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]]>Então, eu estou me perguntando: será possível escrever um texto inteiro sobre cenouras? Descobriremos!
Para mim, uma forma muito legal de descobrir o potencial guardado dos legumes é observar sua textura, sabor, cor e imaginar o que eu posso inventar para valorizar essas características. Assim, um maço de cenouras fresquinhas é matéria-prima para muitos pratos diferentes, o que simplifica minhas compras (e a minha cabeça, na verdade!) e me estimula a usar a criatividade.

Textura
Como as cenouras são crocantes quando estão cruas, cortá-las em palitos para comer com uma pastinha salgada, como humus ou “queijinhos” de castanhas, fica uma delícia! Apesar de outros vegetais, como pepino, brócolis e couve-flor também combinarem com as mesmas pastinhas, a cenoura tem uma crocância que é só dela, e eu adoro valorizá-la por isso!
Outra vantagem de sua textura é o fato de podermos ralar a cenoura para comê-la na salada ou com um prato bem quentinho de arroz. E além disso, eu uso a cenoura ralada na mistura de hambúrgueres e almôndegas vegetais. Além de agregar nutrientes, se usada na medida certa ela ajuda a manter a forma dos bolinhos na hora de assa-los.
Sabor
Quando eu era pequena, me lembro de comer cenouras preparadas principalmente de duas formas: raladas (bem fininhas) na salada, e bem cozidas com carne de panela. Mas a cenoura cozida, para o meu paladar de criança, tinha um sabor esquisito que eu não sabia nomear. Por isso, eu selecionava cuidadosamente os legumes que vinham junto com a carne para o meu prato, maximizando o aproveitamento das batatas e minimizando o risco de mastigar uma cenoura “estranha”. Depois de muitos anos, já vegana, entendi o que acontecia: meu paladar esperava por um sabor salgado, como o das batatas, mas encontrava um sabor adocicado, justamente uma das coisas que eu mais adoro hoje em dia nas cenouras.
Graças a essa característica, as cenouras ficam deliciosas em forma de creme (como esta receita da Thamires) e, meu favorito, em forma de purê. Imagina um prato montado com arroz branco, shitakes refogados com cebola e shoyu (para ficarem salgadinhos) e um purê de cenoura bem cremoso. É uma festa de sabores e texturas dentro da boca.
Cor
E para terminar, também costumo usar as cenouras para dar mais cor a uma refeição. Um prato de arroz, hambúrguer de lentilhas e couve refogada fica mais interessante se eu jogar lasquinhas de cenoura crua em cima do arroz, por exemplo. Muitas vezes a escolha é puramente estética, mas é isso que eu acho mais legal: usar ingredientes para brincar com o visual do prato, como fazemos com giz de cera e cartolina quando somos crianças.

