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viagem Archives - sunday slices https://autoral.sundayslices.com/tag/viagem/ Fotografia de comida, por Thamires Santiago Tue, 15 Jan 2019 11:52:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Pi Pizza – Dublin https://autoral.sundayslices.com/pi-pizza-dublin/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pi-pizza-dublin Thu, 10 Jan 2019 11:54:39 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4127 Bom mesmo é quando tudo acaba, no caso aqui começa, em pizza! Minha primeira coluna aqui no site e eu tenho um monte de lugar legal para falar sobre, aqui…

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Bom mesmo é quando tudo acaba, no caso aqui começa, em pizza!

Minha primeira coluna aqui no site e eu tenho um monte de lugar legal para falar sobre, aqui em Dublin, na Irlanda, mas resolvi começar com uma boa (e coloca boa nisso) pizza! O PI abriu há poucos meses em uma localização super central da cidade, perto do Temple Bar e Grafton Street.

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O Temple Bar é uma área turística da cidade com alguns pubs antigos, outros nem tanto, mas super tradicional e que todo mundo que visita a cidade deve conhecer. A Grafton Street já é uma rua de compras bem no centro da cidade e que também vale a visita.

A verdade é que pizza, muito lugar faz, mas pizza boa dá pra contar nos dedos, né? Aqui em Dublin não é diferente. Essa foi a minha primeira vez no PI. Demorou um pouco para eu e o marido experimentarmos essa delícia, mas não por falta de vontade! Às vezes as pessoas fazem fila na porta esperando por uma mesa, já que eles não fazem reserva. Dessa vez tivemos sorte!

Eu pedi uma pizza de presunto, mussarela de búfala, tomate e rúcula. O Ronan pediu uma Margherita. Assada em um forno à lenha, a massa é leve, macia e no ponto. Os recheios são frescos e bem selecionados. Definitivamente as pizzas do PI estão entre as melhores que já experimentei. Já os preços, honestamente, não são muito atrativos. As pizzas, que são individuais, mas podem ser divididas dependendo da fome, variam entre €9,50 e €16.

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Eles também oferecem uma variedade de molhos feitos no próprio restaurante que são uma delícia. Curiosidade: aqui na Irlanda, eles comem pizza com um molhinho do lado. A maioria das vezes é um molho de alho, mas também pode ser homus, alho e manjericão, chipotle…

Outra coisa que nos chamou a atenção foi a quantidade de pizzas vegetarianas no cardápio (um mundo muito além da Margherita). E elas são a maioria! Apenas dois sabores incluíam algum tipo de carne. Então, se você é vegetariano, ama uma boa pizza, o PI é uma excelente opção.

PI: 10, Castle House, George’s Street, Dublin 2

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Copenhague – PARTE I https://autoral.sundayslices.com/copenhague-parte-i/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=copenhague-parte-i Mon, 07 Jan 2019 11:11:29 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4205 Copenhague: vikings, cachorro-quente e bicicleta Capital da Dinamarca, Copenhague era para mim mais um pontinho no mapa. Eu não conhecia muito sobre o país, menos ainda sobre a cidade, que…

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Copenhague: vikings, cachorro-quente e bicicleta

Capital da Dinamarca, Copenhague era para mim mais um pontinho no mapa. Eu não conhecia muito sobre o país, menos ainda sobre a cidade, que fazia eco na minha cabecinha à marca de chocolate vendida no Brasil.

Eis que decidimos passar quatro dias no berço da cultura nórdica e tudo mudou. Descobri que eles ainda têm rainha no governo, que o frio pode ser aconchegante sim e que o passado dos vikings que criaram a cidade deu lugar à tecnologia de ponta e à arquitetura sustentável. Que a maioria da população se locomove em bicicleta faça frio ou faça mais frio. E isso é apenas a pontinha do iceberg.

Para mim, Copenhague evoca : o design escandinavo, a organização coletiva impressionante baseada em muito civismo e, recentemente, o pivô da revolução gastronômica da cozinha escandinava. A Netflix começou a falar um pouco disso, em vários programas, e isso me chamou bastante a atenção. Porquê?

