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Itália Archives - sunday slices https://autoral.sundayslices.com/tag/italia/ Fotografia de comida, por Thamires Santiago Mon, 14 Jan 2019 12:55:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Quem somos nós – Karoline Cruvinel https://autoral.sundayslices.com/quem-somos-nos-karoline-cruvinel/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=quem-somos-nos-karoline-cruvinel Mon, 14 Jan 2019 12:36:01 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4519 Eu sou apaixonada por comida. É meu assunto favorito. Seja quando estou viajando e no topo da minha lista está: ir ao mercado local e provar os doces típicos, seja…

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Eu sou apaixonada por comida. É meu assunto favorito. Seja quando estou viajando e no topo da minha lista está: ir ao mercado local e provar os doces típicos, seja na rotina de casa organizando o cardápio da semana, seja colecionando livros de confeitaria ou até perdendo tempo assistindo realities de gastronomia. Amo tanto a cozinha que não é à toa que eu escolhi trabalhar dentro de uma. Isso me fez ter um olhar mais técnico e ser bem exigente – o que não significa que sou chata, viu? Eu amo brigadeiro, mas odeio aqueles bolos “vulcão” ou taças lambuzadas de Nutella. Eu raramente peço sobremesa em restaurante. Muito difícil, mesmo. A real é que eu tenho trauma de comer sobremesa ruim e principalmente, pagar para comer mau.

Eu sempre tive um desejo maluco de morar em outro país, viver em outra cultura. Mas, confesso que nunca havia pensado em morar na Itália ou aprender italiano. Acontece que tudo me levou a escolher vir para cá e hoje eu digo com 110% de certeza que não poderia ter sido melhor. Morar aqui foi além do âmbito profissional, é um constante intercâmbio cultural, histórico, pessoal e emocional. Peguei vários trejeitos italianos, como falar com as mãos e responder com expressões, como “Ow”, “Boh”. Pedir uma xícara de “cappuccio” no balcão do bar virou rotina. E fiquei mais apaixonada pela confeitaria do que nunca.

Neste quase um ano de Itália com meu marido e nosso cachorro, conheci muitas regiões, rodei muito de carro por aí aprendendo, vivendo e, principalmente, comendo o que é local. Comida aqui é coisa séria. Sabe aquela ideia de valorizar os produtos locais e a sazonalidade? Aqui existem siglas (definidas por lei) só para isso: D.O.P., I.G.P., T.G.P, km0. Eles falam sobre comida o tempo inteiro e estão sempre discutindo (calorosamente) sobre. Mas, o que mais me pegou foi o respeito ao alimento, ao tempo, à origem e as tradições, principalmente aquelas passadas de geração em geração, das receitas típicas das regiões às especiais de família. É próprio amor.

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Por um natal com mais panetone. De verdade! https://autoral.sundayslices.com/por-um-natal-com-mais-panettone-de-verdade/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=por-um-natal-com-mais-panettone-de-verdade Sat, 22 Dec 2018 19:42:15 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4448 Ah… Panetone. Amo. Sempre amei. Esse produto, que em todo final de ano leva as pessoas a discussões acaloradas de preferências, tem quem goste e tem quem deteste. Com fruta…

