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Sicília Archives - sunday slices https://autoral.sundayslices.com/tag/sicilia/ Fotografia de comida, por Thamires Santiago Thu, 14 Jun 2018 12:05:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Palermo III – Sicília https://autoral.sundayslices.com/palermo-iii-sicilia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=palermo-iii-sicilia Thu, 14 Jun 2018 12:05:48 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=2933 E PARA BEBER? A noite palermitana é muito viva. Os locais, quase sempre vestidos e vestidas de um preto intenso que vai muito bem com a cor dos cabelos e…

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E PARA BEBER?

A noite palermitana é muito viva. Os locais, quase sempre vestidos e vestidas de um preto intenso que vai muito bem com a cor dos cabelos e das peles bronzeadas, vagueiam pelas ruas a partir das nove horas da noite. Antes todos comem e se repousam. Saímos uma noite sem rumo e acabamos numa ruela chamada Discesa dei Giudici, no que para mim é o melhor bar à coquetel do mundo. Do mundo porque  cada um dos drinks foi feito com muita calma e explicação. Das vantagens de encontrar um bar que acaba de abrir e quer conquistar a clientela.

Francesco parece ter pouco menos de trinta, mas domina sua arte. Enquanto prepara nosso pedido, um Negroni e um Americano, nos faz experimentar cada ingrediente e adiciona um toque especial com a laranja típica da região. St’orto é o nome do bar. Uma brincadeira com a palavra “Torto”, deve ser como alguém normalmente sai desse bar, ou apenas porque a rua é uma descida e que a fachada fica um pouquinho torta. A rua, lotada. Uma atmosfera que para mim, na Europa, existe apenas na Italia. Os italianos dominam a noite, a rua. Eles inventaram o “aperitivo”, escutam rock’n’roll e parecem gatos pardos.

Nessa conhecemos Adriana. Uma brasileira mágica, quase bruxa de tão fascinante, que mora há mais de 20 anos em Palermo, ama sua cidade e conhece tudo e absolutamente todos. Adriana me escutou falando em italiano com o barman e logo ali fomos os quatro sentar para conversar em francês, italiano, inglês e português. Ou algo que parecia isso. Se alguém vai a Palermo, procure Adriana, uma ruiva carismática, artista e mãe de um garoto lindo de 12 anos. Foi a Adriana que me indicou o melhor Kebab de Palermo: o Kebab do Mounir. Se você tomou todas no St’orto e que já é tarde: dê uma passada no Mounir, não muito longe dali. Com certeza nao vai se arrepender, mas leve dinheiro vivo. Com 6 euros você alimenta duas pessoas muito bem.

Além do Sto’rto um bar na mesma rua merece menção honrosa. O Primus bar não parece tão sedutor à primeira vista. Giuseppe, o dono, é tímido mas como fomos em uma noite bem calma, tivemos a chance de conhecer melhor essa pessoa apaixonada por Palermo. Ele conhece cada monumento e documentário sobre a sua cidade. E de quebra faz um White Russian delicioso, sem deixar nada a dever ao vizinho mais hipster.

Palermo não é a cidade italiana mais estonteante. A maioria das belezas, como a doçura dos seus habitantes, estão escondidos, esperando que alguém insista e ultrapasse a primeira barreira do estranhamento. Quando for a Palermo, saiba apenas uma coisa: você não volta indiferente.

Fotos: Edouard Ormancey

St’orto: Discesa dei Giudici, 40-4 Tel: +39 091 274 8549

Primius: Discesa dei Giudici, 26 Tel: +39 091 616 7669

Mounir Pizzeria & Kebab: Via Giovanni da Procida, 19 Tel: +39 091 773 0005

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Palermo II – Sicília https://autoral.sundayslices.com/palermo-ii-sicilia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=palermo-ii-sicilia Tue, 15 May 2018 12:42:35 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=2932 Palermo, a Street-food e o umbigo do mundo: Ballaro. Palermo é conhecida na Sicília por ser a capital do street-food, comida de rua e ambulante. Analisando a economia italiana, compreendemos…

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Palermo, a Street-food e o umbigo do mundo: Ballaro.

