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]]>Hoje eu vou falar de ramen, ou lámen. Para quem não sabe, o ramen tem uma história um pouco confusa sobre suas origens, se é chinesa ou japonesa. Segundo o historiador George Solt, acredita-se que a receita foi trazida por um chinês que fugiu do seu país, à época comandado pela dinastia Qing, e foi para o Japão onde se tornou uma espécie de conselheiro para um senhor feudal japonês. Mas o ramen foi difundido amplamente pela cultura japonesa, segundo o estudioso. Lá embaixo na coluna está o link para mais curiosidades sobre a história do ramen.

Falemos do que realmente importa agora: nada melhor do que conhecer um restaurante por indicação de amigos queridos e ir depois de novo na companhia de outros amigos queridos. Minha amiga Bru estava em temporada de trabalho em Barcelona e há dias estava me contando desse ramen, o quanto ela queria ir lá, que tinha ouvido tantas coisas maravilhosas sobre o lugar, etc. Fomos lá e o meu deleite foi tamanho que eu precisava voltar, precisava falar do Koku Kitchen para a comunidade Sunday Sliciana.

O Koku Kitchen tem dois restaurantes, um no bairro Gótico e outro no El Born, mas isso eu descobri da maneira mais desastrosa possível: chegando em um, descobri que meus amigos já estavam no outro, mas são essas falhas no percurso que nos servem como material de pesquisa de campo depois, não é mesmo? Nas duas vezes, fui na unidade do Born, porque no fim, é a unidade maior e mais perto da casa desse casal de amigos queridos que nos acompanhou nessa difícil tarefa de voltar lá para fazer as fotos. A companhia de honra dessa vez foi a Mari e o Fábio. Sim, a mesma Mari que também vos escreve neste maravilhoso site falando de outras e mais experiências gastronômicas imperdíveis aqui em Barcelona.

Começamos do começo: os aperitivos não podem nunca ser deixados de lado, ouçam a voz da sabedoria. Pedimos gyozas vegetarianos e de porco, o grande diferencial do gyoza do Koku é a massa, que derrete na boca e você sente cada tempero e cada textura, sunomono (uma saladinha de pepino em conserva com gergelim e outras especiarias) e a iguaria coreana Kimchi, que são nabos, repolhos e outros vegetais colocados em salmoura e depois envoltos numa pasta de farinha de arroz e açúcar, temperados com gengibre, cebola, alho e pimenta, muita pimenta. Para quem não é muito fã de pimenta, não recomendo, é realmente bem picante, mas é uma das coisas mais deliciosas que experimentei recentemente. Eu virei fã de comida picante para poder realmente desfrutar mais da culinária Oriental e mexicanas sobretudo, porque gosto demais e sinto que havia essa barreira entre nós, sabem?
Eis que chega o rei da noite à mesa. Pedimos três, porque da primeira vez que fomos, eu e o Taiom havíamos pedido um para cada e eu descobri com muito pesar que era demasiado para o meu corpinho, ainda que estivesse com muita fome. Ele não, né. Eu e a Mari dividimos o vegetariano picante e cada um dos meninos pediu um picante (com carne de porco). Existe a opção de pedi-los da mesma forma não-picantes e há também outras receitas no cardápio, mas vocês terão que ir lá para descobrir, porque eu só tinha olhos para o veggie picante. Eu acho que não preciso dizer muita coisa mais, as imagens dirão por si próprias.

Findo nosso querido ramen, todos já bem satisfeitos e Mari e Fábio super incrédulos e felizes da vida que pagariam apenas €9,50 por uma pratada daquelas. Mas, como já dizia o velho ditado chinês: “sobremesa não vai para o estômago, vai para o coração”, eu insisti para que pedissem também o Banoffee, uma sobremesa típica inglesa (não me perguntem o porquê de estar no cardápio de um restaurante oriental) feita de caramelo, uma base de biscoitos, bananas e chantilly, tem a dose certa de açúcar e se desfaz na boca… Ai, ai. Minha gente, apenas vão. Se estiverem por essas bandas, eu sei que a tentação de tomar uma sangria tamanho família nas Ramblas é grande, mas garanto que dicas de insider são as melhores experiências que você pode ter como turista, e digo isso de uma perspectiva de turista.

Para coroar a noite, uma rodada de shots de sakê para todos e boas risadas. O Koku tem um ambiente super agradável, com uma decoração moderninha bem típica de restaurantes cool aqui em Barcelona. Os atendentes são super simpáticos e dispostos a sugerir opções que você talvez não pensaria. Toda a comida, mais sobremesas e bebidas, ficou em torno de €23 para cada, o que é bem razoável para uma cidade como Barcelona. Lembrem-se, quem converte não se diverte!
Fotos: Luísa Dalé
Koku Kitchen:
Carrer del Comerç, 29, 08003 Barcelona
Carrer d’en Carabassa, 19, 08002 Barcelona
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]]>Então se você babou na berinjela e acabou comprando a tal pasta de soja, hoje te ensino um prato que também leva missô e é uma delícia também: lámen. O lámen é composto por macarrão, caldo tradicional de ossos de porcos, frango ou peixe, e toppings que variam de acordo com a região onde é feito: broto de feijão, carnes, algas verdes, cebolinha…

Como eu não como carne, preferi um caldo de legumes caseiro, que nada mais é que guardar os resto dos legumes – talos, folhas, cascas- cobrir com água e cozinhar em foto baixo por algumas horas. Como toppings você pode combinar o que mais gosta, aqui usei algas verdes, brotos de feijão, tofu grelhado e salsinha. O missô aqui é adicionado ao caldo de legumes, pra dar o que os japoneses chamam de umami, que significa equilíbrio perfeito entre o azedo, doce, amargo e salgado.
Fotos: Thamires Santiago
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