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Ah… Panetone. Amo. Sempre amei. Esse produto, que em todo final de ano leva as pessoas a discussões acaloradas de preferências, tem quem goste e tem quem deteste. Com fruta cristalizada ou com gotas de chocolate? Com ou sem uva passa? Recheado? Esse texto pode ser meio polêmico… mas a questão é: você sabe como realmente deve ser um panetone?
De origem italiana no século XV, mais precisamente em Milão, o “Pan di Toni” é um símbolo para os italianos. Popularizado no final do século XIX, a tradição natalina se mantém forte até hoje, com competições e uma feira enorme que acontece todo ano em novembro, em Milão, onde os melhores chefs expõem e vendem os melhores panetones da Itália. O sucesso aqui é tanto que a moda mais recente é fazê-los “fora de estação”: no verão servido com gelato e frutas frescas e no outono com recheio de marrom-glacê, mel e especiarias. Mas é no Natal que ele reina, seja clássico com cobertura de amêndoas, recheado de gianduia ou de cremino de pistache ou diferentão com licor de café e limoncello. O impasto tem uma cor amarela bem característica, pela quantidade enorme de manteiga e gemas que a massa leva. Também é uma massa super “molenga” com alta hidratação. Os alvéolos são alongados e podem ser disformes, a graça é essa.
Tudo isso que estou falando diz respeito ao panetone clássico artesanal, o realizado sem corantes ou conservantes industriais, feito com fermentação 100% natural e muita, mas muita complexidade. Sim, o panetone tradicional é o produto mais complexo da panificação pois envolve muita técnica e tempo. São no total três dias de produção, entre fazer o primeiro impasto e estar pronto para ser degustado. São praticamente dois dias de fermentação em três etapas diferentes. Depende da temperatura, do manuseio, dos ingredientes, da farinha, da textura. Ou seja, é muito trabalhoso e merece ser respeitado. O meu antigo chef, onde eu trabalhava, ficou em 1º lugar em uma competição super importante este ano. Foi bem legal poder ter ajudado no processo de produção e eu passei a olhar de outra forma para o panetone, que eu passei a gostar muito mais aqui. Entendi que o que eu comia no Brasil não era Panetone, e eu vou te explicar porque.
As leis na Itália com relação a produtos tradicionais/locais são bem sérias (posso explicar em outro post sobre produtos DOP, IGP, TGP) e com o panetone não é diferente. Em 2003, foi criada uma lei que determina os ingredientes permitidos e como deve ser preparado. Se algo fugir dessa lista, então não é panetone, mas no máximo um pão doce. Significa que é ruim? Claro que não, mas não pode ser chamado de panetone.
Vamos lá: a denominação panetone é reservada ao produto da panificação/confeitaria obtido por fermentação ácida, de formato redondo, com crosta, cortado no topo em modo característico, de estrutura macia, com alvéolos prolongados e aroma típico de fermentação natural. São permitidos os seguintes ingredientes:
  1. farinha de trigo;
  2. açúcar e/ou mel
  3. água
  4. ovos frescos ou gemas pasteurizadas, mínimo 4%;
  5. manteiga de leite, mínimo 16%;
  6. manteiga de cacau
  7. frutas cristalizadas (principalmente laranja e mamão) uvas passas, casca/raspas de laranja/limão, quantidade mínima 20%.
  8. fermento 100% natural (lievito madre/levain/sourdough)
  9. baunilha;
  10. aromas naturais;
  11. sal.

Essa legislação não existe no Brasil, o que é estranho porque o Brasil é um dos países com maior produção e venda de panetone no mundo (até mais do que a Itália)! Mas infelizmente a maior parte dos panetones vendidos são feitos com misturas pré-prontas ou são industrializados cheios de corantes, aromas artificiais, gordura vegetal, emulsificante e conservantes. O panetone feito da forma tradicional não precisa disso. Na verdade, nada precisa disso né? O aroma vem das favas de baunilha misturadas com o cítrico da laranja e da própria acidez do levito madre. As frutas cristalizadas de qualidade dão a doçura e o sabor. A massa “desfia” quando é puxada (característica principal da massa do panetone feita com 100% de levito madre) e a textura é amanteigada, suave e muito úmida. A crosta feita com um mix de amêndoas doce e amarga, avelãs e açúcar.
Sei que parece chatice reclamar de algo assim, ser tão purista… Eu não sou contra inovar e criar novas combinações, inclusive acho que o papel do chef é de se reinventar sempre! Vale adaptar e rechear com brigadeiro, goiabada, doce de leite… (só não me venha com panetone “vulcão”).  Imagina com lascas de coco queimado ou com praliné de castanha de caju? Mas precisamos diferenciar um produto de tradição e extremamente difícil de ser feito, com um meia boca ou charlatão. Passo muita raiva vendo gente vendendo (ou até ensinando a fazer) panetone que não passa de um pão doce fermentado. Temos que valorizar mais o trabalho artesanal do confeiteiro/padeiro e um dos primeiros passos é exigir mais qualidade naquilo que compramos e consumimos. Ah, isso não significa que precisa ser mais caro. E tá tudo bem se você gostar do panetone que sua tia fez em uma tarde, mas conhecer a origem daquilo que comemos, ainda mais sendo uma tradição tão forte de natal no nosso país, faz bem.
Fica aqui o meu manifesto pela produção artesanal! Feliz Natal e comam muito panetone!

