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vegetariano Archives - sunday slices https://autoral.sundayslices.com/tag/vegetariano/ Fotografia de comida, por Thamires Santiago Fri, 25 Jan 2019 13:34:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Tigela refrescante https://autoral.sundayslices.com/tigela-refrescante/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tigela-refrescante Wed, 23 Jan 2019 16:42:44 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=4624 Escrevo essa coluna às oito horas da noite, onde a sensação térmica beira os 38 graus. Não sei se sou eu, o verão, a camada de ozónio, o efeito estufa……

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Escrevo essa coluna às oito horas da noite, onde a sensação térmica beira os 38 graus. Não sei se sou eu, o verão, a camada de ozónio, o efeito estufa… Esses são os dias mais quentes da vida! Tomei banho a exatos 5 minutos e já estou suando sentada no escritório com todas as janelas abertas.

Pode parecer tão clichê se alimentar de sucos, tigelas e saladas nesse período, mas é fisicamente difícil a gente comer agora um prato de lasanha agora. E ficar na cozinha por muito tempo fazendo comidas quentes também não é nada maravilhoso… Eis que uma tigela pode ser uma opção maravilhosa!

Essa é extremamente refrescante e cremosa! A combinação de abacaxi com gengibre nunca decepciona. A banana da uma cremosidade incrível com o iogurte. Eu sei que é muito comida da moda, mas eu juro que é delícia. Ainda aproveita e acrescenta uma cobertura cheia de proteína e crocância: chia, sementes, nibs…

 

tigela refrescante

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Serve: 2 Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • 1/2 xíc. de abacaxi congelado
  • 1 banana
  • 3cm de gengibre
  • 1 xíc. de iogurte
  • 1/2 xíc. de gelo

PREPARO

  1. Misture todos os ingredientes no liquidificador e bata até obter uma mistura homogênea.

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Wrap na folha de couve https://autoral.sundayslices.com/wrap-na-folha-de-couve/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=wrap-na-folha-de-couve Mon, 10 Sep 2018 01:59:57 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3817 O wrap pode até parecer um conceito atual no mundo da culinária, mas na verdade esse modelo de refeição é muito antigo! Se a gente parar pra pensar, muitas receitas…

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O wrap pode até parecer um conceito atual no mundo da culinária, mas na verdade esse modelo de refeição é muito antigo! Se a gente parar pra pensar, muitas receitas de gastronomias tradicionais possuem esse mesmo modelo. Os mexicanos tem o clássico burrito, que nada mais é que uma tortilla (uma espécie de pão folha, normalmente feito de milho) com vários recheios dentro, enrolados. Na culinária árabe a gente tem os shawarma, feitos de pão folha recheado com carne, tomate, homus e um molho de tahine que eu adoro! Os famosos gyros gregos são parecidos com o shawarma, só que ao invés do molho de tahine, o comum é colocar o tzatziki, um molho com base de iogurte (que eu volto pra ensinar!). Já ensinei aqui os rolinhos vietnamitas feitos com papel arroz.

Aqui no Brasil não temos uma receita tão tradicional que leve um pão enroladinho com recheio brasileiro (apesar de achar barquinhas de alface com arroz e feijão quase a versão nacional desse modelo), e acho que a couve é uma substituta maravilhosa pro pão! Primeiro porque aqui em casa não temos pão folha ou sírio toda semana, mas a couve tem sempre! Segundo porque eu encaro o wrap como uma forma interessante de englobar muitos nutrientes à refeição.

O truque dessa receita está no branqueamento da folha da couve, que permite que a gente enrole sem quebrar. O acabamento fica mais bonito e confesso, mais fácil e gostoso de comer. Se você nunca fez branqueamento, não se preocupe, é so colocar a couve da água fervente, esperar um minuto e colocar na água fria pra interromper o cozimento. O recheio fica por sua conta, mas vou te dar uma opção delícia aqui embaixo:

wrap na folha de couve

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Serve: 2 Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • 4 folhas de couve
  • 1/2 abacate
  • 1 tomate
  • 200g de mussarela de búfala
  • 8 falaféis
  • manjericão

PREPARO

  1. Retire com a ajuda de uma faca, o talo da couve, mas não retire-o completamente, apenas a parte mais grossa dele;
  2. Ferva água em uma panela e branqueie as folhas por 1 minuto;
  3. Sobre uma tábua, estenda a folha de couve e recheie com os ingredientes restantes: abacate e tomates em cubos, manjericão, mussarela em cubos e faláfel.

