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]]>A gente sempre foi da comilança. Só levanta da mesa depois de fazer pausas e repetições nas comidas preferidas. Um clássico é a Bacalhoada, um prato tipicamente português que leva bacalhau, batatas e cebola. O que aconteceu foi, parei de comer carne e peixe, e com o tempo fui perdendo esse sabor tradicional da época.
As pessoas não sabem como pros vegetarianos e veganos essas épocas são difíceis. Não só porque tudo na ceia leva carne (farofa, três tipos de aves, bacon em legumes assados), mas também porque a gente perde a memória afetiva de algumas receitas.
Eis que descobri a Batalhoada. Ela nada mais é que o prato português sem o peixe! E pode parecer estranho, mas se você não come bacalhau, estava perdendo esse sabor, e se você comia e assim como eu, mudou a alimentação, deve sentir falta. Então hoje eu te ensino o meu primeiro prato natalino, que além de ter um sabor sem igual, não vai te deixar sair rolando da mesa no dia do aniversário de Jesus.
Essa receita é muito simples, minha única dica é corte as batatas na mandolina. Se você não tem uma mas se interessou, tem esse item em lojas de 1,99 e costuma ser muito barato. A que eu uso é uma dessas, já que a profissional chega a R$300,00. Sempre te digo, cozinhar não pode ser exclusividade de quem tem mil aparelhos e apetrechos. Ou se dedique a cortar com calma na faca e fazer lâminas finas de batatas. Ah, elas são cortadas cruas viu?

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]]>Como a alimentação baseada em plantas é muito diferente da alimentação com a qual a maioria de nós foi criada, é comum as pessoas sentirem necessidade de estudar e pesquisar sobre nutrição quando decidem parar de comer produtos derivados de animais. Assim que eu e o Fábio deixamos o sushi de salmão e a omelete para trás, virei a louca da investigação. Conhecer os livros, blogs e vídeos que me apresentaram todos os ingredientes e substituições que hoje são tão naturais no meu dia-a-dia, se tornou um exercício bem gostoso.
Mas colada com a diversão costuma aparecer uma super ansiedade sobre o “comer direito” que, em última instância, diz respeito à nossa neurose moderna da perfeição. Junto com informações super legais como “use a chia hidratada para dar liga para a almôndega de lentilhas”, outras tantas pegam carona, como os movimentos do zero óleo, zero açúcar, zero sal, zero glúten, low carb, raw etc. Não que tenha algo errado com esses movimentos, mas eles não são pré-requisitos e nem fazem parte da culinária vegetariana.
No meio de tantas ideias, acabamos ficando sobrecarregadas e perdemos o foco inicial, que era aprender a fazer bolo sem usar ovo e se divertir no processo. Mais ou menos dois anos depois de virar vegana, eu tive algo que hoje tem um nome: ortorexia. Fiquei tão focada nas regras do que seria uma alimentação “limpa” (essa palavra é cheia de peso!) e saudável, que perdi o contato leve e tranquilo que eu tive com a comida durante a minha vida inteira. Eu não estava fazendo nenhum tipo de dieta, mas estava vivendo uma alimentação cheia de regras, do mesmo jeito.
Não acho, de forma alguma, que colher e acumular dados seja danoso. O problema não são as informações, mas sim o que fazemos com elas, né? Portanto, se você estiver sentindo que a cozinha vegana é complicada e restritiva, talvez seja por causa das regras a mais que vêm coladas nas receitinhas deliciosas que podemos fazer com as plantinhas que nascem da terra. Nesse caso, eu sugiro que você respire fundo e veja se todas essas regras fazem sentido para você. Alimentação vegana não é a mesma coisa que alimentação restritiva, tá?
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Você pode fazer e deixar na geladeira para consumir durante a semana, que convenhamos, é um adianto de vida. Ela acompanha super bem um hambúrguer, legumes assados e outras praticidades para deixar o prato ainda mais variado e gostoso. Nessa receita existe um balanço muito bom de proteína, que é um dos maiores questionamentos de quem optou por uma dieta que não inclui alimentos de origem animal. A semente de abóbora, de girassol e a quinoa têm altos índices proteicos, além de fornecerem outros inúmeros nutrientes. A salada é uma opção fora do usual para quem não tem muito costume com sementes, mas que prefere uma refeição hiper balanceada e gostosa.

Como toda boa receita prática, ela pode ser variada em relação a proporção dos grãos, os temperos e as ervas frescas. Porque comida pratica para rotina puxada tem que ser dessas que permite que a gente abra a geladeira e use o que temos a mão!
Fotos: Thamires Santiago
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Frutas, suco, café, queijo coalho, pamonha, macaxera, bolo de rolo… Mas o que me laçou mesmo foi o cuscuz. Primeiro porque não comia um há anos, segundo porque nunca havia comido da maneira que foi servido. Em pequenas tigelinhas, bem quentinho, com leite de coco fresco adoçado e coco ralado fresco por cima. Texturas, sabores, um aconchego numa tigela como há muito não provava.
Bom, voltei para casa apaixonada e depois de alguns dias bem saudosa, resolvi tentar fazer a versão daPousada Quatro Cantos, e agora divido com você.