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Antica Moka – Módena https://autoral.sundayslices.com/antica-moka-modena/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=antica-moka-modena Tue, 18 Dec 2018 11:35:26 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4093 Todo mundo tem vontade de conhecer algum lugar. O sonho da minha mãe era viajar de carro pela Itália e ela decidiu realizar o desejo dela no aniversário de 60…

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Todo mundo tem vontade de conhecer algum lugar. O sonho da minha mãe era viajar de carro pela Itália e ela decidiu realizar o desejo dela no aniversário de 60 anos do meu pai. Um dos destinos foi a cidade de Módena, famosa pelo azeite balsâmico, carros luxuosos e claro, pela renomada Osteria Francescana. Sim, passamos lá na frente. Não, não comemos. Foi triste, foi, mas rapidamente remediamos a frustração.

Procurando pela Internet, encontramos o Antica Moka na saída da cidade. O restaurante está em um casarão antigo, com diversas salas, todas mantendo um clima aconchegante, como estar na casa da “Nonna”. Éramos cinco pessoas e pedimos dois menus degustação (60€ cada), um menu degustação marinho (65€) e dois pratos a la carte.

O restaurante é tão incrível que ficamos surpresos com todos os pratos que vieram. Logo de início eles trouxeram mimos de boas vindas: sopa verde com cogumelo, arroz negro para as vegetarianas da mesa e bolinhos fritos de jamón. Depois de abrir nosso apetite, chegaram duas tábuas de pães diversos com azeite de oliva da região. A sucessão de pratos do menu (5 pratos + sobremesa) foi impecável, com direito a vieiras grelhadas, risoto de camarão, carne de porco cozida em baixa temperatura com azeite balsâmico, tagliatelle de ragu, atum selado e arroz negro, entre muitos outros.

O destaque da noite foi o prato a la carte que minha mãe pediu: risoto de morangos com menta (18€). Na hora que ela escolheu, todos ficamos um pouco receosos, mas mal sabíamos como o prato nos surpreenderia! Até o fim da viagem esse continuou sendo o prato preferido! Antes de chegarem as sobremesas, nos ofereceram um “pré dessert”, para mudar nosso paladar para os próximos pratos. No final, com a conta, eles ainda trouxeram uma linda taça repleta de suspiros caseiros, totalizando em 10 pratos diferentes que provamos na noite!

Com direito a visita da chef, Anna Maria Barbieri, terminamos a noite maravilhados com o atendimento, com o local e obviamente com a comida impecável que eles servem. Uma linda releitura da comida caseira, apresentada de maneira refinada, com muito sabor e matérias primas de extrema qualidade.

Fotos: Fábio Estelita

Antica Moka: Via Emilia Est, 1496, 41126 Modena MO, Itália

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Palermo I – Sicília https://autoral.sundayslices.com/palermo-i-sicilia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=palermo-i-sicilia Wed, 25 Apr 2018 10:18:50 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=2931 Falar de comida e da Itália não é fácil. E principalmente, da Sicília. Seria injusto tentar resumir em uma viagem de quatro dias a riqueza de uma das regiões mais…

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Falar de comida e da Itália não é fácil. E principalmente, da Sicília. Seria injusto tentar resumir em uma viagem de quatro dias a riqueza de uma das regiões mais abençoadas em sabores da Europa. Então, me perdoem antes mesmo que eu comece.

