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]]>E para os momentos de nostalgia, saudade e sobretudo aqueles em que a gente precisa retomar o fôlego, porque se dá conta do absurdo quotidiano que é viver a um oceano de distância daquele quadradinho tão aconchegante chamado Brasília, eu reservo esse restaurante.

O Brutos, apesar do nome, é tudo, menos brutal. Primeiro graças à decoração minimalista – mas bem cuidada, luzes amareladas e de baixa intensidade que criam um conforto imediato, completo pelas velas e pelos delicados arranjos de flores nas mesas. Em seguida pelas músicas de fundo, sempre gostosas e bem selecionadas. E sobretudo pelo perfume acolhedor de comida grelhada que emana da cozinha. Isso tudo é obra de um casal de chefs brasileiros, Lucas Baur de Campos e Ninon Lecomte, que conseguiram de maneira muito bem-sucedida casar Brasil e França sem ter que cair nos clichês. Alias, a origem tupiniquim não é o foco da comunicação feita pelo restaurante, e ainda bem porque o Brutos é tão mais do que uma etiqueta redutora de proveniência.
As entradas variam com frequência. Pude degustar dadinhos de tapioca, pastéis caseiros recheados de chouriço e ricotta ou até coração assado (mas dessa vez de pato e salteado com cerejas). Pequenas iguarias da terrinha preparadas com o refinamento que vemos somente na bistronomia francesa mais hypada. Tudo varia de acordo com as estações, como uma boa cozinha deve ser.

A especialidade do restaurante é o grelhado na brasa e a cada vez acabo pedindo a maminha que vem com chimichurri, fritas & maionese caseira e farinha de mandioca. Vi também no cardápio peixes e legumes, mas nunca tenho coragem de abandonar meus prazeres carnívoros tão raramente saciados na França – questão de corte, para mim os pampas são imbatíveis. Os vinhos vêm da escola biodinâmica. Naturais, não destoam da moda parisiense e mostram que Ninon e Lucas sabem muito bem o que estão fazendo. Se você não conhece, dê uma chance.
No final, sempre cedo a uma sobremesa que me da um calorzinho no meu coração mineiro: banana com doce de leite e creme com coco ralado.
Quando vou ao Brutos, lembro que encontrei minha casa aqui. E tenho essa confirmação reconfortante e otimista de que é possível sim, viver entre dois mundos, se adaptar a uma outra cultura sem perder totalmente o je-ne-sais-quoi brasileiro.
Brutos: 5 rue du Général Renault 75011 – Paris
Site: www.brutosparis.com
Tél: +33 1 48 06 98 97
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]]>Mas não foi do dia para a noite. Tive que atingir a maioridade, deixar o Brasil e morar fora, comer muita porcaria congelada e barata de supermercado até me interessar a me virar na cozinha (com pouca grana) para não pagar mico com os amigos, frequentar gente e lugares diferentes e somente enfim descobrir que comer é bom demais. Bobinha, eu sei… tive que crescer apenas. Pois bem, me voilà – aqui estou, como dizem aqui na França.
Claro que morar em um país referência da gastronomia mundial ajudou. Queijo Brie e vinho bom a preço de banana é melhor, né? Amigos, namorado e a tendência da democratização da comida “gourmet” também tiveram sua parte nesse “upgrade”.
Mas, honestamente, tenho ainda muita coisa para aprender e melhorar. Se alguém quer saber uma verdade bem verdadeira sobre mim, falo com um pouquinho de vergonha e voz tímida: ainda não consigo comer peixes cozidos, nem alguns frutos do mar. Nem pimentas e pimentões: difícil de digerir. Chocolate e doces em geral não me fazem a menor tentação. Ah, miúdos também não são muito a minha praia. Porém, eu sei que pouco a pouco meu paladar vai mudando, se renovando e, sobretudo, minhas viagens me ajudam bastante a evoluir.
E é disso que eu quero falar aqui. Quero dividir com você, nessa coluna, as minhas experiências. Aprendizados, sabores, cheiros e texturas que vou encontrando nos caminhos desse mundão velho que tenho tentado explorar aos poucos e em fragmentos. Quero também contar das descobertas singelas do dia-a-dia, dos pequenos cantos espalhados pela cidade onde eu vivo – e que brotam como cogumelos nesse terreno fértil que é Paris. E porque não, dividir também os personagens, os encontros e a poesia da vida que tenho levado, ou melhor, que me leva por aí…
Então, vamos?
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