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Simplificando a cozinha vegana – Pt 1 https://autoral.sundayslices.com/simplificando-a-cozinha-vegana-parte-1/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=simplificando-a-cozinha-vegana-parte-1 Mon, 06 Aug 2018 12:23:46 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3579 No mês passado, eu estava em Porto Alegre dando uma aula e saí para almoçar com três amigas. Fomos no Urban Farmcy – um lugar vegetariano delicioso – e passamos…

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No mês passado, eu estava em Porto Alegre dando uma aula e saí para almoçar com três amigas. Fomos no Urban Farmcy – um lugar vegetariano delicioso – e passamos a tarde toda lá, emendando almoço com café, com sobremesa, com jantar. Diante daquele cardápio de dar água na boca, totalmente criado com plantinhas, a conversa, naturalmente, foi parar no assunto “preparando comida vegana em casa”, que é uma das coisas que eu mais gosto de conversar!

Pensando bem, quando converso com pessoas que se interessam e me fazem perguntas sobre a alimentação à base de plantas, o que elas realmente querem saber é como se virar na cozinha usando somente produtos de origem vegetal. A maioria de nós tem como referência os pratos montados com carnes e frangos e peixes, né? Por isso, montar um prato vegano parece algo bastante intimidante. “Por onde eu começo?” é o que elas querem saber.

Foi por isso que eu decidi começar esta série de posts e tentar mostrar um pouco o que eu aprendi ao longo destes anos. E adivinha o que eu tenho para dizer? “Na verdade, cozinhar vegano é muito simples”.

A primeira coisa que eu quero dizer para vocês é que, no prato vegetariano, os acompanhamentos são o prato principal. Consegue imaginar? Em vez de comer peixe assado acompanhado de arroz e legumes, você come arroz e legumes e cogumelos e verduras e salada, todos na mesma hierarquia, todos acompanhando e sendo acompanhados.

O que acontece é que as carnes, em geral, têm sabores fortes e marcantes, e por isso fica um pouco difícil combiná-las entre si. Peixe e frango, por exemplo, são dois sabores completamente diferentes e pedem para ser consumidos em refeições diferentes. Mas quando a refeição inteira é montada com o que costumamos chamar de acompanhamentos, é muito mais provável que o seu prato fique saboroso mesmo que você combine tipos diferentes de vegetais.

Por exemplo, o que define se os pimentões refogadinhos com cebola e cogumelos, que eu preparo para o almoço, combinam com o grão de bico que eu cozinhei no dia anterior, é o tempero que eu uso em cada um deles. Orégano e manjericão dão um ar italiano para os pimentões. Eu misturo o grão de bico com azeitonas, tomate seco e salsinha, tempero com azeite de oliva e vinagre balsâmico, e tenho um almoço mediterrâneo. Mas se decido temperar os pimentões e cogumelos com açafrão e um pouquinho de curry, então o grão de bico vai para o processador com alho, limão e tahine até virar uma pastinha, e tenho um almoço árabe, com hummus e vegetais. Percebeu? A base é a mesma e o resultado é completamente diferente.

Foi só quando virei vegana que comecei a perceber a versatilidade desses ingredientes que, em um prato convencional, eram subestimados e tratados como meros coadjuvantes. E o que acontece quando os legumes viram os protagonistas é que, como num passe de mágica, uma castanha de caju deixa de ser apenas um snack e passa a ser a base do seu molho bechamel, da mousse de chocolate, do sorvete de baunilha. Depois de um tempo, você olha para uma panela de feijão cozido e consegue ver uma sopa, um hambúrguer e um brownie de chocolate duplo com calda de caramelo.

Por isso, essa é uma das primeiras dicas que eu dou para quem está querendo se aventurar pela culinária vegê: comece a conhecer os seus ingredientes, mesmo que bem aos pouquinhos, e vá desenvolvendo uma intimidade com as texturas, os temperos e as possibilidades. Antes de virar vegana, eu olhava para a culinária à base de vegetais e via tudo o que faltava: bolo sem ovo, queijo sem leite, sushi sem peixe. Hoje, eu vejo tudo o que entrou na minha cozinha: bolo com farinha de linhaça, queijo com macadâmia fermentada, sushi com cogumelos e avocado. Não é melhor nem pior do que antes, é só diferente. E muito, muito divertido!