Aqui a razão: desde sempre, o europeu (do sul principalmente) repetia com muita arrogância que os nórdicos não tinham uma verdadeira cultura gastronômica. Isso foi até que gente como um rapaz dinamarquês chamado René Redzepi resolveu criar o que virou o “melhor restaurante do MUNDO”, o Noma. Ele e tantos outros nórdicos, como o Fäviken na Suécia, se jogaram na cozinha criativa refinada, respeitando sazonalidades e primando a qualidade dos ingredientes locais, isso tudo antes da modinha de hoje.

Aliás, os dinamarqueses, suecos e noruegueses se consagraram como precursores dessa tendência graças à algumas estrelas Michelin conquistadas com trabalho duro e a outras tantas sacadas de marketing (tipo, justamente figurar em documentários aclamados do Netflix como Chef’s Table).

Tudo isso para dizer que, ao chegar no aeroporto Kastrup, eu já estava salivando. Lendo um pouco antes sobre esse povo tão organizado e respeitador de regras eu decidi reservar meus restaurantes com antecedência – fiz bem e recomendo.
E eu já sabia que tinha que testar três coisas: frutos do mar (estando num país com 406 ilhas, parecia lógico), gastronomia tradicional e uma belezinha um tanto quanto menosprezada: o famoso cachorro-quente local. Tudo isso visitando a cidade em cima de uma bike alugada.

Logo no primeiro dia de visitas dei um jeitinho de passar perto de uma barraquinha de Pølsemand, o nome deles para o nosso “dogão”. Pesquisei antes qual seria o melhor e acabei encontrando na internet o site do DøP, abreviação de den økologiske Pølsemand, algo que em português soaria literalmente como “o cachorro-quente orgânico”. Ele é todo hipster e fofinho, do lado da torre redonda (Rundetårn), um observatório astronômico muito antigo e que vale a pena demais visitar.

Aparentemente o cachorro-quente é “o” prato típico mais famoso da Dinamarca (oi, é prato?). Estranho de entender, mas bem gostoso. O tradicional vem com salsicha de porco assada, cebolas frescas, cebolas fritas (!), picles, ketchup, maionese e o segredo dinamarquês: a “remoulade” – molho à base de maionese, creme de leite, picles, alcaparras, limão, mostarda e tantas outras coisas que eu não saberia enumerar.  Definitivamente, a melhor opção de almoço num país caríssimo e que de quebra faz parte do patrimônio cultural.

Vale lembrar que no DøP eles têm opções veganas e também sem lactose.

Pedimos logo dois assim que chegou a nossa vez na fila que pegamos. As salsichas fumegantes foram a boa pedida para o clima geladinho. A única coisa negativa é que o cheiro de cebola fica com você o resto do seu dia. Ossos do oficio, fazer o quê …

(continua…)

DøP : Amagertorv 31, 1160 København, Danemark
Site: DEN ØKOLOGISKE PØLSEMAND

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Antica Moka – Módena https://autoral.sundayslices.com/antica-moka-modena/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=antica-moka-modena Tue, 18 Dec 2018 11:35:26 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4093 Todo mundo tem vontade de conhecer algum lugar. O sonho da minha mãe era viajar de carro pela Itália e ela decidiu realizar o desejo dela no aniversário de 60…

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Todo mundo tem vontade de conhecer algum lugar. O sonho da minha mãe era viajar de carro pela Itália e ela decidiu realizar o desejo dela no aniversário de 60 anos do meu pai. Um dos destinos foi a cidade de Módena, famosa pelo azeite balsâmico, carros luxuosos e claro, pela renomada Osteria Francescana. Sim, passamos lá na frente. Não, não comemos. Foi triste, foi, mas rapidamente remediamos a frustração.

Procurando pela Internet, encontramos o Antica Moka na saída da cidade. O restaurante está em um casarão antigo, com diversas salas, todas mantendo um clima aconchegante, como estar na casa da “Nonna”. Éramos cinco pessoas e pedimos dois menus degustação (60€ cada), um menu degustação marinho (65€) e dois pratos a la carte.

