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jojo Archives - sunday slices https://autoral.sundayslices.com/tag/jojo/ Fotografia de comida, por Thamires Santiago Wed, 14 Nov 2018 00:04:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Quem somos – Jordana Felisberto https://autoral.sundayslices.com/quem-somos-jordana-felisberto/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=quem-somos-jordana-felisberto Tue, 17 Apr 2018 17:34:14 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=2812 Quando eu era pequena, comer era um suplício diário. Mesmo! Lembro como se fosse ontem, a dificuldade que meus pais tinham em me fazer descer três garfadinhas de abobrinha, cebola…

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Quando eu era pequena, comer era um suplício diário. Mesmo! Lembro como se fosse ontem, a dificuldade que meus pais tinham em me fazer descer três garfadinhas de abobrinha, cebola ou tomate. E para mim, era o horror do meio-dia: horas e horas na frente do prato semiacabado, o relógio marcando lentamente os minutos, a comida remastigada mil vezes, ainda na boca e empurrada a grandes goles d’água ou suco até dar 13h. O ônibus escolar se aproximando da minha casa, uma bronca daquele tamanho e um chororô dramático digno de um Oscar. Choro esse engolido – claro – logo que a porta de casa se abria e que eu avistasse meus coleguinhas. Ufa! Graças a Deus para mim (e para os meus pobres pais que tinham medo que eu acabasse subnutrida) o tempo passou e tudo isso mudou.

Mas não foi do dia para a noite. Tive que atingir a maioridade, deixar o Brasil e morar fora, comer muita porcaria congelada e barata de supermercado até me interessar a me virar na cozinha (com pouca grana) para não pagar mico com os amigos, frequentar gente e lugares diferentes e somente enfim descobrir que comer é bom demais. Bobinha, eu sei… tive que crescer apenas. Pois bem,  me voilà – aqui estou, como dizem aqui na França.

Claro que morar em um país referência da gastronomia mundial ajudou. Queijo Brie e vinho bom a preço de banana é melhor, né? Amigos, namorado e a tendência da democratização da comida “gourmet” também tiveram sua parte nesse “upgrade”.

Mas, honestamente, tenho ainda muita coisa para aprender e melhorar. Se alguém quer saber uma verdade bem verdadeira sobre mim, falo com um pouquinho de vergonha e voz tímida: ainda não consigo comer peixes cozidos, nem alguns frutos do mar. Nem pimentas e pimentões: difícil de digerir. Chocolate e doces em geral não me fazem a menor tentação. Ah, miúdos também não são muito a minha praia. Porém, eu sei que pouco a pouco meu paladar vai mudando, se renovando e, sobretudo,  minhas viagens me ajudam bastante a evoluir.

E é disso que eu quero falar aqui. Quero dividir com você, nessa coluna, as minhas experiências.  Aprendizados, sabores, cheiros e texturas que vou encontrando nos caminhos desse mundão velho que tenho tentado explorar aos poucos e em fragmentos. Quero também contar das descobertas singelas do dia-a-dia, dos pequenos cantos espalhados pela cidade onde eu vivo – e que brotam como cogumelos nesse terreno fértil que é Paris. E porque não, dividir também os personagens, os encontros e a poesia da vida que tenho levado, ou melhor, que me leva por aí…

Então, vamos?

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