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Golden milk https://autoral.sundayslices.com/golden-milk/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=golden-milk Wed, 25 Jul 2018 15:57:33 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3576 Sempre comento por aqui as tendências dentro do mundo da gastronomia. Por mais que as pessoas insistam que não, existe uma onda de popularidade em algumas receitas ou ingredientes que…

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Sempre comento por aqui as tendências dentro do mundo da gastronomia. Por mais que as pessoas insistam que não, existe uma onda de popularidade em algumas receitas ou ingredientes que duram um tempo. Já tem alguns bons meses que o nosso popular açafrão ganhou destaque na cozinha. Suas propriedades anti-inflamatórias, exploradas a centenas de anos pela medicina Chinesa e pela Ayurveda finalmente se tornou massificada!

Quando eu falo finalmente, você deve pensar que eu torci por isso, mas a verdade é que eu adoro essas tendências! Elas permitem que alguns ingredientes incríveis que temos a mão, se tornem protagonistas em receitas simples, que de fato podem trazer benefícios. Aí você me pergunta: se tomar um golden milk pela manhã vai de fato te deixar melhor em alguma coisa… Bom, eu não aguento beber a mesma coisa todos os dias! Amo a falta de rotina na minha rotina, mas acho mesmo que balancear o que usamos no dia-a-dia pode trazer benefícios ao corpo.

Comer não é apenas satisfazer um desejo que a gente tem, é nutrir mesmo. É uma maneira de cuidar de si, de fortalecer o que anda ruim. A gente foi se afastando, ao longo do tempo, da nossa própria comida. De como ela é cultivada, de como ela chega aos mercados, de quantas propriedades ela tem. E sim, é chavão tilelê hippie da modernidade, mas não é, ao mesmo tempo. A medicina Chinesa está aí a centenas de anos batendo nessa tecla: os remédios têm princípios ativos vindos da natureza, porque não entender que incluir na sua dieta aquilo que supre o que está escasso é a melhor forma de nutrição?

Para isso, segura essa receita que sim, pode te ajudar a dar uma boa fortalecida no sistema imunológico! Ah, e não só nele, o açafrão também pode te ajudar em problemas digestivos, ajuda no funcionamento do fígado, alivia as dores do período menstrual e muito mais (mesmo, eu podia fazer uma longa lista). Aproveita o clima de inverno e faça essa bebida quentinha. Só abre a cabeça, porque no primeiro gole pode ser estranho, já que usamos açafrão em receitas salgadas e esse leitinho quente é doce. O nome golden vem daí, o açafrão vai deixar ele bem douradinho. Cuidado para não pesar na medida, ou ele não dilui.

Golden milk

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Serve: 2 Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • 1/2 + 1/4 xíc. de leite de coco
  • 1/2 + 1/4 xíc. de leite de amêndoas
  • 1 + 1/2 col. de chá de açafrão
  • 1/4 col. de cha de gengibre em pó
  • 1 pau de canela
  • 1 col. de chá de óleo de coco
  • 1 pitada de pimenta do reino
  • Agave a gosto

PREPARO

  1. Leve todos os ingredientes a uma panela e misture;
  2. Deixe amornar e sirva ainda quente.

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Requeijão Vegano https://autoral.sundayslices.com/requeijao-vegano/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=requeijao-vegano Fri, 13 Jul 2018 12:00:06 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3491 Existe um grande debate sobre as terminologias das comidas veganas, porque as pessoas que não são veganas acham uma grande enganação comer uma comida já culturalmente conhecida em versão sem…

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Existe um grande debate sobre as terminologias das comidas veganas, porque as pessoas que não são veganas acham uma grande enganação comer uma comida já culturalmente conhecida em versão sem derivados de animais. Uma feijoada vegana, por exemplo, gera a expectativa de um sabor familiar, que você já sentiu antes e não é exatamente esse gosto que você vai provar, e convenhamos, tudo bem! Então, como lidar com essa expectativa do sabor tradicional com a carne ou derivados, da comida vegana em geral que faz substituições? Bom, eu procuro pensar que as terminologias são usadas por nós apenas pra nortear a expectativa, mas é óbvio que uma moqueca vegana não vai ter o gosto de uma com peixe, mas vai ter novos sabores e texturas, e esse leque de opções novas para o paladar é uma das coisas que acho mais interessante nesse universo!