O restaurante é tão incrível que ficamos surpresos com todos os pratos que vieram. Logo de início eles trouxeram mimos de boas vindas: sopa verde com cogumelo, arroz negro para as vegetarianas da mesa e bolinhos fritos de jamón. Depois de abrir nosso apetite, chegaram duas tábuas de pães diversos com azeite de oliva da região. A sucessão de pratos do menu (5 pratos + sobremesa) foi impecável, com direito a vieiras grelhadas, risoto de camarão, carne de porco cozida em baixa temperatura com azeite balsâmico, tagliatelle de ragu, atum selado e arroz negro, entre muitos outros.

O destaque da noite foi o prato a la carte que minha mãe pediu: risoto de morangos com menta (18€). Na hora que ela escolheu, todos ficamos um pouco receosos, mas mal sabíamos como o prato nos surpreenderia! Até o fim da viagem esse continuou sendo o prato preferido! Antes de chegarem as sobremesas, nos ofereceram um “pré dessert”, para mudar nosso paladar para os próximos pratos. No final, com a conta, eles ainda trouxeram uma linda taça repleta de suspiros caseiros, totalizando em 10 pratos diferentes que provamos na noite!

Com direito a visita da chef, Anna Maria Barbieri, terminamos a noite maravilhados com o atendimento, com o local e obviamente com a comida impecável que eles servem. Uma linda releitura da comida caseira, apresentada de maneira refinada, com muito sabor e matérias primas de extrema qualidade.

Fotos: Fábio Estelita

Antica Moka: Via Emilia Est, 1496, 41126 Modena MO, Itália

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Benedita – São Paulo https://autoral.sundayslices.com/benedita-sao-paulo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=benedita-sao-paulo Tue, 11 Dec 2018 15:39:06 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4352 Entrar no Benedita é como chegar em casa e querer tirar sapatos. E por mais que existam muitos restaurantes que prezem pelo o conceito de retorno à comida caseira, os…

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Entrar no Benedita é como chegar em casa e querer tirar sapatos. E por mais que existam muitos restaurantes que prezem pelo o conceito de retorno à comida caseira, os meninos desse restaurante levam isso a um outro nível, e que delícia poder experimentar isso.

A casa abriu em março do ano passado, no bairro de Perdizes em São Paulo, mas antes disso existiu uma longa estrada até o prato que pedi agora, vatapá da vó Zenaide. Um dos sócios, Rodrigo Isaias, morou na casa onde é o espaço do Benedita hoje, durante dez anos e sempre teve uma vivência intensa no universo da cozinha tradicional brasileira de casa. Aprendeu tudo com as avós, uma paraense e uma mineira, mistura perfeita para a assinatura dos pratos do cozinheiro.

O surgimento do Benedita veio enquanto Rodrigo ainda morava na casa e junto ao sócio, Felipe, faziam refeições pra os amigos. Cada vez mais amigos iam experimentar, cresceu para grupos fechados e depois de muitos testes resolveram abrir a casa. Felipe e Rodrigo, sempre tiveram a ideia de fazer um restaurante que fosse a verdadeira cozinha brasileira de casa, e conseguiram. Em meio a tanta comida de fora do país ganhando espaço (com seu mérito) o Benedita vem como um afetuoso lembrete ao que temos de mais precioso que são nossas raízes.

Toda essa essência caseira, não para na arquitetura ou no conceito dos pratos, passa também pelo processo de base, eles fazem tudo do zero: os caldos, o leite de coco que vai no Vatapá, preparam o próprio camarão seco, o óleo de urucum, a maionese do camarão da entradinha e por aí vai. Existe um cuidado imenso nos preparos e isso pode ser sentido no sabor final.

Da última vez que fui ao Benedita, pedi de entrada o camarão do Remanso, empanado com flocos de tapioca acompanhado por uma maionese de tucupi e bolinho de arroz. Como prato principal pedi o Vatapá da Vó Zenaide, delicioso e supriu bem duas pessoas, já que havíamos pedido duas entradas. Uma boa dica também é pedir a moqueca de banana com creme salgado, talvez seja meu prato preferido da casa.

