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beatriz xavier Archives - sunday slices https://autoral.sundayslices.com/tag/beatriz-xavier/ Fotografia de comida, por Thamires Santiago Thu, 16 Aug 2018 15:50:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Komah – São Paulo https://autoral.sundayslices.com/komah-sao-paulo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=komah-sao-paulo Wed, 15 Aug 2018 20:53:10 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3706 Se existe um tipo de comida que me cativa na vida é a asiática. Cada uma com sua especificidade, ritual, e escolha de ingredientes combinam com o que eu admiro…

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Se existe um tipo de comida que me cativa na vida é a asiática. Cada uma com sua especificidade, ritual, e escolha de ingredientes combinam com o que eu admiro dentro da gastronomia. Eu sei, ainda é preciso um longo caminhar para entender o mínimo do vasto universo que é a cozinha da Ásia, mas lugares como o Komah, me fazem acreditar, que estou na direção certa.

Antes de tudo, vá́ sem pressa. O restaurante mesmo estando fora da rota gastronômica, está sempre lotado. Esperamos por volta de uma hora, que se passou ligeira pelo atendimento cortês do lugar (alô, Guilherme e Bia!) que nos serviram para brindar, uma bebida adocicada com sabor de pêssego chamada Chum Churum, deliciosa e ótima para receber o almoço que viria logo depois.

Sentamos, e pedimos as opções do menu (enxuto) que já́ havíamos conversado lá́ fora esperando a mesa. Escolhemos o menu degustação, em que são servidos todos os pratos do cardápio. Vale super a pena, a menos que você̂ seja vegetariano, já́ que não vai conseguir provar todos.

O primeiro prato que recebemos foi uma seleção de conservas, cuidadosamente preparadas pelo chefe. Ela acompanha, picles de bardana, Kimchi (acelga apimentada), espinafre coreano, crocante de massa de peixe, cada um com gosto e texturas bem específicos. Tive a impressão de tentar estudar o que era cada ingrediente e como eles eram preparados, mas sem sucesso, só́ consegui me surpreender e aproveitar as sensações intrigantes que me proporcionavam cada item.

O próximo prato, foi o steak tartar deles, feito com alcatra semicongelada e gema curada para mudar a característica do tartar tradicional. Dentro do menu chegaram também as folhas Ssam Set, que é uma seleção cultivada pelas mãos do chefe de modo orgânico. Chamou minha atenção a variedade de folhas que eu ainda não tinha experimentado, a exemplo da folha de gergelim selvagem.

Dentro do menu degustação ainda, comemos o Kimchi bokkeumbapo – arroz cremoso da casa, torradinho por fora e por cima um omelete perfeitamente executado. Para finalizar, o meu preferido, fora do menu que é o Bibimbap – mexidinho de arroz finalizado na pedra sabão, também para ficar com a casquinha crocante salteado com legumes frescos servidos numa grande panela.

Não pedimos sobremesa, mas continuo com desejo de voltar ao Komah, num sábado sem pressa, ou para um jantar daqueles no meio da semana que melhoram tudo por dentro e a vida por consequência.

Fotos: Beatriz Xavier

Komah: R. Cônego Vicente Miguel Marino, 378 – Barra Funda, São Paulo

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Casa de Francisca – São Paulo https://autoral.sundayslices.com/casa-de-francisca-sao-paulo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=casa-de-francisca-sao-paulo Tue, 24 Jul 2018 11:15:49 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3538 O meu primeiro encontro com a Casa de Francisca aconteceu bem por acaso em uma das minhas primeiras caminhadas em São Paulo. Em meio ao alvoroço típico do centro, dei…

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O meu primeiro encontro com a Casa de Francisca aconteceu bem por acaso em uma das minhas primeiras caminhadas em São Paulo. Em meio ao alvoroço típico do centro, dei de cara com aquele casarão que eu já tinha ouvido algum burburinho sobre.
Resolvi subir, só para conhecer o lugar, mas o ser que vos fala não se conteve ao ver o cardápio e se sentir tão abraçada, tanto pela decoração quanto pelo cardápio, e resolvi almoçar por lá. Desde então, tive a oportunidade de voltar algumas outras vezes, seja para um almoço despretensioso pelo centro, ou para um jantar gostoso embalado pelo show de um artista que ainda não conheço, ou ir só pra ver Mariana Aydar, por exemplo, e experimentar a acústica e os drinks da casa.
Outra coisa que gosto bastante é que a logística da casa já te convida a dançar pelo o espaço, onde você faz seu pedido no guichê e vai se servir na cozinha nos fundos do lugar. Sinto-me realmente parte de um grande almoço entre amigos e dessa última vez fui junto dos meus pais e minhas irmãs num almoço de sábado, que geralmente tem alguma apresentação. Dessa vez foi uma banda de forró, não tinha como eu me sentir mais em casa, estando em São Paulo. Pedimos de prato principal o bobó de camarão que estava delicioso e bem servido e minha irmã mais nova optou pelo arrumadinho de carne-seca, também aprovado por ela. As sobremesas são boas, bem tradicionais, mas recomendo compartilhar já que os pratos já são bem grandes.
Para mim, a Casa de Francisca é sempre um lugar para voltar e criar boas e novas lembranças.
Fotos: Beatriz Xavier
Casa de Francisca: R. Quintino Bocaiúva, 22 – Sé, São Paulo – SP.Tel: (11) 3052-0547