Hoje, eu compartilho com você a receita de um requeijão vegano. Lembra requeijão? A textura fica bem parecida, ele fica bem branquinho e passar no pão é a melhor maneira de comer! É feito de castanhas de caju de molho em água, que é a base pra muita receita de molho branco vegano, cremes e afins. O sabor é leve, e você pode mudar a expectativa pensando nele como uma pasta incrível para passar numa baguete, um homus completamente novo para o seu paladar!

requeijão vegano

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Serve: 350ml Tempo de preparo:

INGREDIENTES

  • 1 xíc. de castanha de caju
  • 1 limão
  • 1 pitada de sal
  • tempero a gosto
  • água filtrada

PREPARO

  1. Deixe a castanha de molho em água filtrada por 8 horas;
  2. Escorra a água do molho e coloque as castanhas no liquidificador;
  3. Acrescente o sal, limão e o tempero que desejar – sem nenhum também é delicioso – eu adoro cominho, pimenta síria, curry;
  4. Bata até que vire uma pasta homogênea – acrescente um pouquinho de água caso o liquidificador não esteja batendo direito.

Fotos: Thamires Santiago

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Ojalá – Madrid https://autoral.sundayslices.com/ojala-madrid/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ojala-madrid Tue, 22 May 2018 12:54:11 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3199 Depois de dois anos e meio morando em Barcelona, finalmente fui conhecer a capital! É engraçado pensar que já a um tempo considerável por aqui, deixei Madri para tão depois.…

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Depois de dois anos e meio morando em Barcelona, finalmente fui conhecer a capital! É engraçado pensar que já a um tempo considerável por aqui, deixei Madri para tão depois. Dentre muitos bairros super divertidos, como o la latina – a programação de domingo da cidade é passar o dia por lá – fomos conhecer o Malasaña, o destino hipster alternativo da cidade.
Eram muitas opções de lojas, ruas e cafés para conhecer, mas fomos ver o que tinha de especial no Ojalá. O nome em português quer dizer algo parecido com ”se Deus quiser!” e faz parte de um grupo chamado La Musa que engloba outros três restaurantes. Quem vê a fachada não imagina o que tem dentro! São vários ambientes diferentes que permitem diversas maneiras de interação.
A primeira parte é uma sala com uma mesa enorme, que tanto os clientes como os funcionários utilizam. Logo em seguida tem uma estufa, uma estrutura metálica linda com plantas penduradas no teto, com mesas para pequenos grupos. Depois vem outra sala com mesas compartilhadas.  A decoração era toda em tons de papel celofane. Sabe aquele da infância, com tons esverdeados, azulados e meio brilhantes? Uma loucura, mas funciona.
Resumindo, em matéria de design de interiores e arquitetura, o Ojalá me conquistou de primeira! Mas o que nos interessa aqui é comer e digo: continuei encantada. Escolhemos sentar na mesa compartilhada e de lá conseguíamos ver a cozinha.
Pedimos dois brunchs, um veggie e o outro healthy, ambos com ingredientes ecológicos e os dois bem-servidos! A opção vegetariana vinha com homus, omelete com cebola caramelizada e rúcula, pão multicereais e passas, saladinha de abobrinha e queijo feta, yogurte com chia, agave e mirtilo. Já o saudável vinha com pão integral, peito de peru natural, ricota, aveia com açaí e salada de frutas.
Mesmo depois de tanta comida, eu precisava de uma sobremesa e pedi pão multicereais com uma porção de Nutella. Ainda teve suco natural de laranja, suco detox e capuccino. No total a conta deu 29€! Sério, isso é sucesso! Quando estávamos indo embora resolvi procurar o banheiro, que estava no andar de baixo e para fechar com chave de ouro, no subsolo tem uma praia de mentira! Sim, você leu certo. Tem areia, mesas baixas, iluminação colorida e até uma barraquinha para comprar bebidas. O lavabo também é outro choque, era outro mundo lá dentro! Todo revestido com espelhos, música alta, projeções de vídeos e cabines completamente vermelhas, lembrando a vida noturna do bairro.
Depois de tantas surpresas, Ojalá é uma promessa que, se Deus quiser, ainda volto lá!
¡Buen provecho!
Ojalá: Calle de San Andrés, 1, 28004 Madrid, Espanha. +34 915 23 27 47
Fotos: Mariana Dias