Para início de conversa, a Sicília é uma ilha vulcânica. E tanto a separação do continente quanto a singularidade da paisagem local ou mesmo a proximidade da África, podem ser apontados como os responsáveis por uma atmosfera incomparável a qualquer outra região italiana. Fala-se italiano, mas é possível sentir claramente que a alma siciliana, e principalmente seu dialeto, é mais diversa, presente e intensa que a identidade unificadora da bandeira verde, branca e vermelha.

Em termos de gastronomia, as influências dos vários povos que passaram por ali ainda persistem, sendo as referências árabes na culinária local as mais marcantes. Foram eles que trouxeram as laranjas e limões, frutos icônicos sicilianos. Dizem também que foram os árabes que misturaram a neve do Etna com suco de frutas e cana de açúcar e criaram a granita e o sorvete bem ali. Aliás, a manipulação bem-sucedida do açúcar na Sicília criou a reputação indiscutível dos doces locais.

E claro, uma ilha é circundada de água do mar e por isso a gastronomia local é fortemente dependente da pesca. Mas, a terra ali também é rica e próspera, propicia o cultivo de muitas ervas aromáticas (orégano, rosmarinho, menta), cítricos, amêndoas, pistache e azeitonas. Graças à imigração hebraica e a influência do judaísmo, os sicilianos aprenderam a cozinhar “de maneira apropriada”, fritando o alho no azeite de oliva para dar mais gosto aos vegetais e aprendendo que do alimento nada se joga fora, nem mesmo a parte mais insignificante. Com a dominação normanda, a caça dos animais silvestres e técnicas culinárias se juntaram à tradição e os espanhóis inseriram as frituras. Dos exploradores da China e da Índia vieram as berinjelas, base de muitas preparações da região.

Tudo isso para dizer que com tanta riqueza gastronômica, a cozinha siciliana é o espelho da dieta mediterrânea tradicional, considerada como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, tombada pela Unesco em 2008. Nem falemos dos monumentos históricos e igrejas, porque senão esse texto não vai ter fim.

SE APAIXONAR POR PALERMO

Tive a oportunidade de passar quatro dias em Palermo. Pouquíssimo tempo para cobrir a beleza dos monumentos e a pluralidade das delícias. Palermo tem dessas coisas de cidade quente: vida notívaga e em defasagem com o resto do mundo. Por isso, tivemos que adaptar a nossa rotina para acordar mais tarde, saltando algumas visitas e começando o dia às onze e meia, sempre com um café lungo e bombas fritas roladas no açúcar e recheadas com creme. E obviamente, o suco de laranja sanguínea espremido na hora.

Não sei o que faz com que esse creme, localmente chamado de crema pasticcera, seja tão perfeito, mil vezes melhor que o recheio do nosso sonho de padaria. Acho que essa delícia concorre apenas com a ricota local, e apenas para ela, perde. A ricota siciliana é base para vários doces clássicos como a cassata ou o cannolo. Esse último me surpreendeu.

Explico: eu detesto doces em geral. Verdade. Não me ligo muito em açúcar ou em chocolate (EU SEI, sou estranha). Então, eu sempre via essas pessoas viajando para a Sicília e falando desse tal de cannolo com uma adoração digna das procissões católicas das igrejas italianas. Eu desdenhava, falava que não tinha como um doce ser isso tudo, porque era um doce apenas. Até tinha provado um ou outro em Paris e realmente, não tinha graça.

Tive que morder a língua. Lamber os beiços, quase chorar de alegria e me entupir dessa coisa divina que eu nunca vi igual em lugar nenhum. Qualquer coisa que você experimentar fora da Sicília com o mesmo nome não vale. Ali, e apenas ali, você está a dois passos do céu. Eu acho. E uma foto não consegue fazer jus à experiência gustativa.

Fotos: Edouard Ormancey

Canolissimo: Via Vittorio Emanuele, 407

(Continua.)

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