Para finalizar, pedimos uma sobremesa que nos surpreendeu, se chama Dona Alberta, um doce tradicional das casas portuguesas (creme de chantilly, farofa de biscoito maisena, ovos moles e amêndoas laminadas) é uma sobremesa leve e combinou perfeitamente com o cafezinho coado no final. Para o Benedita, minha volta é sempre certa e espero que seja em breve.

Fotos: Beatriz Xavier e Larissa 

Benedita: R. Havaí, 258 – Sumaré, São Paulo-SP.

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Quem somos nós – Larissa Santiago https://autoral.sundayslices.com/quem-somos-nos-larissa-santiago/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=quem-somos-nos-larissa-santiago Mon, 10 Dec 2018 18:32:26 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4303 Jornalista por formação, atriz de coração, projetista na vida real e barista nas horas vagas. Meu maior sonho de vida sempre foi morar fora. O que eu não sabia é…

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Jornalista por formação, atriz de coração, projetista na vida real e barista nas horas vagas.

Meu maior sonho de vida sempre foi morar fora. O que eu não sabia é que a minha experiência de meses se transformaria em anos. Em 2012, pedi demissão dos meus empregos e desembarquei em Dublin, Irlanda, sozinha. A ideia era ficar alguns meses, aprender inglês e voltar pra casa. Corta para seis anos depois: ainda estou aqui, casei com um Irlandês e adotei um cachorro. Os pés não poderiam estar mais fincados em solo irlandês.

Confesso que sim, sinto falta de casa todos os dias… do sol, da comida fresca, sucos de todas as frutas possíveis e imagináveis e do sol de novo. Mas aqui tem café, tem chá (muito chá), tem muito verde, cultura e comida do mundo todo. Aqui também tem o resto da Europa do ladinho.

Aqui tem gente de bem, gente de sorriso fácil e alegre. Eu costumo dizer que irlandês não nasceu brasileiro por um simples erro geográfico. Nós somos muito diferentes, mas muito, muito parecidos. E assim, eles me fazem me sentir um pouco mais em casa, mesmo estando à milhares de quilômetros de distância e com um oceano de quebra no meio.

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Brutos – Paris https://autoral.sundayslices.com/brutos-paris/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brutos-paris Tue, 04 Dec 2018 10:00:05 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4140 Morar fora parece conto de fadas aos olhos dos outros. Morar em Paris, então, nem se fala. Perdi a conta de quantas vezes ouvi um “uau, deve ser super legal”,…

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Morar fora parece conto de fadas aos olhos dos outros. Morar em Paris, então, nem se fala. Perdi a conta de quantas vezes ouvi um “uau, deve ser super legal”, “deve ser maravilhoso”, “você nunca deve se cansar”, com olhinhos brilhantes. E sim, em parte algumas coisas são verdade, principalmente porque, pelo simples fato de ter vindo de outro lugar, sempre tenho algo novo para descobrir. Mas na realidade, viver aqui, aí ou em qualquer lugar tem seus altos e baixos que a beleza da vida nos reserva diariamente.

E para os momentos de nostalgia, saudade e sobretudo aqueles em que a gente precisa retomar o fôlego, porque se dá conta do absurdo quotidiano que é viver a um oceano de distância daquele quadradinho tão aconchegante chamado Brasília, eu reservo esse restaurante.

O Brutos, apesar do nome, é tudo, menos brutal.  Primeiro graças à decoração minimalista – mas bem cuidada, luzes amareladas e de baixa intensidade que criam um conforto imediato, completo pelas velas e pelos delicados arranjos de flores nas mesas. Em seguida pelas músicas de fundo, sempre gostosas e bem selecionadas. E sobretudo pelo perfume acolhedor de comida grelhada que emana da cozinha. Isso tudo é obra de um casal de chefs brasileiros, Lucas Baur de Campos e Ninon Lecomte, que conseguiram de maneira muito bem-sucedida casar Brasil e França sem ter que cair nos clichês. Alias, a origem tupiniquim não é o foco da comunicação feita pelo restaurante, e ainda bem porque o Brutos é tão mais do que uma etiqueta redutora de proveniência.

As entradas variam com frequência. Pude degustar dadinhos de tapioca, pastéis caseiros recheados de chouriço e ricotta ou até coração assado (mas dessa vez de pato e salteado com cerejas). Pequenas iguarias da terrinha preparadas com o refinamento que vemos somente na bistronomia francesa mais hypada. Tudo varia de acordo com as estações, como uma boa cozinha deve ser.