Desenvolver essa relação com os ingredientes não só continua me estimulando a ir para a cozinha todos os dias, como me faz valorizar cada pedacinho de alimento que eu coloco na panela e, depois, no prato.
E é assim que se escreve um post inteiro falando sobre uma raiz!
Fotos: Thamires Santiago
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]]>Como a alimentação baseada em plantas é muito diferente da alimentação com a qual a maioria de nós foi criada, é comum as pessoas sentirem necessidade de estudar e pesquisar sobre nutrição quando decidem parar de comer produtos derivados de animais. Assim que eu e o Fábio deixamos o sushi de salmão e a omelete para trás, virei a louca da investigação. Conhecer os livros, blogs e vídeos que me apresentaram todos os ingredientes e substituições que hoje são tão naturais no meu dia-a-dia, se tornou um exercício bem gostoso.
Mas colada com a diversão costuma aparecer uma super ansiedade sobre o “comer direito” que, em última instância, diz respeito à nossa neurose moderna da perfeição. Junto com informações super legais como “use a chia hidratada para dar liga para a almôndega de lentilhas”, outras tantas pegam carona, como os movimentos do zero óleo, zero açúcar, zero sal, zero glúten, low carb, raw etc. Não que tenha algo errado com esses movimentos, mas eles não são pré-requisitos e nem fazem parte da culinária vegetariana.
No meio de tantas ideias, acabamos ficando sobrecarregadas e perdemos o foco inicial, que era aprender a fazer bolo sem usar ovo e se divertir no processo. Mais ou menos dois anos depois de virar vegana, eu tive algo que hoje tem um nome: ortorexia. Fiquei tão focada nas regras do que seria uma alimentação “limpa” (essa palavra é cheia de peso!) e saudável, que perdi o contato leve e tranquilo que eu tive com a comida durante a minha vida inteira. Eu não estava fazendo nenhum tipo de dieta, mas estava vivendo uma alimentação cheia de regras, do mesmo jeito.
Não acho, de forma alguma, que colher e acumular dados seja danoso. O problema não são as informações, mas sim o que fazemos com elas, né? Portanto, se você estiver sentindo que a cozinha vegana é complicada e restritiva, talvez seja por causa das regras a mais que vêm coladas nas receitinhas deliciosas que podemos fazer com as plantinhas que nascem da terra. Nesse caso, eu sugiro que você respire fundo e veja se todas essas regras fazem sentido para você. Alimentação vegana não é a mesma coisa que alimentação restritiva, tá?
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]]>Nunca havia visto essa tal de curry paste antes, ela é uma pasta de curry, bem forte, por isso só leva uma colher de chá pequena que você vai precisar mexer bem pra espalhar em toda a salada. O capim santo, normalmente, é usado o bulbo, mas confesso que procurei e não achei, e usei as folhas, cortadas bem pequeninas, quase que imperceptíveis, trazendo aroma pra salada mas sem deixar ela fibrosa e difícil de mastigar.
Bom, é uma receita bem diferente, com nuances refrescantes e ligeiramente picantes. Perfeita pro verão, ou pra acompanhar um prato mais denso.
Fotos: Thamires Santiago
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O sunomono é feito de pepino japonês, fatiado finamente e conservado em um vinagre de arroz com açúcar. Tem uma crocância incrível, visto que os pepinos são apenas desidratados com sal antes de entrarem na conserva. Geralmente servido com gergelim, esse prato é um banquete de texturas e novas sensações.

Imaginei sempre que seria de uma complexidade sem tamanho, mas ainda bem que um dia desses coloquei no Google e desmistifiquei um prato que eu adoro!!! Ensino aqui a versão tradicional, e sirvo apenas com gergelim, mas você pode ser ainda mais oriental e servir com kani e bifum.

Corte o pepino em fatias bem finas;
Para desidratar o pepino, coloque sal após fatiar e as disponha em uma peneira por 30 minutos;
Lave em água corrente para retirar o excesso de sal;
Em uma panela, coloque açúcar e vinagre e ferva em fogo baixo;
Retire do fogo e espere esfriar;
Coloque o pepino em uma tigela e coloque com o líquido já frio até cobrir;
Tampe e leve à geladeira por 12 horas;
Quando for servir polvilhe gergelim.
Fotos: Thamires Santiago
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Cada receita que aparece por aqui foi testada, modificada, adaptada ou outras vezes, seguidas à risca as originais, porque tem gente como a gente, que sabe que o melhor da vida é partilhar, sem segredos! Quando alguém me manda foto de alguma receita feita daqui, eu vibro! Pergunto se foi fácil, se as proporções foram legais… Eu tive isso por missão no começo! E me transborda quando alguém me conta que o primeiro bolo que não solou foi aquele que fez seguindo as nossas instruções e proporções.

Esse ainda é o maior motivo (aliado a novos) pelo qual eu continuo. Meu site de receitas é o melhor hobby que já tive, pois dele me transformei na profissional que sou hoje. Passei a ser fotógrafa apenas de gastronomia por conta do meu envolvimento com o Sunday Slices. Então, nessa minha casa a regra é dividir, partilhar sem medo, ajudar quem não tem nenhum domínio a servir uma comida gostosa sem sujar a cozinha toda ou quebrar a cabeça.

