu mantenho há uns três ou quatro anos, ao qual carinhosamente dei o nome de RITUAL DE SÁBADO.

O ritual de sábado é pura simplicidade. Eu faço a feira no sábado bem cedinho. Chego em casa, tomo café da manhã com o Fábio e me enfio na cozinha, de corpo e alma e sem relógio. Às vezes eu ouço um podcast, às vezes eu escuto música. Às vezes assisto um filme ou vários TED Talks. Às vezes eu fico conversando com o Fábio. E muitas, muitas vezes, eu fico em silêncio, totalmente presente no processo.

E o que eu faço no ritual? Lavo, descasco, corto e pico os meus ingredientes! Guardo tudo em potes transparentes na geladeira, que fica toda colorida, e minha cabeça fica livre para inventar qualquer prato durante a semana. No começo, o ritual durava a manhã inteira. Mas a prática leva à simplicidade, e hoje fico de uma a duas horas dedicada ao processo. Simples. Prático. Tranquilo.

Durante a semana, eu sei que os ingredientes estão na geladeira – um mundo de possibilidades e pratos em potencial – esperando o meu paladar decidir no que irão se transformar naquela refeição. Hoje em dia, um diálogo interno soa mais ou menos assim: “Nossa, que fome! O que será que tem para comer em casa? Estou exausta! (a minha voz interna tentando fugir do preparo do jantar, safadinha). Será que eu como uma torrada? Será que faço pipoca? Peraí… tem arroz na despensa. Posso colocar para cozinhar enquanto eu tomo um banho, e depois é só jogar na frigideira os legumes que estão cortados na geladeira, temperar com tal e tal ervas/temperos, preparar uma salada com a rúcula que já está lavada e pronto! Putz, que bom que eu fiz o ritual no sábado passado!”

Juro que a última frase sempre rola. É a boa e velha #gratidao.

O segredo, como sempre, é fazer com que o processo do ritual seja leve e simples. Conheço pessoas que têm rituais diferentes, preparando também paneladas de arroz, feijão, sopas, saladas para a semana inteira. Eu prefiro manter o meu processo quase como um mise en place, mexendo só nos ingredientes e tentando não cozinhar nada, ou quase nada, porque eu gosto de decidir a cada dia o que vou comer. Mas esse é o meu jeito, e você vai descobrir o seu. Se precisar de inspiração, eu compartilho com frequência o meu ritual de sábado no Instagram.

Lave, corte, descasque os seus legumes, frutas, verduras. Ouça uma música legal, assista alguma coisa interessante, aproveite para espairecer no processo. Tem que ser di-ver-ti-do. Se você começar a fazer seu próprio ritual, volte para cá dentro de alguns meses e veja se ainda se identifica com as afirmações lá de cima. Tenho certeza que alguma coisa vai mudar!

Agora me dá licença porque eu vou preparar este Lamen fotogênico da Thamires. Eu sei que os ingredientes principais já estão separados e prontinhos. É só abrir os potinhos, jogar tudo na panela e me deliciar!

Nos vemos no mês que vem!

Fotos: Thamires Santiago

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Quem somos nós? – Verena Kacinskis https://autoral.sundayslices.com/quem-somos-nos-verena-kacinskis/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=quem-somos-nos-verena-kacinskis Mon, 14 May 2018 19:14:38 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3163 Existem duas coisas que eu sei fazer bem: escrever e simplificar. Simplificar é mais uma necessidade do que uma vontade, já que eu não funciono bem no meio do “muito”:…

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Existem duas coisas que eu sei fazer bem: escrever e simplificar. Simplificar é mais uma necessidade do que uma vontade, já que eu não funciono bem no meio do “muito”: muito barulho, muita roupa, muita gente, muitos objetos, muitos ingredientes. Por isso, ao longo da vida, acabei aceitando um movimento natural de ir simplificando as coisas ao meu redor até chegar no meu ponto de conforto. Tira um pouquinho de lá, completa com o que já estava aqui, e pronto! É assim que eu me visto, que eu decoro a minha casa, que eu desenvolvo minhas ideias, e (claro!) é assim que eu cozinho.

Aliás, eu passei anos e anos da minha vida achando a cozinha um lugar intimidante e complexo demais para eu explorar. Como faço para acertar o ponto da carne? Como as pessoas conseguem limpar frango? O que eu faço com a cenoura além de ralar e colocar na salada? Eu cozinhava porque tinha que comer alguma coisa, e com frequência o bife ficava duro e o peixe ficava sem graça. Eu, definitivamente, não sabia o que estava fazendo e não funcionava sem uma receita detalhada para seguir. Cozinhar era mais uma necessidade do que um prazer (o que era uma pena, porque eu adoro comer!).

Então, em 2014, algo mágico aconteceu! Eu já vinha gravitando, naturalmente, na direção da alimentação vegetariana, e em janeiro desse ano, meu marido e eu decidimos testar e ver como seria a vida como veganos. Foi maravilhoso! Meu mundo se abriu, se ampliou! A cozinha virou meu lugar favorito da casa. Aprendi a fazer leite de amêndoas, queijo de castanha de caju, hambúrguer de lentilhas. Aprendi pelo menos seis formas diferentes de preparar a tal cenoura, e achei os legumes muito menos intimidantes do que as carnes. Eu só tinha que lavar, descascar e picar. Tudo tão… simples!

De lá para cá se passaram apenas quatro anos, mas eu sinto como se fosse muito mais! Comecei seguindo receitas, fui adquirindo confiança para experimentar aqui e ali, criei um blog para me desafiar a criar e me soltar mais, e hoje posso dizer que tenho meu jeito, meu sabor, MINHA comida.

E isso me leva para o começo deste texto, onde eu disse que, além de simplificar, eu sei escrever. Quando recebi o convite da Thamires para ser colunista, eu soube que não teria como falar sobre outra coisa a não ser sobre a simplicidade deliciosa que eu encontrei na cozinha quando transformei os vegetais nos protagonistas de cada refeição.

Eu cozinho com poucos ingredientes, em poucas panelas e com poucos utensílios. Quanto menos coisas ocupam meu espaço físico, mais lugar encontro na minha cabeça para criar, experimentar, me divertir no processo. Então, vamos juntos, vocês e eu, para dentro da cozinha, explorar todas as possibilidades escondidas por trás do simples, do menos, do essencial.

Foto: Tainá Frota

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