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Sede 261 – São Paulo https://autoral.sundayslices.com/sede-261-sao-paulo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sede-261-sao-paulo https://autoral.sundayslices.com/sede-261-sao-paulo/#comments Fri, 08 Jun 2018 17:11:20 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3268 Estou longe de ser sommelier ou algo do tipo. Mas de uma coisa eu entendo por afinidade: escutar e contar boas histórias ao redor de uma ou várias taças de…

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Estou longe de ser sommelier ou algo do tipo. Mas de uma coisa eu entendo por afinidade: escutar e contar boas histórias ao redor de uma ou várias taças de vinho, através de pessoas queridas conhecidas ou não. E se tem uma coisa que a Sede261 tem, para além de tanto, é isso. Desde a primeira vez que fui lá me surpreendi com o jeito despretensioso, meio garagem da casa, que fica na Benjamin Egas (261) em Pinheiros – São Paulo. Eles têm um espaço pequeno fechado com uma mesa feita para ser compartilhada, e isso é o que torna o lugar ainda mais especial, por possibilitar e quase potencializar a arte do encontro.

As sommelières, Daniela Bravin e Cássia Campos, são as responsáveis por orquestrar todo o encanto do lugar, desmistificando com gentileza e informalidade um universo tantas vezes engravatado que é o do vinho. Lá, é possível experimentar vários tipos de vinhos garimpados pelas duas e cada taça é uma história e um sabor a parte. Na última vez que fui lá, era o aniversário de uma das sócias e a casa estava cheia numa tarde deliciosa. Elas receberam o público com uma taça brinde de um vinho branco chamado Manos Andina (um ótimo começo), continuei com um vinho branco sul-africano chamado Kloof Street (foto) igualmente delicioso e um pouco mais intenso abrindo o apetite para escolha do meu almoço.

A casa não tem cozinha, mas especialmente nesse sábado o cozinheiro andino, Checo Gonzales, montou uma barraca com comidas especiais, preparadas e servidas frescas com um preço bem justo. Eu pedi o ceviche de atum para acompanhar minha terceira taça de um vinho rosé indicado por Dani, para mim esse foi a melhor. A Sede261 é um lugar para voltar sem medo de errar, levar sempre alguém que ainda não conheça à casa e se sentir abraçado e se aventurar nas descobertas que o lugar oferece. E se tem uma palavra para descrevê-la é: sinestesia, é sobre encontro, sensação e descoberta.

Fotos: Beatrix Xavier

Sede 261: Rua Benjamim Egas, 261 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05418-030. (11) 3819-0618

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Futuro Refeitório e Pita- São Paulo https://autoral.sundayslices.com/saopaulo1/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=saopaulo1 Wed, 02 May 2018 16:22:51 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3004 Faz três meses que me mudei para São Paulo, e em meio a todo um turbilhão interno e externo que significa uma mudança, pude encontrar lugares de respiro e acalanto…

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Faz três meses que me mudei para São Paulo, e em meio a todo um turbilhão interno e externo que significa uma mudança, pude encontrar lugares de respiro e acalanto na cidade. Eles vieram através de novos abraços, de uma ligação para casa, em ver meu lar aos poucos tomando forma e na descoberta de restaurantes e cafés que me serviram mais do que comida, me deram muitas vezes colo e companhia. Pude visitar lugares no mundo que eu ainda não havia visitado, pude me demorar quando os dias se arrastaram ou quando eu só precisava comemorar e pensar: “como a vida é boa”.

Meu papel aqui, no SS, era falar de um só lugar nesse primeiro texto para coluna, mas resolvi falar de dois que significaram esse respiro pra mim. Por acaso, minha melhor amiga da vida, Larissa, veio ficar comigo uns dias, e eu quis mostrar para ela como esses lugares são tão incrivelmente deliciosos e o porquê deles serem especiais pra mim. Divido, aqui, com vocês tudo que o que contei e apresentei para ela.