Eis que depois que iniciei minha caminhada para tentar me tornar vegana, me deparo com tantas receitas que não dão certo. Não crescem, não ficam saborosas. Bolo precisa ter textura, altura, fofura! Então, volto aqui para resenhar sobre esse livro que ganhei no Natal: Os segredos veganos de Isa. As receitas dela sempre saem maravilhosas. Ela explica as substituições possíveis e a gente precisa mais disso! De gente quer que sejamos bem-sucedidos, mesmo que em tarefas pequenas como o preparo de um muffin. Espero que essa receita seja um coringa aí. Ela é simples: mistura e assa, sem segredos ou complicações! Ela é fofinha, cresce, doura e é um deleite com café.
Fotos: Thamires Santiago
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Às vezes, o meu marido abre a dispensa e me pergunta como aquilo ali vai virar a comida do mês todo. A gente se desapegou dos produtos prontos, dos embutidos, congelados… Parte desse privilégio é saber transformar os ingredientes em comida. Então, até quando a gente olha e só vê banana, sabe que pode se transformar em refeição.
Bom, essa receita veio para lhe salvar de comer apenas a banana. Aveia, açúcar, leite, fermento e vinagre: todos ingredientes muito comuns em casa. Você apenas amassa, mistura e cozinha! Fora que vou lhe contar detalhes incríveis: sem glúten; com carboidrato complexo, o que é ótimo para começar o dia; com fibras; sem lactose e vegano! Seu café de emergência ainda por cima é saudável! Atenção: essa receita leva pouco açúcar, caso goste de panqueca doce, aumente a dose.

Em uma tigela, misture todos os ingredientes;
Bata com um mixer;
Transfira a massa para uma frigideira untada;
Em fogo baixo, cozinhe até a panqueca dourar;
Vire e cozinhe do outro lado.
Fotos: Thamires Santiago
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Todas as receitas que fiz até agora deram certo, e não só isso, ficaram maravilhosas!!! Texturas, sabores, combinações…. Por isso, não pensei duas vezes em publicar ela aqui. A original manda fazer com óleo de coco, mas preciso confessar para vocês que ando bem saturada do retrogosto que ele deixa na boca. Se você não é muito adepto, troque por óleo de milho ou girassol.

A calda precisa ser bem misturada para diluir o açúcar e não ficar com aquela textura de areia, então, sem preguiça, pegue um pequeno fouet ou até mesmo um mixer e trabalhe! O tempo de forno é muito importante, mesmo! Eu falo em 10 minutos, mas se o seu forno for potente, com oito ele já estará dourando a parte de baixo do cookie e é hora de tirar. Fique atento ao ponto ideal: bordas douradas e miolo branco.
Fotos: Thamires Santiago
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A berinjela empanada foi um jeito maravilhoso de apresentá-la de uma outra forma aos meus filhos. E olha, funcionou e fez sucesso demais! A receita é muito simples e isso faz a diferença na hora de prepará-la em uma manhã corrida. A minha versão não leva leite ou ovos (confesso que ajuda muito quando não posso ir à feira no sábado e os mantimentos estão em baixa).

Berinjela, farinha e tempero. A farinha você pode variar, aqui o sucesso sempre é a de amêndoas ou a de amendoim, que nada mais é que eles triturados. Combino com farinha de linhaça dourada, que acrescenta inúmeros nutrientes. Sal, pimenta, açafrão, cominho, cebola ou alho em pó… Brinque! Leve ao forno, pois fritura é bom, mas em casa o cheiro prega por cinco dias, e assim a gente pode ser mais saudável na rotina.
Deixe 15 minutos no forno e verifique se a parte debaixo já dourou, vire as rodelas e deixe dourar do outro lado.
Fotos: Thamires Santiago
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