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pé de moleque https://autoral.sundayslices.com/pe-de-moleque/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pe-de-moleque Wed, 16 May 2018 02:24:20 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3146 Amendoim sempre brilha muito nessa época do ano! Ele é um ingrediente versátil, utilizado tanto para doces, quanto para pratos salgados. No pé de moleque, ele tem papel principal, ao…

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Amendoim sempre brilha muito nessa época do ano! Ele é um ingrediente versátil, utilizado tanto para doces, quanto para pratos salgados. No pé de moleque, ele tem papel principal, ao lado da rapadura ou do açúcar. Aqui no Brasil, o preparo do “quebra dentes”, como é conhecido no sul e sudeste do país, vem ao lado da chegada da cana de açúcar, lá pelo séc. XVI. Essa receita tem um nome mais comum nos diferentes estados, mas o preparo varia de acordo com a região: mel de abelhas, garapa com mel, açúcar. Com exceção do nordeste, onde o nome pé de moleque diz respeito a uma espécie de bolo enrolado na folha de bananeira.
Na Índia ele se chama chikki, na Europa temos o famoso torrone, mas esse leva vários tipos de castanha e claras em neve na massa, e no México as palanquetas, que são o nosso pé de moleque mas com alguns grão adicionais, como os de amaranto . Aqui te ensino a versão brasileira, do interior do país, bem caipira e tradicional, onde usamos a rapadura pura, com amendoim. Simples assim! Dois passos são muito importantes na hora de fazer esse doce: o ponto do caramelo, que precisa ser um pouco antes do ponto de fio (aquele que você tira a colher da panela e forma-se um fio) e moer uma parte do amendoim. Vi inúmeras receitas na internet onde você mistura o amendoim inteiro no caramelo e fim. Mas o amendoim inteiro não dá a liga, não faz o doce funcionar, e acredite, eu testei!

Minha avó colocava um pouco do amendoim inteiro e uma outra parte já moída, e isso fazia ele ficar perfeito! E ela não untava lugar nenhum com manteiga. Ela fazia com farinha de mandioca torrada, jogava no mármore e cobria com a mistura quente, o jeito mais tradicional. O que me deixa sempre com aquela sensação de que farinha deve combinar com tudo mesmo…

pé de moleque

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Serve: 4 Tempo de preparo: Tempo de cozimento:

INGREDIENTES

  • 1 xíc. de rapadura
  • 1/3 xíc. de água filtrada
  • 1/4 xíc. de amendoim torado inteiro
  • 1/3 xíc. de amendoim torrado moído

PREPARO

  1. Em uma panela adicione a rapadura e a água, derreta até que se forme o caramelo;
  2. Fique atento ao ponto do caramelo, você precisa adicionar o amendoim antes do ponto de fio;
  3. Adicione os dois tipos de amendoim;
  4. Coloque em um refratário untado;
  5. Deixe esfriar por 2h e corte os pedaços.

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Quem somos nós? – Verena Kacinskis https://autoral.sundayslices.com/quem-somos-nos-verena-kacinskis/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=quem-somos-nos-verena-kacinskis Mon, 14 May 2018 19:14:38 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3163 Existem duas coisas que eu sei fazer bem: escrever e simplificar. Simplificar é mais uma necessidade do que uma vontade, já que eu não funciono bem no meio do “muito”:…

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Existem duas coisas que eu sei fazer bem: escrever e simplificar. Simplificar é mais uma necessidade do que uma vontade, já que eu não funciono bem no meio do “muito”: muito barulho, muita roupa, muita gente, muitos objetos, muitos ingredientes. Por isso, ao longo da vida, acabei aceitando um movimento natural de ir simplificando as coisas ao meu redor até chegar no meu ponto de conforto. Tira um pouquinho de lá, completa com o que já estava aqui, e pronto! É assim que eu me visto, que eu decoro a minha casa, que eu desenvolvo minhas ideias, e (claro!) é assim que eu cozinho.

Aliás, eu passei anos e anos da minha vida achando a cozinha um lugar intimidante e complexo demais para eu explorar. Como faço para acertar o ponto da carne? Como as pessoas conseguem limpar frango? O que eu faço com a cenoura além de ralar e colocar na salada? Eu cozinhava porque tinha que comer alguma coisa, e com frequência o bife ficava duro e o peixe ficava sem graça. Eu, definitivamente, não sabia o que estava fazendo e não funcionava sem uma receita detalhada para seguir. Cozinhar era mais uma necessidade do que um prazer (o que era uma pena, porque eu adoro comer!).