Fotos: Thamires Santiago
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]]>Nunca havia visto essa tal de curry paste antes, ela é uma pasta de curry, bem forte, por isso só leva uma colher de chá pequena que você vai precisar mexer bem pra espalhar em toda a salada. O capim santo, normalmente, é usado o bulbo, mas confesso que procurei e não achei, e usei as folhas, cortadas bem pequeninas, quase que imperceptíveis, trazendo aroma pra salada mas sem deixar ela fibrosa e difícil de mastigar.
Bom, é uma receita bem diferente, com nuances refrescantes e ligeiramente picantes. Perfeita pro verão, ou pra acompanhar um prato mais denso.
Fotos: Thamires Santiago
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O sunomono é feito de pepino japonês, fatiado finamente e conservado em um vinagre de arroz com açúcar. Tem uma crocância incrível, visto que os pepinos são apenas desidratados com sal antes de entrarem na conserva. Geralmente servido com gergelim, esse prato é um banquete de texturas e novas sensações.

Imaginei sempre que seria de uma complexidade sem tamanho, mas ainda bem que um dia desses coloquei no Google e desmistifiquei um prato que eu adoro!!! Ensino aqui a versão tradicional, e sirvo apenas com gergelim, mas você pode ser ainda mais oriental e servir com kani e bifum.

Corte o pepino em fatias bem finas;
Para desidratar o pepino, coloque sal após fatiar e as disponha em uma peneira por 30 minutos;
Lave em água corrente para retirar o excesso de sal;
Em uma panela, coloque açúcar e vinagre e ferva em fogo baixo;
Retire do fogo e espere esfriar;
Coloque o pepino em uma tigela e coloque com o líquido já frio até cobrir;
Tampe e leve à geladeira por 12 horas;
Quando for servir polvilhe gergelim.
Fotos: Thamires Santiago
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Às vezes, o meu marido abre a dispensa e me pergunta como aquilo ali vai virar a comida do mês todo. A gente se desapegou dos produtos prontos, dos embutidos, congelados… Parte desse privilégio é saber transformar os ingredientes em comida. Então, até quando a gente olha e só vê banana, sabe que pode se transformar em refeição.
Bom, essa receita veio para lhe salvar de comer apenas a banana. Aveia, açúcar, leite, fermento e vinagre: todos ingredientes muito comuns em casa. Você apenas amassa, mistura e cozinha! Fora que vou lhe contar detalhes incríveis: sem glúten; com carboidrato complexo, o que é ótimo para começar o dia; com fibras; sem lactose e vegano! Seu café de emergência ainda por cima é saudável! Atenção: essa receita leva pouco açúcar, caso goste de panqueca doce, aumente a dose.

Em uma tigela, misture todos os ingredientes;
Bata com um mixer;
Transfira a massa para uma frigideira untada;
Em fogo baixo, cozinhe até a panqueca dourar;
Vire e cozinhe do outro lado.
Fotos: Thamires Santiago
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Todas as receitas que fiz até agora deram certo, e não só isso, ficaram maravilhosas!!! Texturas, sabores, combinações…. Por isso, não pensei duas vezes em publicar ela aqui. A original manda fazer com óleo de coco, mas preciso confessar para vocês que ando bem saturada do retrogosto que ele deixa na boca. Se você não é muito adepto, troque por óleo de milho ou girassol.

A calda precisa ser bem misturada para diluir o açúcar e não ficar com aquela textura de areia, então, sem preguiça, pegue um pequeno fouet ou até mesmo um mixer e trabalhe! O tempo de forno é muito importante, mesmo! Eu falo em 10 minutos, mas se o seu forno for potente, com oito ele já estará dourando a parte de baixo do cookie e é hora de tirar. Fique atento ao ponto ideal: bordas douradas e miolo branco.
Fotos: Thamires Santiago
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A berinjela empanada foi um jeito maravilhoso de apresentá-la de uma outra forma aos meus filhos. E olha, funcionou e fez sucesso demais! A receita é muito simples e isso faz a diferença na hora de prepará-la em uma manhã corrida. A minha versão não leva leite ou ovos (confesso que ajuda muito quando não posso ir à feira no sábado e os mantimentos estão em baixa).

Berinjela, farinha e tempero. A farinha você pode variar, aqui o sucesso sempre é a de amêndoas ou a de amendoim, que nada mais é que eles triturados. Combino com farinha de linhaça dourada, que acrescenta inúmeros nutrientes. Sal, pimenta, açafrão, cominho, cebola ou alho em pó… Brinque! Leve ao forno, pois fritura é bom, mas em casa o cheiro prega por cinco dias, e assim a gente pode ser mais saudável na rotina.
Deixe 15 minutos no forno e verifique se a parte debaixo já dourou, vire as rodelas e deixe dourar do outro lado.
Fotos: Thamires Santiago
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