A especialidade do restaurante é o grelhado na brasa e a cada vez acabo pedindo a maminha que vem com chimichurri, fritas & maionese caseira e farinha de mandioca. Vi também no cardápio peixes e legumes, mas nunca tenho coragem de abandonar meus prazeres carnívoros tão raramente saciados na França – questão de corte, para mim os pampas são imbatíveis.  Os vinhos vêm da escola biodinâmica. Naturais, não destoam da moda parisiense e mostram que Ninon e Lucas sabem muito bem o que estão fazendo. Se você não conhece, dê uma chance.

No final, sempre cedo a uma sobremesa que me da um calorzinho no meu coração mineiro: banana com doce de leite e creme com coco ralado.

Quando vou ao Brutos, lembro que encontrei minha casa aqui. E tenho essa confirmação reconfortante e otimista de que é possível sim, viver entre dois mundos, se adaptar a uma outra cultura sem perder totalmente o je-ne-sais-quoi brasileiro.

 

Brutos: 5 rue du Général Renault 75011 – Paris
Site: www.brutosparis.com
Tél: +33 1 48 06 98 97

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Ottolenghi Spitalfields – Londres https://autoral.sundayslices.com/ottolenghi-spitalfields-londres/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ottolenghi-spitalfields-londres Tue, 13 Nov 2018 22:35:39 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4071 Você provavelmente já ouviu falar em Yotam Ottolenghi. O conheci em um dos meus passa-tempos prediletos: assistindo a programas de culinária na TV. Yotam é um cozinheiro apaixonante: nascido e…

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Você provavelmente já ouviu falar em Yotam Ottolenghi. O conheci em um dos meus passa-tempos prediletos: assistindo a programas de culinária na TV. Yotam é um cozinheiro apaixonante: nascido e criado em Jerusalém, ele se formou em literatura. Mas ao invés de continuar com sua carreira acadêmica, escolheu vir para Londres estudar gastronomia e se tornou uma referência no assunto. Ele filmou um especial sobre a culinária mediterrânea, viajando e explorando a cultura gastronômica local de grandes ilhas do mar mediterrâneo, finalizando em Jerusalém. Essa aventura se transformou em um livro fantástico assinado por ele. Aliás, se você quer dar um upgrade nas suas receitas vegetarianas, as receitas e livros do chef são um tesouro.

As raízes e influências mediterrâneas de Yotam estão presentes na comida de seus restaurantes: vegetais, saladas, molhos e temperos inusitados. A filosofia do chefe é simples: fazer as pessoas felizes por meio da comida. Ao chegar no restaurante, percebemos claramente essa intenção: as saladas e as guloseimas estão dispostas de uma maneira linda.  É de dar água na boca. O cardápio muda diariamente e, além de almoço e jantar, há drinks com combinações surpreendentes, vinhos de origens incomuns, sobremesas lindíssimas! Às vezes vou lá só para a sobremesa e o café, pois é mesmo maravilhoso.

O cardápio de almoço inclui a combinação de duas ou mais saladas e alguns preparos feitos na cozinha. Quando estou com vontade de comer fora para explorar novos sabores, me alimentar com responsabilidade e me sentir bem, Ottolenghi é uma das melhores opções que encontro por aqui. Uma comida colorida, rica em sabores, diferentes texturas e bem temperada com ervas e especiarias de toda parte do mundo. Adoro a abóbora assada com cebolas roxas, tahine e za’atar. Também tem receitas formidáveis com berinjelas. Cada garfada, uma emoção. A gente sempre sai de lá feliz, leve e sentindo que fez bem a si mesmo. 