Então, em 2014, algo mágico aconteceu! Eu já vinha gravitando, naturalmente, na direção da alimentação vegetariana, e em janeiro desse ano, meu marido e eu decidimos testar e ver como seria a vida como veganos. Foi maravilhoso! Meu mundo se abriu, se ampliou! A cozinha virou meu lugar favorito da casa. Aprendi a fazer leite de amêndoas, queijo de castanha de caju, hambúrguer de lentilhas. Aprendi pelo menos seis formas diferentes de preparar a tal cenoura, e achei os legumes muito menos intimidantes do que as carnes. Eu só tinha que lavar, descascar e picar. Tudo tão… simples!

De lá para cá se passaram apenas quatro anos, mas eu sinto como se fosse muito mais! Comecei seguindo receitas, fui adquirindo confiança para experimentar aqui e ali, criei um blog para me desafiar a criar e me soltar mais, e hoje posso dizer que tenho meu jeito, meu sabor, MINHA comida.

E isso me leva para o começo deste texto, onde eu disse que, além de simplificar, eu sei escrever. Quando recebi o convite da Thamires para ser colunista, eu soube que não teria como falar sobre outra coisa a não ser sobre a simplicidade deliciosa que eu encontrei na cozinha quando transformei os vegetais nos protagonistas de cada refeição.

Eu cozinho com poucos ingredientes, em poucas panelas e com poucos utensílios. Quanto menos coisas ocupam meu espaço físico, mais lugar encontro na minha cabeça para criar, experimentar, me divertir no processo. Então, vamos juntos, vocês e eu, para dentro da cozinha, explorar todas as possibilidades escondidas por trás do simples, do menos, do essencial.

Foto: Tainá Frota

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Flax & Kale – Barcelona https://autoral.sundayslices.com/flax-kale-barcelona/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=flax-kale-barcelona Tue, 08 May 2018 13:03:25 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=3106 Barcelona tem muitos restaurantes e bares. Muitos mesmo! Mas quando minha mãe vem me visitar temos sempre alguns restaurantes que “sim ou sim” temos que ir. O Flax and Kale…

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Barcelona tem muitos restaurantes e bares. Muitos mesmo! Mas quando minha mãe vem me visitar temos sempre alguns restaurantes que “sim ou sim” temos que ir. O Flax and Kale é um deles que repetimos e nunca cansamos. Como todo mundo ama inventar rótulos, encontrei o meu: flexteriano (junção de flexível + vegetariano). É um termo usado para denominar uma dieta com base no vegetarianismo com consumos pontuais de carnes ou peixe. O Flax and Kale é o lugar perfeito, pois 80% do cardápio é baseado em verduras, legumes e frutas e os 20% restantes são receitas com peixes azuis. Peixes azuis não são denominados assim pela sua cor e sim pelo seu valor nutricional.

Não lembro como o conheci ou quem me indicou, mas já sou frequentadora do Flax and Kale desde que cheguei a Barcelona. A graça de ir com certa frequência em um mesmo restaurante é poder provar o menu inteiro, mas eu tenho problemas com isso. Sou completamente a favor do “não mexe no time que está ganhando”, mas juro que lá eu consigo, pois, a carta deles é grande e dá vontade de comer tudo. A Teresa Carles é uma cozinheira visionária que quis utilizar os melhores produtos das terras da sua família para criar receitas saborosas e saudáveis. Já na entrada do restaurante tem uma vitrine gelada enorme com vários sucos e smoothies cold-pressed. São lindos, com nomes criativos, cores chamativas, saudáveis e deliciosos.

O restaurante sempre está cheio, seja no brunch, almoço ou jantar. Tem vários ambientes, salas mais íntimas, mesas compartilhadas e mesas ao ar livre no terraço, que tem até uma horta no meio. Éramos três pessoas e nos sentamos no salão principal ao lado das janelas da fachada. Para começar pedimos vinho, caña (chopp aqui na Espanha) e um green slim fit, suco verde que leva maçã, espinafre, erva-doce, gengibre, rúcula, limão, salsinha e aipo. Sério, os sucos sozinhos já são uma refeição! Eu passo longe deles quando vou almoçar ou jantar, mas sempre levo um para casa para servir de lanche.