Palermo é conhecida na Sicília por ser a capital do street-food, comida de rua e ambulante. Analisando a economia italiana, compreendemos rapidamente que a região não é das mais ricas e por isso é terreno fértil para a criatividade. O Pane con la milza (pão com baço de boi), o sfincione (pão esponjoso coberto com passata de tomate e anchovas) e a famosa arancina (espécie de coxinha feita de arroz e açafrão recheada) são os mais conhecidos. Nessa passagem relâmpago conseguimos provar os dois últimos. Confesso que prefiro os nossos salgados, mas entendo a fascinação.

Conseguimos também visitar o famoso Mercado Ballarò. A influência árabe é viva ali. Essa enorme feira ao ar-livre (ao que parece uma das maiores da Europa)  me fez pensar muito no ambiente dos souks marroquinos e dos mercados de rua franceses: bancas com todos os tipos de verdura, carne, especiarias, doces, barraquinhas fazendo comida, bagunça, sujeira e gritaria. Uma menção verdadeiramente honrosa para os pescados: frescos, reluzentes, algumas vezes ainda vivos. Também nunca vi tão abundante e bonito no mundo.

Andando nesse mercado, fomos rapidamente abduzidos, ou seduzidos eu diria melhor,  por um grupo de senhores na casa dos 60 anos que nos propunham a degustação de uma carne estranha. Com certeza eram peças de intestino, baço ou coisa do gênero. Decidi me aproximar, receosa. Um deles, dono do estabelecimento, Pipo, nos fez experimentar em um pratinho de plástico um corte desconhecido num tipo de salmoura e sumo de limão. Para não fazer feio, comemos. Fizemos bem. Ele nos deu também uma dose de um licor caseiro à base de vinho. Felicidade por apenas 3 euros. 

PALERMO TAMBÉM TEM POMPA

Mas acho que o ponto mais alto dessa viagem foi um restaurante que reservamos meio que por acaso, depois de ter lido alguns guias e sites sobre a gastronomia local. Esse restaurante se chama Osteria Dei Vespri. Ele fica num bairro chamado Kalsa, atrás da entrada do Palazzo Ganci. Nesse palácio magnífico, em 63, foi filmada a obra-prima do cineasta Luchino Visconti: Il Gattopardo, com Alain Delon e a vedete Claudia Cardinale. Apenas por essa razão já valia a pena.

Essa Osteria é mais que charmosa. Um ar quase medieval, com vigas de madeira. Pequena, luz âmbar, música francesa. (Agora que eu moro a França não curto mais música francesa no restaurante, mas entendo o delírio).  Fomos recebidos por uma moça elegante, sorridente pero no mucho, e ela nos instalou em uma mesinha modesta escondidinha embaixo da escada, porém romântica. Tudo o que a gente gosta. (Passei também a prestar bastante atenção no serviço de mesa).

A execução foi perfeita, desde os amuses-bouches inspirados da comida de rua palermitana até a sobremesa . Os pratos principais: ravioles de cordeiro e canelones com trufas, finos, delicados, saborosos, marcantes mas nunca deselegantes.  Tudo com uma bela garrafa de vinho natural siciliano.

Os doces merecem um paragrafo a parte. Os chefs Andrea e Alberto Rizzo conseguiram, neste restaurante, juntar a tradição siciliana com a modernidade da cozinha gastronômica de alta qualidade. De deixar muitos restaurantes parisienses esnobes no chinelo. Uma das sobremesas era um crumble de bananas, menta, mel perfumadas em flor de laranjeira. Do ladinho veio uma mini porção de sorvete de pistache. Eu não sabia se estava no Magreb, na Itália, na casa da minha avó ou simplesmente em um sonho.

E claro, antes do doce tinha um pré-doce. Depois do doce tinha biscoitinhos açucarados para acompanhar o café. Se não fosse assim, não era a Sicilia.

Mercado Ballarò: aberto todos os dias, de 07h30 às 20h de segunda à sabado e até 13h no domingo. Se estende desde a Piazza Casa Professa até o bastião do corso Tukory .

Osteria Dei Vespri: Piazza Croce dei Vespri, 6 Tel:  +39 091 617 1631

Fotos: Edouard Ormancey

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Palermo I – Sicília https://autoral.sundayslices.com/palermo-i-sicilia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=palermo-i-sicilia Wed, 25 Apr 2018 10:18:50 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=2931 Falar de comida e da Itália não é fácil. E principalmente, da Sicília. Seria injusto tentar resumir em uma viagem de quatro dias a riqueza de uma das regiões mais…

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Falar de comida e da Itália não é fácil. E principalmente, da Sicília. Seria injusto tentar resumir em uma viagem de quatro dias a riqueza de uma das regiões mais abençoadas em sabores da Europa. Então, me perdoem antes mesmo que eu comece.