Fotos: Leiliane Valadares

Ottolenghi Spitalfields
50 Artillery Lane
Londres E1 7LJ

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Du Pará – Brasília https://autoral.sundayslices.com/du-para-brasilia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=du-para-brasilia Wed, 07 Nov 2018 00:04:37 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4081 Para comemorar a minha volta ao Brasil, eu não poderia escolher melhor lugar para celebrar esse retorno que o Du Pará, em Brasília.  O Du Pará foi inaugurado há pouco…

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Para comemorar a minha volta ao Brasil, eu não poderia escolher melhor lugar para celebrar esse retorno que o Du Pará, em Brasília.  O Du Pará foi inaugurado há pouco mais de dois anos na comercial da quadra 714 Norte, um local pouco explorado pelo comércio alimentício (as quadras 700 em geral, eu acredito). Começou com uma lojinha pequena e hoje eles cresceram e vivem cheios. Não por menos, lá eles têm as melhores “unhas de caranguejo” da vida! As “unhas” são tipo coxinhas e se chamam unhas porque têm a garrinha do caranguejo na ponta. E mais, eles têm todos os pratos típicos da região (tacacá, maniçoba, arroz paraense, etc.), açaí verdadeiramente paraense – tem as versões “customizadas” também e o creme de cupuaçu dos deuses!

Sempre quando vou lá como as unhas, o creme de cupuaçu com farinha de tapioca, e se a fome estiver grande mesmo, um caldinho de caranguejo ou camarão para complementar. Eu gostaria de poder ir lá toda semana, mas como sou meio sem limites no quesito aproveitar muito bem uma comida bem feita e saborosa, eu provavelmente terminaria o mês rolando por aí. 


Em relação a preço, acho que é justo pela quantidade de comida que vem, mas não são preços de lanchonetes da região, porque o Du Pará tá mais para um híbrido de lanchonete e restaurante.

Chegar no Brasil e ser recepcionada por essa comida tão brasileira, não teve preço. Estava com muita saudade!  E me desculpem não ter mais fotos, já conseguem imaginar a afobação da garota depois de mais de ano sem comer lá, né? 

Fotos: Luísa Dalé
Du Pará: SHCGN 714 Bloco D Loja 39,  Asa Norte, Brasília- DF 70760-554

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FOC – Barcelona https://autoral.sundayslices.com/foc-barcelona/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=foc-barcelona Mon, 29 Oct 2018 16:15:10 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4047 Todo mundo tem um restaurante ou bar favorito. Aquele lugar que você gosta de reunir os amigos, tomar uma boa cerveja gelada e colocar a conversa em dia. Para um…

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Todo mundo tem um restaurante ou bar favorito. Aquele lugar que você gosta de reunir os amigos, tomar uma boa cerveja gelada e colocar a conversa em dia. Para um lugar te prender assim tem que ser acolhedor, te deixar à vontade e ter uma comida gostosa. O FOC é assim. Conheci o lugar porque é o bar favorito do Fábio. Ele descobriu por acaso nas andanças por Barcelona há três anos e desde então ele sempre leva todo mundo lá.

Quando a gente mora fora do Brasil, direto dá aquele aperto, aquela falta das pessoas de lá, a saudade e a vontade de sentir aquele sabor brasileiro. O FOC tem comidas latinas, então direto a gente acaba por lá para se sentir em casa. Num domingo de muito sol e fim de verão, fomos para lá. Chegamos com muita fome e exageramos nos pedidos!

Éramos quatro pessoas e pedimos duas entradas para acompanhar nossas cervejas. A primeira foi uma porção de mandioquinha frita (4,70€) muito bem servida e depois o “street veggies” (7,40€), uma tábua com vários legumes grelhados acompanhados de homus de beterraba que é incrível, tanto pela variedade (vem milho, abobrinha, berinjela, alho poró, cebola…) quanto pela quantidade e sabor.

Pedimos dois tipos de pratos principais: carne e peixe. Minha escolha foi a moqueca baiana (sim, sim, sim! Moqueca aqui em Barcelona), com azeite de dendê e leite de coco. É deliciosa, vem em uma panela toda bonitinha e de acompanhamento uma cumbuquinha de arroz branco. Neste restaurante eles fazem com bastante legumes, cubos de peixe e um mísero camarão de enfeite. De carne foram duas porções de “entraña”, a nossa fraldinha, acompanhada de batatas fritas e molho chimichurri (14,60€). Ambos os pratos com quantidade generosa e linda apresentação.