Nosso passeio afetivo gastronômico começou com um café da manhã no Futuro Refeitório, lugar que abriu há pouco tempo, quase na mesma época que cheguei à cidade, e que em meio há tanto burburinho sobre o lugar, chuva de fotos no Instagram com o famigerado letreiro neon com a frase “deve ser aqui”. Confesso que pensei em ser mais um lugar com muita história para contar e pouca comida deliciosa.

Fui chegando devagar no Futuro, perto de casa, resolvi dar a chance, primeiro foi um almoço, que já me quebrou a perna do preconceito. Com um menu focado em vegetais, grãos e frutas, experimentei o sistema do almoço de quatro plantas, e escolhi o pappardelle com pesto do jardineiro, berinjela com miso e gergelim, curry amarelo de vegetais, leite de coco, grão-de-bico, cogumelo, arroz basmati e o corn bread, ricota e alho poró, todos em pequenas porções que formam um belo almoço, tudo delicioso e cuidadosamente preparado. Sai satisfeita e consciente de que ainda não tinha provado nada igual em São Paulo, quando penso em originalidade e qualidade dos alimentos.

Mas, mesmo com a boa experiência no almoço, o que me fez querer voltar sempre no Futuro Refeitório, foi o café da manhã que é servido o dia inteiro. Sabendo disso, gostaria de falar para vocês o que é a torrada de fermentação natural com a ricota caseira deles junto com um café coado: Falar que ela é grande, bem macia por dentro e borda crocante, e a ricota caseira que eu consigo desejar todos os dias da semana seria muito pouco, vocês vão ter que provar. Larissa provou e amou, me entendeu. Pedimos também dessa última vez o Chai Latte quente e o iogurte com granola caseira, lascas de coco e chocolate, que achei interessante, mas não incrível.

Seguimos andando pela cidade, num dia com clima ameno em SP. Quando as pernas já estavam cansadas, decidimos voltar para Pinheiros e almoçar no segundo lugar que eu considero “respiro e casa”: O Pita. Meu restaurante preferido aqui. O Pita serve comida árabe, um tipo de culinária que eu ainda não tinha experimentado. Primeira surpresa para o meu paladar inocente, logo que cheguei.

Dessa vez, com Larissa, dividimos tudo. Pedimos uma entradinha de falafel recheado com coalhada seca, e um só prato com um acompanhamento a mais (cuscuz marroquino) que foram suficientes para nós duas. Escolhemos a couve-flor como base do prato, que acompanha a salada com folhas escuras sempre frescas regadas de um molho agridoce dos céus (você pode escolher o tabule e fritas), pepino em conserva, tomate assado, homus e coalhada seca. Delicioso! Ah, os pratos no pita acompanham sempre uma porção de pão árabe, fortalecendo o encanto.

Amo tudo que já experimentei no Pita, e para além das comidas, amo como os pratos me oferecem a possibilidade de mudar o padrão do jeitinho de comer no dia-a-dia. Sempre me sinto num ritual, em que vou misturando os sabores e temperos como uma mágica que se forma na hora de se alimentar. Numa garfada banhar um falafel quentinho no homus, na outra a couve na coalhada seca, depois deitar os talheres sobre a mesa e pegar com as mãos o pão árabe e molhar com o tahine. Tudo combina incrivelmente bem e a comida incentiva à contemplação, sabe? Dá conta de comer devagarzinho. Ah, eles também servem quatro pastas para acompanhar o prato e os pães que são igualmente deliciosos.

No final, já satisfeitas, o gerente tomando consciência da minha falha de nunca ter experimentado nenhuma sobremesa nos serviu uma fatia da torta zebra. Acho que ele tinha consciência de que aquele seria um caminho sem volta, agora eu tenho mais um motivo de ir ao Pita e mesmo não sendo uma pessoa dos doces, aquela torta com chocolate amargo e biscoito maisena encaixou perfeitamente com meu almoço. Agora um café expresso e estou feliz da vida.

Foi nesse contexto, que nos últimos três meses perdi as contas das vezes que fui ao Pita. Já fui junto de tanta gente querida que mora na cidade, com tanta gente amada que estava só de passagem, já fui sozinha depois de um dia inteiro de carnaval, para bater um papo ligeiro com os garçons sempre queridos e atenciosos. Para mim, não tem hora ruim de ir ao Pita é sempre um bom lugar, uma boa escolha.

Futuro Refeitório

R. Cônego Eugênio Leite, 808 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05414-001 (11) 3085-5885

Pita

R. Francisco Leitão, 282 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05414-020 (11) 3774-1790

Fotos: Beatriz Xavier

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