Para início de conversa, a Sicília é uma ilha vulcânica. E tanto a separação do continente quanto a singularidade da paisagem local ou mesmo a proximidade da África, podem ser apontados como os responsáveis por uma atmosfera incomparável a qualquer outra região italiana. Fala-se italiano, mas é possível sentir claramente que a alma siciliana, e principalmente seu dialeto, é mais diversa, presente e intensa que a identidade unificadora da bandeira verde, branca e vermelha.

Em termos de gastronomia, as influências dos vários povos que passaram por ali ainda persistem, sendo as referências árabes na culinária local as mais marcantes. Foram eles que trouxeram as laranjas e limões, frutos icônicos sicilianos. Dizem também que foram os árabes que misturaram a neve do Etna com suco de frutas e cana de açúcar e criaram a granita e o sorvete bem ali. Aliás, a manipulação bem-sucedida do açúcar na Sicília criou a reputação indiscutível dos doces locais.

E claro, uma ilha é circundada de água do mar e por isso a gastronomia local é fortemente dependente da pesca. Mas, a terra ali também é rica e próspera, propicia o cultivo de muitas ervas aromáticas (orégano, rosmarinho, menta), cítricos, amêndoas, pistache e azeitonas. Graças à imigração hebraica e a influência do judaísmo, os sicilianos aprenderam a cozinhar “de maneira apropriada”, fritando o alho no azeite de oliva para dar mais gosto aos vegetais e aprendendo que do alimento nada se joga fora, nem mesmo a parte mais insignificante. Com a dominação normanda, a caça dos animais silvestres e técnicas culinárias se juntaram à tradição e os espanhóis inseriram as frituras. Dos exploradores da China e da Índia vieram as berinjelas, base de muitas preparações da região.

Tudo isso para dizer que com tanta riqueza gastronômica, a cozinha siciliana é o espelho da dieta mediterrânea tradicional, considerada como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, tombada pela Unesco em 2008. Nem falemos dos monumentos históricos e igrejas, porque senão esse texto não vai ter fim.

SE APAIXONAR POR PALERMO

Tive a oportunidade de passar quatro dias em Palermo. Pouquíssimo tempo para cobrir a beleza dos monumentos e a pluralidade das delícias. Palermo tem dessas coisas de cidade quente: vida notívaga e em defasagem com o resto do mundo. Por isso, tivemos que adaptar a nossa rotina para acordar mais tarde, saltando algumas visitas e começando o dia às onze e meia, sempre com um café lungo e bombas fritas roladas no açúcar e recheadas com creme. E obviamente, o suco de laranja sanguínea espremido na hora.

Não sei o que faz com que esse creme, localmente chamado de crema pasticcera, seja tão perfeito, mil vezes melhor que o recheio do nosso sonho de padaria. Acho que essa delícia concorre apenas com a ricota local, e apenas para ela, perde. A ricota siciliana é base para vários doces clássicos como a cassata ou o cannolo. Esse último me surpreendeu.

Explico: eu detesto doces em geral. Verdade. Não me ligo muito em açúcar ou em chocolate (EU SEI, sou estranha). Então, eu sempre via essas pessoas viajando para a Sicília e falando desse tal de cannolo com uma adoração digna das procissões católicas das igrejas italianas. Eu desdenhava, falava que não tinha como um doce ser isso tudo, porque era um doce apenas. Até tinha provado um ou outro em Paris e realmente, não tinha graça.

Tive que morder a língua. Lamber os beiços, quase chorar de alegria e me entupir dessa coisa divina que eu nunca vi igual em lugar nenhum. Qualquer coisa que você experimentar fora da Sicília com o mesmo nome não vale. Ali, e apenas ali, você está a dois passos do céu. Eu acho. E uma foto não consegue fazer jus à experiência gustativa.

Fotos: Edouard Ormancey

Canolissimo: Via Vittorio Emanuele, 407

(Continua.)

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