Como é um restaurante latino, tem várias opções deliciosas que já comemos outras vezes, como o ceviche, asinhas de frango mexicanas, sanduíches, picanha com arroz e feijão, coxinha e tacos. Alguns detalhes nos fazem gostar ainda mais do FOC, na decoração deles tem várias fotos do Brasil, representado pelo Rio de Janeiro, Niterói e Pelé, além de várias frases em português. Inclusive, fecho esse texto com um pedido que vem na bolacha de chopp de lá: “mais amor por favor”.

Fotos: Fábio Estelita

FOC Latin Food & Drinks:  Passeig Joan de Borbó 66, 08003, Barcelona

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Fish and Chips do Poppie’s – Spitalfieds Market Londres https://autoral.sundayslices.com/fish-and-chips-do-poppies-spitalfieds-market-londres/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=fish-and-chips-do-poppies-spitalfieds-market-londres Thu, 25 Oct 2018 09:52:39 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3983 Um dos pratos mais populares do Reino Unido é o fish and chips, o famoso peixe com fritas. Trata-se de um filé de peixe em tamanho bem generoso empanado e…

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Um dos pratos mais populares do Reino Unido é o fish and chips, o famoso peixe com fritas. Trata-se de um filé de peixe em tamanho bem generoso empanado e frito, servido com batatas fritas. A gente o encontra nos cardápios dos mais simples aos mais sofisticados restaurantes, incluindo os pubs – afinal uma fritura vai muito bem com uma caneca de cerveja.

Já comi fish and chips em muitos lugares aqui em Londres e um dos meus prediletos é o do Poppie’s Fish and Chips. Não importa se você vai a um restaurante ou a um quiosque dessa pequena rede local, a experiência será boa: o peixe é sempre fresco e eles capricham na fritura (o peixe sempre vem sequinho e as batatas bem saborosas). Estive no restaurante que fica na entrada da rua Brick Lane, mas estava bem cheio. Então, resolvi ir ao quiosque do OLd Spitalfields Market, pois, no mercado sempre tem cadeiras e mesas disponíveis.

Aliás, devo dizer que o Old Spitalfields Market é um dos meus lugares favoritos de Londres. Está localizado no leste da cidade, em uma área que recebeu muitos imigrantes em diferentes épocas, com grande vocação para a tecelagem e o comércio. O mercado é super eclético, com lojas fixas, restaurantes e expositores – cada dia da semana tem um tema diferente. Na quinta-feira tem o vintage market, onde costumo comprar louças lindas para fazer as fotos das minhas receitas. Também tem cafeterias, food trucks com os mais diversos tipos de comida – incluindo uma tapiocaria brasileira.

Voltando ao fish and chips do Poppie’s, tenho uma dica: se você estiver com outra pessoa, peça uma porção grande de peixe para dividir, pois é bem farta. Entre os peixes disponíveis, os mais populares são o cod (bacalhau) e o haddock. Gosto mais do haddock, por ser um peixe mais úmido e saboroso. Além das batatas, o fish and chips vem com molho tártaro e um pedaço de limão. Antigamente, o fish and chips era servido em jornal e o dono da loja quis manter essa ideia com as embalagens atuais.

No balcão do Poppie’s, você irá encontrar sal e vinagre de malte para temperar seu fish and chips. Fiquei muito surpresa ao descobrir que por aqui se coloca vinagre nas batatas assim como sal, antes de comer. Embora tenha experimentado, ainda prefiro minhas batatas só com sal e o peixe com limão.

Além do fish and chips tradicional, o Poppie’s também tem no cardápio opções de entrada e pratos principais como peixes, frutos do mar e batatas. Caso você não queira o peixe frito, há variações com peixe grelhado. Por ser um quiosque dentro de um mercado, o serviço é bem simples: você faz o pedido, paga no balcão e aguarda alguns minutos para ficar pronto. Então, depois de uma manhã pelo mercado, pego meu peixe com fritas, coloco um pouquinho de sal e vou me sentar para apreciar essa delícia na hora do almoço.

Fotos: Leiliane Valadares

Quiosque do Poppie’s Fish and Chips: Old Spitalfields Market – Unit SP4C. 16 Horner Square, London E1 6EW

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