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Como tem feito muito calor ultimamente, a gente acaba cozinhando menos em casa e aproveitando para dar umas caminhadas noturnas e comer fora. Numa dessas andanças, Daniel me levou para jantar no Yuzu, um restaurante japonês pequenino, situado na histórica ruazinha Artillery Passage (onde também há diversos pubs e restaurantes como o Ottolenghi).

Não se engane com a simplicidade da fachada em madeira do restaurante. O Yuzu tem um espaço interno muito bem pensado e intimista. O ambiente usa de forma equilibrada e organizada elementos como madeira, concreto e metal em cores análogas e texturas contrastantes. A gente se sente muito bem lá dentro, pois é aconchegante, elegante e minimalista ao mesmo tempo.

O restaurante tem duas mesas menores e um balcão em concreto com assentos de bar, permitindo que os clientes assistam aos habilidosos chefs preparando os pratos. A equipe do restaurante é enxuta: dois cozinheiros e uma hostess que também faz o papel de garçonete.

Assim com o ambiente, a comida do Yuzu traz um ar moderno e despretensioso à culinária tradicional japonesa. Os pratos são servidos em pequenas porções, ideais para compartilhar. Os sushis são preparados com carinho, sempre com um toque especial, misturando sabores clássicos e contemporâneos.
O cardápio é enxuto e interessante. E além do cardápio fixo, também tem os itens especiais indicados pelo chef num quadro negro. Além de peixes super frescos, as receitas chamam atenção pela presença de molhos, emulsões e temperos exóticos.

Para aproveitar a oportunidade e compartilhar pratos, escolhemos alguns itens do menu especial e outros do menu fixo. Iniciamos com 2 sashimis: robalo selado com molho cítrico e azeite trufado e atum com ponzu, coentro e molho chilli, coberto com sementes de gergelim torrado. Os sashimis estavam uma delícia: frescos, de sabor delicado, com molhos maravilhosos. Também pedidos dois niguiris de salmão selado com gel de limão yuzu no topo. Uma delícia!

Em seguida, pedimos guiozas de porco clássicas muito bem executadas. E um sushi feito com tempurá de siri mole, abacate e ovas, que eu tive muita curiosidade de experimentar e gostei bastante. O sabor do siri é bem predominante e muito agradável.

Para beber, escolhemos algo mais refrescante e não alcóolico. Além de água com gás, fomos de suco de maçã e flor de sabugueiro, suave e azedinho, que combinou bastante com o cardápio.

Foi um jantar super leve e saboroso, cheio de surpresas boas, excelente para as noites quentes de verão. Voltamos para casa caminhando pelas ruas cheias de gente.
Fotos: Leiliane Valadares
Yuzu Japanese: 7A Artillery Passage, Spitalfields, London UK. E1 7LJ
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Por mais que eu passe um tempo na cozinha, ainda me faltam habilidades pra comer um prato e ir pra cozinha tentar repetir ele de cabeça, e confesso que nem me arrisco nessa dinâmica. Mesmo assim, um dia desses inventei de fazer uma semana oriental lá em casa. Visitei um empório de comida oriental, me abasteci de novos temperos e ingredientes e nisso levei missô pra casa.
Pra quem não conhece, missô é uma pasta que contém soja, sal e algum cereal fermentado naturalmente. Esse ingrediente é tradicional japonês, e possui variações de cor que dependem do tempo que essa pasta matura após o feitio. Aqui nesse empório consegui uma artesanal, feita por uma mulher local, e que é hoje a preferida dos clientes de lá.

Enfim, com esse ingrediente na mão, e a lembrança dessa berinjela divina, adaptei uma receita de um livro pra tentar chegar no sabor e textura que não me saiam da memória! Essa receita é super rápida, saborosissíma e talvez uma experiência única pra quem nunca comeu a berinjela com uma textura mais macia e tenra.
Fotos: Thamires Santiago
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O sunomono é feito de pepino japonês, fatiado finamente e conservado em um vinagre de arroz com açúcar. Tem uma crocância incrível, visto que os pepinos são apenas desidratados com sal antes de entrarem na conserva. Geralmente servido com gergelim, esse prato é um banquete de texturas e novas sensações.

Imaginei sempre que seria de uma complexidade sem tamanho, mas ainda bem que um dia desses coloquei no Google e desmistifiquei um prato que eu adoro!!! Ensino aqui a versão tradicional, e sirvo apenas com gergelim, mas você pode ser ainda mais oriental e servir com kani e bifum.

Corte o pepino em fatias bem finas;
Para desidratar o pepino, coloque sal após fatiar e as disponha em uma peneira por 30 minutos;
Lave em água corrente para retirar o excesso de sal;
Em uma panela, coloque açúcar e vinagre e ferva em fogo baixo;
Retire do fogo e espere esfriar;
Coloque o pepino em uma tigela e coloque com o líquido já frio até cobrir;
Tampe e leve à geladeira por 12 horas;
Quando for servir polvilhe gergelim.
Fotos: Thamires Santiago
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