Pedimos duas entradas e essas eu não troco de jeito nenhum! A primeira é um clássico da casa, o kale chips. São chips de couve-de-folhas (não, não é a couve comum) desidratados e com pedacinhos de alho. Gente, é muito gostoso! Até meu namorado que não é muito entusiasta das comidas amou. A segunda entrada era um mix de cogumelos da temporada feitos no vinho branco e leite de coco, sobre uma fatia de pão de espelta e cinco cereais, finalizados com tomilho e trufa negra. O ideal é dividir essa entrada entre duas pessoas, pois vem muito bem servida. Escolher o prato principal no Flax and Kale é difícil. Eu sou o tipo de pessoa que fica tensa com muitas opções e eles tem várias. Pelo menos todo o cardápio vem com uma legenda mostrando se o prato é raw food, vegetariano, glúten free ou à base de peixe azul (atum ou salmão), o que ajuda um pouco a escolher se você tem algum tipo de restrição.

Eu e meu namorado acabamos pedindo dois pratos para dividir entre nós. Escolhemos o hambúrguer de atum com cebolinha, servido no pão integral com carvão ativado, gengibre e maionese de wasabi acompanhado de cenouras assadas. E o tagliatelle com espirulina, dados de salmão selvagem, pesto de kale e queijo parmesão, meu favorito da casa. Minha mãe foi no ravióli de espinafre com tofu, champignon, ricota e castanha de cajú, molho verde, queijo parmesão vegano, sobre uma camada de berinjelas assadas. Todos os três pratos vinham com uma quantidade ótima de comida, inclusive sobrou um pouco de cada!

O F&K é um restaurante de preço médio aqui em Barcelona. Como são comidas ecológicas, de km0, com qualidade, sabor e pratos bem servidos, vale o que eles cobram. O chips de kale por exemplo custa 3,85€ e o tagliatelle com dados de salmão 15,50€. No total pagamos 70€ entre três pessoas e saímos felizes! Como a ideia aqui no SS é ser sincera, então, lá vai: eu não costumo comer as sobremesas de lá. Meu negócio é tentar comer direitinho e me acabar nas sobremesas gordas e zeros saudáveis. É a vida! Então, saímos de lá e passamos em uma confeitaria maravilhosa que fica bem pertinho. Mas, essa história vai ficar para um próximo post aqui!

¡Buen provecho!

Fotos: Mariana Dias

Flax & Kale – Tallers: Carrer dels Tallers 74b, 08001 Barcelona. (+34) 933 175 664

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Menos carne e mais legumes, por favor! https://autoral.sundayslices.com/menos-carne-e-mais-legumes-por-favor/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=menos-carne-e-mais-legumes-por-favor Wed, 25 Apr 2018 12:51:39 +0000 http://autoral.sundayslices.com/?p=2959 Considerado um dos maiores consumidores de proteína animal, o Brasil apresenta um contraponto interessante: está em primeiro lugar mundialmente na campanha Segunda Sem Carne (SSC). São mais de 100 municípios…

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Considerado um dos maiores consumidores de proteína animal, o Brasil apresenta um contraponto interessante: está em primeiro lugar mundialmente na campanha Segunda Sem Carne (SSC). São mais de 100 municípios que iniciaram nas escolas públicas a introdução do cardápio vegetariano e já alcançou mais de três milhões de pessoas. Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), nas escolas municipais de São Paulo, por exemplo, a alimentação sem carne iniciou gradualmente em 2011, passando por criteriosos testes de aceitação dos alunos. A rede municipal atingiu cerca de 1 milhão de estudantes e poupou 436 mil quilos de carne ao longo de um ano.

A SVB acredita que a substituição da proteína animal pela proteína vegetal será uma realidade cada vez mais frequente, seja em escolas, restaurantes populares, no mercado e na sociedade como um todo. A campanha para conscientização sobre os impactos do consumo de produtos de origem animal iniciou nos Estados Unidos em 2003 e mobiliza, hoje, mais de 40 países na redução do consumo de carne entre outros produtos derivados. No Brasil, a campanha começou em 2009 e já alcança diversos estados.

Fonte: http://www.segundasemcarne.com.br

Foto: Thamires Santiago – Carne de jaca da Fazenda Burin.

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